18 Aug 2017, 2:36 pm

Mosh 30 Anos: Entrevista com Steve Asheim, do Deicide


Banda, virá ao Brasil em Agosto, revela planos para próximo disco

O Deicide é um dos grupos mais brutais do Death Metal mundial, com três décadas de existência (considerando os tempos em que se chamavam Amon). Nesse tempo todo saíram 11 álbuns de estúdio, sendo que o último é In the Minds of Evil, de 2013. A banda passou por momentos conturbados, como a saída dos irmãos Hoffman (irmãos e guitarristas, que saíram em 2004), a recente saída de Jack Owen, ameaças de bomba em shows nos anos 90 e o lançamento de discos menos inspirados (como você vai ler logo mais aqui) no começo do milênio. Mas o núcleo do Deicide, formado por Glen Benton (baixo/vocal) e Steve Asheim (bateria) é forte, o que levou o grupo a passar por cima de tudo e se manter na frente de todos. Asheim nos atendeu para uma rápida conversa sobre o passado, presente e futuro do Deicide.

A banda estará de volta ao Brasil no próximo dia 12 de agosto, para show em São Paulo. Para informações sobre ingressos e outros detalhes sobre a apresentação – uma das últimas da turnê do álbum In the Minds of Evil – leia a entrevista e confira as informações no fim da página.

por Kenia Cordeiro e Clovis Roman

In the Minds of Evil saiu há quatro anos. A banda já planeja lançar um novo álbum após esta turnê pela América do Sul?
Sim. Na verdade estamos quase terminando um novo álbum, apenas finalizando algumas letras e melodias. Aí então será hora de mixar e mandar para prensagem, ou seja lá o que for que façam para distribuir a música.

O último disco de vocês até agora, In the Minds of Evil, teve uma ótima recepção pelos fãs e crítica. Até que ponto este feedback influencia no trabalho do Deicide? Vocês consideram as opiniões dos outros quando vão compor?
Bem, queremos que as pessoas gostem do que fazemos, mas nos nossos termos. É bom quando as pessoas gostam do seu material. Então, nós gostamos de manter dessa forma, mas não, não procuramos opiniões ao escrever. Nós apenas juntamos ideias uns dos outros. Então, o julgamento final é dos fãs; eles vão expor o que eles pensam, e vamos guardar isso em nosso coração.

O repertório para os shows na América do sul será diferente daquele que a banda vem tocando atualmente nos shows pelos EUA? Notei que há apenas duas músicas de In The Minds of Evil, e o restante é mais material dos anos 90.
Nós sabemos que os fãs apreciam o novo material, mas a banda existe há muito tempo, então nós gostamos de dar aos fãs o material mais antigo; fazê-los guardar boas memórias dos shows. Mas, como as pessoas têm apontado, o último registro já é antigo, então é, na verdade, tudo velho.

Há muito tempo que o Deicide não toca músicas dos discos Insineratehymn e In Torment in Hell. Vocês acham que os fãs não tem interesse em ouvir algumas dessas músicas ao vivo? So

 

ns como “Bible Basher”, “Forever Hate You” e “Christ Don’t Care”, por exemplo, certamente se encaixariam muito bem no setlist.
Bem, eu tenho certeza que você tem razão. Essas não são músicas ruins, mas esses foram registros que, em sua maioria, não empolgaram muito [os fãs], então os deixamos pra lá. Algumas coisas devem ser deixadas pelo caminho, e foi isto que isso aconteceu com esses álbuns.

Steve Asheim

Sobre a saída de Jack Owen: vocês já esperavam por isto ou foi algo que os pegou de surpresa? E sobre Mark English, como chegaram até ele? Vocês já conheciam o trabal

 

ho dele pelo Monstrosity?
Acho que a situação com o Jack foi sendo construída com o passar do tempo. Quando a merda foi pro ventilador com ele, se tornou apenas mais uma situação que deveríamos lidar. Então nós resolvemos tudo, nada de mais. Quanto ao Mark, eu o conhecia há um tempo, mas nunca pensei em trabalhar com ele até que a necessidade surgiu. Mas estou satisfeito de trabalhar com ele, o cara é legal, um grande guitarrista e está fazendo um ótimo trabalho, tocando músicas difíceis que nem todos conseguem tocar. E isto [técnica] é algo necessário para que as músicas sejam bem executadas ao vivo e soem autênticas.

O último registro ao vivo do Deicide foi lançado há 10 anos. Vocês pensam em lançar um novo DVD/CD ao vivo para celebrar a atual fase da banda? Vocês tem shows d

 

essa turnê gravados?
Nós fizemos um grande vídeo de show no Hellfest 2016, mas não lançamos em DVD. É meio sem sentido, já que acabarão na internet de graça. E foi exatamente o que aconteceu com o vídeo do Hellfest. Então comprovamos que o antigo modelo de negócios de lançar DVDs está morto e enterrado.

Que banda ou artista você gostaria de trabalhar ou acha que poderia gravar uma cover legal de alguma das músicas do Deicide?
Ah, nunca havia pensado nisso e, mesmo agora pensando sobre isso, não me vem ninguém na cabeça. Não tenho aspirações sobre isto. O que acontecer, aconteceu.

Para finalizar, deixe uma mensagem aos fãs brasileiros.
Muito obrigado por todos esses anos de apoio. Estou muito ansioso pelos próximos shows por aí. Obrigado!!

SERVIÇO FORTALEZA
Deicide apresenta a In the Minds of Evil Tour 2017
Abertura com Encéfalo e SOH
Data: 11 de agosto
Local: Let’s Go Rock Bar

SERVIÇO SÃO PAULO
Deicide apresenta a In the Minds of Evil Tour 2017
Data: 12 de agosto
Local: Clash Club
Endereço: Rua Barra Funda ,969 (metro Barra funda)
Horários: 18h ( abertura casa ) – show: 20h30
Ingressos: a partir de 120 reais.
Ponto de venda: Loja 255 – Galeria do Rock
Venda: pixelticket.com.br/eventos/1443/deicide-sao-paulo
Informações: showsobcontrole@gmail.com

 

 

 

foto Steve Asheim: reprodução tumblr earache

Interview · News

Postado em agosto 3rd, 2017 @ 15:56 | 440 views
–> –>


Notícias mais lidas
«
»