27 Sep 2020, 5:24 pm

CD Review: Baranga – Motor Vermelho


por Adriano Purcino

A história da banda paulista Baranga se iniciou nos idos de 2003 com seu álbum auto intitulado, alias, álbum muito bem recebido na época de lançamento, diga-se de passagem.

E como informa na página oficial da banda:

A conversa aqui é Rock & Roll rápido, rasgado e cantado em bom “brasileiro”!

Sendo assim, aqui não tem espaço para modernismos, as referencias são Blues Rock, Classic Rock, a lá AC-DC, Krokus, Airbourne e claro, Motörhead. E por falar em Motörhead, Baranga já tocou duas vezes junto da banda do saudoso Lemmy Kilmister, em 2009 e 2011, então podemos citar uma curiosidade sobre o título deste álbum:

“Em 2003 lançamos o 1º CD com um motor vermelho na capa. Agora vamos lançar o 6º CD – “Motör Vermelho” – Uma homenagem divertida e de coração pro Motörhead – Trocadilho da pronúncia brazuka de “head” que soa “red” – vermelho… in english”

Então, aquele rock direto, reto e sem frescura é o que vocês irão encontrar aqui, liricamente falando de bares, bebidas, mulheres, entre outros temas pertinentes ao mundo do nosso bom e velho Rock’n’Roll.

Gravado no Orra Meu! Estudios em São Paulo e mixado no estúdio Mr. Som, sob a produção de Heros Trench (Korzus, Armored Dawn), o que é sempre sinal de qualidade de áudio na bolachinhaA arte da capa ficou a cargo de Glauber Barreto.

A pegada AC/DC de Boteco ao Lado abre o disco mostrando aquele rock clássico, vibrante e que ainda conta com uma letra divertida.

Motor Vermelho traz a influencia direta do grande Motorhëad, com uma levada rápida, suja e pesada.

Riffs contagiantes chegam ditando as regras em Rock de Rualevada malandra de muito bom gosto.

Encrenca traz uma levada de tempo médio com uma pegada remetendo a um Blues Rock, porém, com mais peso, obviamente.

Jazigo chega rápida e cheia de energia, intensa e com um ótimo solo, uma das melhores do disco.

Deja Vu é um rock safado, instrumental afiado e com a letra falando em sair pro rolê e tentar ganhar um gata.

Uma das faixas que é impossível ficar parado é O Caronabem energética, ótimo refrão e com uma excelente levada, pra colocar a casa abaixo.

Biruta traz novamente uma pegada AC/DC muito boa e agora trazendo uma crítica social em sua letra, temática sempre muito relevante.

Introdução porrada de bateria, bumbo duplo, velocidade, riffs marcantes, são os ingredientes principais de Animal Voraz, pancadaria de respeito que é mais um destaque do disco.

Na sequencia, riffs a lá Status Quo comandam a faixa que fecha o disco, chamada Amor ou Loucura, rápida, empolgante, com um ótimo refrão e com uma quebrada de tempo muito interessante próximo do final da música, com direito a vocais femininos, trompete e trombone, arranjos muito bem sacados fechando mais um ótimo álbum da discografia do Baranga.

Contando agora com 6 discos na praça, Baranga (2003), Whiskey do Diabo (2005), Meu Mal (2007), O Céu é o Hell (2010), O 5º dos Infernos (2013) e Motor Vermelho (2018), mostra que o Rock nacional está aí firme e forte pra quem quiser ouvir.

NOTA: 8,5/10

BARANGA – ROCK DE RUA

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Postado em fevereiro 17th, 2020 @ 11:48 | 391 views
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