28 May 2017, 4:29 pm

Entrevista: Canilive


Confira abaixo a entrevista que a banda Canilive concedeu ao Fanzine Mosh

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  1. O Canilive não é um grupo novo, já que foi formada em 2006. Entretanto, somente após 10 anos lançaram o primeiro trabalho oficial, o EP “Psychosomatic Schizophrenia”. Conte-nos o que ocorreu neste período até o disco.

Raphael Dizus: Essa talvez se seja a pergunta mais difícil de ser respondida, porque foi uma história tão longa e cheia de contratempos que é difícil saber como contar. Originalmente a Canilive sempre compôs suas músicas, por mais que houvesse também os tributos às bandas que juntaram os primeiros integrantes, ainda assim sempre se preocupou em fazer seus registros caseiros das músicas que compunham como forma apenas de registro e não de divulgação. Com o amadurecimento da Banda, já em 2008, gravamos um Single, já perdida, que seria nossa primeira experiência com um estúdio profissional, porém ainda seria um longo caminho para compor novas músicas e lançar nosso primeiro EP. Dedicamos de 2009 a 2010 a isso, começando inclusive as gravações que originou um Web Single lançado em 2010, “Witnessing your Fall”, música também presente na segunda faixa do EP “Psychosomatic Schizoprenia”. Logo após isso veio o hiato sem previsão de volta, devido a vários problemas internos e externos a banda, que nos vez abandonar boa parte do trabalho já feito. Quando surgiu a motivação de retornarmos em 2014 nos movimentamos para lançar um trabalho que devíamos há muito tempo e tivemos a ideia de contar nesse EP toda a trajetória musical da banda através de nossas músicas já compostas desde a fundação da banda (Modification 2006/2007), até o trabalho que mais apontava a direção que pretendemos seguir (The Celebration of Ignorance 2013/2014). Porém novamente enfrentamos diversos fatores que fizeram com que o EP, prometido para 2015, fosse lançado somente em 2016. No entanto, acreditamos que isso nos deu tempo o suficiente para amadurecer, tanto musicalmente como individualmente, e agora podemos manter uma constância e qualidade dos trabalhos que estão por vir.

  1. A banda tem uma sonoridade bem singular. Quais as bandas que mais influenciaram vocês?

Raphael: Essa singularidade que você citou em nosso som se dá através das diversas e diferentes influências de cada integrante, norteados num objetivo em comum, produzir um Death Metal com sonoridade melódica e atual.  Cada um tem uma influência e escola diferente na sua formação e quando a gente senta pra compor sai algo nosso e único. Se eu for citar influências em comum, citaria bandas como The Black Dahlia Murder, Beyond Creation, Behemoth, porém as músicas do EP foram compostas em outra época, em diferentes épocas pra dizer a verdade. O que mais nos influenciou foram bandas como Job for a Cowboy, All Shall Perish, Suicide Silence e o próprio The Black Dahlia Murder.

  1. Como foi o processo de gravação do “Psychosomatic Schizophrenia”? Quem produziu? E impactante arte da capa, quem criou?

Raphael: Um parto (risos). Com diversos contratempos e empecilhos, que fizeram da conclusão do nosso trabalho algo ainda mais satisfatório! Todo o EP, em sua criação e produção, foi elaborado pela banda, mas tivemos a participação indispensável na mixagem e pós-produção do Philip Leander, produtor musical, e do Murilo Pirozzi, do Pyro Z Studio, onde foram gravadas, mixadas e masterizadas nossas faixas. Já a nossa capa foi elaborada pelo artista Marcus Lorenzet, da ArtSpell, que soube sintetizar em imagem tudo que é dito no EP, que diga-se de passagem é todo conceitual.

  1. Além da versão física, vocês lançaram nas plataformas digitais?

Alcindo Neto: A intenção sempre foi atingir o máximo de público possível. Então hoje a Canilive disponibiliza o material tanto para streaming como para venda nas principais plataformas, como o Spotify, Deezer, SoundClond, iTunes, AmazonMp3, entre outras.

