28 May 2017, 4:31 pm

CD Review: Horror Chamber – Eternal Torment


Horror Chamber – Eternal Torment (Distro Rock + Extreme Zone + Hurricane – Nacional) – Nota: 9

Por Clovis Roman

Tem uns discos que chegam na redação que a gente já percebe na hora que vai gostar.  Caso desse Eternal Torment, debut dos gaúchos do Horror Chamber. O grupo aposta no Death metal reto e bruto na linha de bandas como Cannibal Corpse e Deicide, e mostra que aprendeu direitinho com os mestres. Após uma intro que pouco acrescenta, mas que é curta o suficiente para não incomodar, a faixa título chega evocando os espíritos malignos de Glenn Benton, com riffs certeiros e vocal realmente brutal.

Formado em 2004, o grupo da cidade de Canoas conta com Guilherme Lannig como vocalista e baixista, a dupla Felipe Pujol e Paulo Hendler nas guitarras e Dio Britto na bateria. Após dois lançamentos de menor magnitude (uma demo em 2006 e um EP em 2009) a banda entrega em sua estréia um trabalho conciso e pesado. Ponto positivo também para o fato deste full-lenght não conter músicas desses registros antigos. Temos aqui seis músicas autorais inéditas até então. O trabalho conta com oito faixas, sendo as seis citadas além de uma introdução e um interlúdio.

Um pouco mais tranquila – mas ainda sim bastante intensa – “Rise of the Dead” é outro bom momento do disco, que ultrapassa por pouco a marca de 36 minutos. Partes com power chords alicerçados pelo ritmo da bateria foram bem empregadas. O supracitado interlúdio “Prelude to Perdition” abre caminho para “Dawn of Madness”, com passagens cadenciadas e alguns vocais mais rasgados, que dão mais dinamismo ao produto como um todo.

O trabalho é bastante conciso, e mesmo sendo variado de maneira alguma ultrapassa as barreiras do Death Metal. Ou seja, é um álbum que supre a demanda dos fiéis fãs do estilo, mas não soando repetitivo ou apelativo. É material feito por gente que entende do assunto. A arte gráfica é bem soturna, tanto que a imagem da capa é difícil de enxergar. As letras parecem inspiradas em filmes B, mas há algumas que parecem abordar questões “horríveis” de um ponto de vista mais “possível” (não tão viajado como alguns filmes trash). De qualquer maneira, o “horror”, como o próprio nome da banda preconiza, é o tema central.

Só para constar: O baterista Dio Britto deixou a banda após as gravações, sendo substituído por Rafael Machado Kniest. Atualmente Britto reside nos EUA e toca com a banda Westfield Massacre. Antes, ele havia passado por importantes nomes como Distraught  e In Torment.

MÚSICAS
Beyond the Unknown
Eternal Torment
Rise of the Dead
Prelude to Perdition
Dawn of Madness
Believe in the Faith (Burn)
Blood Obsession
Perverse Mind

Site: www.horrorchamber.com

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Postado em setembro 29th, 2016 @ 10:52 | 329 views
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