13 Dec 2017, 6:32 pm

Entrevista: Armored Dawn divulga trabalho de estréia


Armored Dawn: banda dá uma repaginada e lança disco de estréia com produção de peso


O Armored Dawn surgiu há alguns anos com o nome Mad Old Lady e outro direcionamento musical. Com o tempo o som foi agregando mais peso, o que fez com que a banda decidisse pela troca. Como vocês notaram, Armored Dawn soa bem melhor, mais sério. E com a nova alcunha chega ao mercado o debut dos caras, Power of Warrior, trabalho feito com bastante esmero, e que contou com a produção de Tommy Hansen, que já trabalhou com o Helloween. Conversamos via correio eletrônico com o tecladista Rafael Agostino, papo que você confere na íntegra logo abaixo. A formação do grupo se completa com o baterista Rodrigo Oliveira (Korzus), o baixista Fernando Giovannetti (que já tocou com inúmeros artistas, indo do prog do Karma ao sertanejo de Fernando & Sorocaba), a dupla de guitarristas Tiago de Moura e Timo Kaarkoski e o vocalista Eduardo Parras.

por Clovis Roman

A banda iniciou suas atividades com outro nome, Mad Old Lady. Qual foi a principal motivação para a troca para o atual, Armored Dawn?

Rafael Agostino: A banda começou com um estilo mais Rock n Roll e foi amadurecendo com um som mais pesado. Vimos que precisaríamos de um nome mais forte, que tivesse mais a ver com nosso som e nossas letras. Foi uma decisão bem difícil pois já havíamos feito a primeira prensagem [do disco] e alguns shows importantes ao lado de Tarja e Marillion, mas ganhamos muito com a mudança. O público mostrou uma aceitação muito boa.

No site oficial da banda, consta que o show mais antigo foi a abertura para o Texas Hippie Coalition, em 2013, na cidade de Curitiba. Aquele foi de fato a apresentação de estréia ou houve outros shows antes?
Rafael: A banda havia feito algumas apresentações menores em pubs de São Paulo, mas nosso primeiro show fora da nossa cidade e ainda abrindo para uma banda estrangeira, com um público maior, foi com o Texas Hippie em Curitiba. Era para termos feito outro show em São Paulo com eles, mas tivemos inúmeros contratempos, como 2 pneus estourados em nossa viagem de volta.

O Armored Dawn já fez a abertura de diversos shows internacionais pelo Brasil, mas um evento que chama a atenção no histórico de vocês é a participação no Motorhead’s Motorboat, como rolou essa participação e como foi tocar lá?
Rafael: Com certeza foi um dos fatos mais marcantes para a banda, tocamos ao lado de Slayer, Anthrax, Exodus, e outros grandes nomes do Thrash/Heavy. A aceitação do público foi ótima, fomos a única banda brasileira a tocar nas edições do Motorboat. Infelizmente o Lemmy morreu no mesmo ano, alguns meses depois…Fizemos grandes amigos e pudemos curtir muito!! Após os dois shows no Motorboat, ainda fizemos um show “After Party” em Miami, junto com mais algumas bandas que participaram do cruzeiro, também foi muito bom, uma experiência única.

Nos falem sobre a turnê com o Fates Warning pela Europa, quais as expectativas, já que vocês nunca tocaram naquele continente?
Rafael: Estivemos na Europa apenas para gravar nosso álbum com o Tommy Hansen (Helloween, Jorn), e estamos respondendo essa entrevista no nosso tourbus durante essa tour. Está sendo incrível, tínhamos uma imagem totalmente diferente dos alemães, de serem muito sérios e fechados; é são um povo muito simpático e acolhedor, eles prestam muita atenção no show, e participam bastante, estamos fazendo grandes amigos e fãs por aqui. O único fator no qual não estamos muito acostumados é o frio, passamos por -7º e quando venta, parece que seu nariz vai cair [risos]. Até o Timo (guitarrista), que nasceu na Finlândia, está usando um moletom aqui. Nunca tínhamos visto ele de blusa na vida [risos].

Outro show bacana do Armored Dawn em 2017 será o BMU Legends, ao lado de Dark Avenger, Dragonheart e Liar Symphony. Como foi viabilizada a participação da banda, sendo que vocês são a única das quatro que nunca tocou no BMU – apesar de alguns membros do grupo já terem tocado em bandas que tem história no fest
Rafael: Apoiamos muito a idéia do Richard de apostar no metal nacional, foi uma pena o evento ter parado 10 anos atrás. Acredito que se não tivesse parado, a cena hoje estaria muito mais forte e já seria um BMU Open Air… A parceria que fizemos com o evento foi entrar para a cooperativa que o BMU está oferecendo; se trata de bandas que querem apoiar o evento de alguma forma (seja com prensagem de cds, material promocional, etc). Tivemos uma experiência ótima na edição especial de 2016, com nossa música no CD promocional, o público realmente ouve o CD inteiro, e isso ajuda na divulgação e deixa o público mais a par das bandas que estão no set. A idéia do festival foi sempre abrir portas para bandas mais novas também, estamos muito ansiosos para esse show, vai ser nosso primeiro show após o retorno da tour Européia.