  1. Para divulgação do EP, pretendem fazer algum videoclipe? Já há uma ideia central dele?

Beto Armada: Já estão no cronograma da banda diversos trabalhos como Lyric Vídeos, Tours, Trabalhos em nosso canal do YouTube, Canilive Channel, e com o videoclipe não seria diferente. A Ideia já está muito bem definida e em fase de roteirização. Não podemos estragar a surpresa, mas podemos adiantar que será “bem Canilive”. E pra quem já conhece a banda isso é quase um spoiler! (risos)

  1. Como é a cena Metal no Rio de Janeiro? Quais são as maiores dificuldades que vocês tem aqui no Brasil? (comentário sobre público e shows)

Raphael: Desde que me entendo por frequentador da cena, percebo um número gigante de bandas com inúmeras qualidades e potencial pra não ser só mais uma. Aqui no Rio, não muito diferente de outras localidades, sempre enfrentamos um problema com infraestrutura, produção, despreparo, falta de união e as famosas rixas desnecessárias entre algumas bandas. Hoje, acho que estamos vivenciando uma mudança. Ainda não sei qual vai ser a dimensão dela, mas tenho boas expectativas. Vemos bandas surgindo no underground com nível profissional, vemos bandas assinando com gravadoras gringas, vemos as antigas bandas que ainda persistem na cena com um trabalho cada vez mais notável no cenário nacional, vemos produtores surgindo com novas propostas e festivais que só tem a somar! Eu só espero que o público do Rio de Janeiro perceba toda essa mudança e valorize a mesma, porque pode ser uma oportunidade única que vivemos. A oportunidade de dar um “BUM” na velha cena e mostrarmos isso pra todo país e mundo.

 

  1. Conte-nos sobre o show mais importante que vocês fizeram até o presente momento? Qual foi o público de qual cidade que vocês mais tiveram a melhor receptividade?

Caio Planinschek: Eu acho que ao longo da nossa história nos palcos não temos somente um único show que foi o mais importante, tivemos alguns mais marcantes que outros como a primeira vez que tocamos com o pessoal do Confronto, o lançamento do EP da Hellbreath, a primeira vez que tocamos fora do estado (em Minas Gerais), quando abrimos o show do Sepultura em Duque de Caxias e quando abrimos o show do Krisiun aqui no Rio de Janeiro mesmo. Todos esses foram muito marcantes para nós todos e para nossa carreira no underground. Quanto ao público, nós almejamos sempre trazer um show de extrema energia e qualidade para o público e sempre fomos bem recompensados por isso! Todas as nossas recepções foram extremamente calorosas, seja tocando no Rio de Janeiro, em Minas Gerais ou no Paraná.

Raphael: Concordo com as palavras do Caio, mas gostaria de lembrar a recepção da galera de Rio das Ostras, cidade da região dos lagos aqui do Rio de Janeiro! Foi a primeira fez que tocamos na região e o público surpreendeu todo mundo da banda com a energia e receptividade.

  1. Vocês têm planos de tocar pelas Américas e Europa?

Gustav Moreira: Definitivamente sim! Porém nesse momento o foco é Brasil. Vamos nos focar em produzir mais e mais material, e no futuro temos planos já definidos de atingir o mercado internacional. Como nosso EP conta nossa história musical em nossas composições, os próximos lançamentos irão mostra a que viemos, e vão expandir nosso alcance.

  1. Deixe uma mensagem para a galera que segue o Fanzine Mosh e seus fãs!

Canilive: Gostaríamos de agradecer primeiramente a Fanzine Mosh e a DUNNA Records pelo espaço e oportunidade, e dizer aos que acompanham nosso trabalho, e quem está nos conhecendo agora, que dessa vez a Canilive voltou de vez e estamos preparando diversos conteúdos pra vocês! Fiquei ligados em nossa página do Facebook  (/CaniliveOfficialPage), Canal do YouTube (/CaniliveChannel) e as demais redes sociais para que recebam notícias e nossos trabalhos em primeira mão.  E você público, vá aos shows, apoie aquilo que você gosta, para que cada vez mais tenhamos essa cultura da cena em nosso dia a dia!

 

Interview

Postado em julho 3rd, 2016 @ 21:21 | 244 views
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