22 Aug 2017, 10:44 pm

CD Review: Blackmore’s Night – All Our Yesterdays


Blackmore’s Night – “All Our Yesterdays” ( Frontiers Records – Importado) Nota:

https://i0.wp.com/images4.alphacoders.com/195/195896.jpg?resize=720%2C405

Por Bruno Buys

O novo registro do Blackmore’s Night, lançado em setembro deste ano, traz 12 músicas. Destas, oito são composições próprias e inéditas, uma regravação e 3 covers. A qualidade já conhecida dos músicos não decepciona, em especial o casal Ritchie Blackmore e Candice Night. Lá está, presente e muito vivo o universo de magia e fantasia que eles se empenham em criar e aprimorar desde 1997, com o lançamento de “Shadow of the Moon”.

No entanto, embora este colunista (e fã) ache que o disco é bom e vale a pena, cabe aqui em questionamento: precisava mesmo de três covers? Ainda mais considerando que os músicos ali esbanjam competência em composição. Ok, covers são comuns no Blackmore’s. Já gravaram de tudo, passando por Jethro Tull e Elvis. Já fizeram até um medley com a Child in Time, do Deep Purple, truncada com o nome de “Mond Tanz – Child in Time” lançada no álbum “Village Lanterne” em 2006. Mas três covers em um disco de doze músicas me parece exagero.

As covers

Estamos falando de Long Long Time (Gary White), Moonlight Shadow (Mike Oldfield) e I Got You Babe (Sony & Cher). A regravação é de Where Are We Going From Here, que o grupo gravou no disco Ghost of a Rose, de 2003. As covers foram cuidadosamente arranjadas para soarem dentro do conceito musical da banda. Ainda assim é fácil de afirmar que um fã preferiria material inédito. De qualquer forma, para um ouvinte que não conhece o repertório da dupla Sony & Cher (como eu), a audição passa quase despercebida, soando apenas um pouco mais pop do que o usual do Blackmore’s.

As inéditas

São três instrumentais: “Allan Yn n Fan” (em galês, “Lá fora”) tem algo de Purple/Rainbow, “Darker Shade of Black”, mais reflexiva e profunda, e “Queen’s Lament”, só de violão.

A parte “forte” do disco vem com as inéditas “All our yesterdays”, “The Other Side”, a fantástica “Will O’ the Wisp”, “Earth Wind and Sky”, fechando com “Coming Home”. “Will O’ the Wisp” refere-se a um mítico fogo ou luminosidade que paira sobre pântanos, lagos e outras águas paradas. Provavelmente o mesmo fenômeno natural que gerou o nosso “fogo fátuo” aqui no Brasil.

Internet afora lê-se que o BN é uma banda de “renaissance rock”, ou “folk rock”. O difícil é entender o que são esses gêneros. Pesquisando, você acha coisas absolutamente variadas com estes mesmos nomes. Seja lá o que for isso, a verdade é que o BN é único. Sem dúvida existem elementos de uma busca por uma música do passado, simples, direta e romântica, com uma dramatização aludindo ao passado europeu de princesas e castelos. Mas ao mesmo tempo, a guitarra do mestre Blackmore está lá, e eventualmente dispara. Há também teclados aqui e ali. Em vídeo, Ritchie Blackmore frequentemente toca de óculos escuros, o que também arranha a concepção renascentista da coisa toda. Ou seja, a dramatização não é para ser levada tão a sério assim. É um projeto único, artesanal e pessoal de um dos maiores gênios da guitarra de todos os tempos.

As escorregadas não comprometem. “All Our Yesterdays” é um excelente disco, que merece um lugar na sua prateleira.

https://i0.wp.com/www.frontiers.it/var/upload/albums/album_cover_BLACKMORESNIGHT%20aoy%20COVER%20CDVD%20HI_559d0f6f587c3.jpg?resize=500%2C452“All Our Yesterdays” Track listing:

01 All Our Yesterdays
02 Allan Yn n Fan
03 Darker Shade of Black
04 Long Long Time
05 Moonlight Shadow
06 I Got You Babe
07 The Other Side
08 Queen’s Lament
09 Where Are We Going from Here
10 Will O’ the Wisp
11 Earth Wind and Sky
12 Coming Home

Reviews

Postado em novembro 6th, 2015 @ 02:39 | 358 views
–> –>


Notícias mais lidas
«
»