No site Metal Archives consta que no EP promocional Power of Warrior há a participação de Fabio Lione em “William Fly (The Pirate)”, canção que também está no álbum completo, mas no Cd não consta a participação do Lione: por quê?
Rafael: A “William Fly” foi nossa primeira música de trabalho, então fizemos algumas versões dela para serem lançadas com exclusividade em alguns lugares do mundo. Por exemplo, na Argentina, teve a participação de Mario Ian (ex-Rata Blanca) e na Itália, o Fabio Lione. Ainda estamos estudando gravar outras versões em diferentes línguas com outros grandes vocalistas. Este EP promocional foi lançado também com as principais revistas de metal do mundo como Revolver (Estados Unidos), Inferno (Finlândia), Metal Obs (França) RockHard (Alemanha), Rolling Stone (Japão), Roadie Crew (Brasil), etc.

Ainda sobre a mesma música, ela traz versos em inglês e português. Vocês chegaram a testar a letra apenas em inglês ou apenas em português antes? Ou desde sempre a idéia era esta?
Rafael: A idéia era ter alguma música em nossa língua materna, e como a “William Fly” foi a última música a ser composta, resolvemos deixar apenas uma estrofe em Português.

O álbum foi gravado por Guga Bento, mas ele saiu da banda e em seu lugar entrou o Rodrigo, do Korzus. Por que Guga saiu e como chegaram ao Rodrigo? Há problemas com a agenda dele no Korzus?
Rafael: O Guga estava na banda desde o começo, quando ainda era mais Rock n Roll, na mudança do nome e do estilo mais pesado, tivemos algumas diferenças musicais, mas somos grandes amigos até hoje. O Rodrigo assistiu um show nosso na abertura do Symphony X [N. do R.: em maio de 2016], e gostou muito da banda, Ele é um baterista fenomenal e uma grande pessoa… não só na altura [risos]. Nunca tivemos problemas com agenda. A condição é: quando tivermos data no mesmo dia, tentamos levar as duas bandas para o mesmo show, como já fizemos em São Paulo e funcionou muito bem.

O álbum de estreia do Armored Dawn, Power of Warrior

Como está sendo a recepção de Power of Warrior entre fãs e mídia especializada? Até que ponto as opiniões de fãs e críticos são levadas em consideração pela banda
Rafael: A recepção tem sido ótima. É claro que temos também críticas até porque é uma questão de gosto e respeitamos isso, mas quando recebemos uma crítica construtiva, sentamos e avaliamos isso, agora quando recebemos uma crítica ofensiva, apenas ignoramos.

Como surgiu a ideia da gravação do hino do Palmeiras? Todos na banda curtem futebol? Caso sim, todos são palmeirenses? Isto saiu em CD físico ou só digital?
Rafael: A idéia do Hino surgiu do Edu, e o Fernando arranjou a versão junto com a banda, apenas os dois são palmeirenses. A música saiu apenas no formato digital e em vídeo. Gostamos muito de versões, fizemos também um dos tangos mais famosos: “Por Una Cabeza”. Gravamos o clipe no teatro Astor Piazzola na Argentina, com a participação de dançarinos de tango. A banda é bem eclética.

Que banda vocês acham que gravaria uma versão bacana de alguma das músicas do Armored Dawn?
Rafael: Seria interessante ouvir algumas bandas que se assemelham com a gente como Sabaton, Grave Digger, mas bandas que se distanciam mais do estilo tendem a fazer versões mais interessantes. Então provavelmente bandas de outros estilos como folk ou até country, poderiam fazer uma versão bem legal de Mad Train.

Deixem uma mensagem para os leitores do Fanzine Mosh!
Rafael: Primeiramente agradecer vocês por elaborarem uma entrevista com bastante embasamento e pesquisa, isso mostra que além de headbangers são muito profissionais no que fazem. E aos leitores esperamos vê-los em breve nos shows, e fiquem a vontade para nos mandar mensagem e críticas construtivas.

Interview · News

Postado em Fevereiro 7th, 2017 @ 11:07 | 363 views
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