29 Jul 2017, 9:43 am

Entrevista: Heryn Dae mostra verve mitológica em primeiro disco


Catarinenses do Heryn Dae estream em disco com letras mitológicas e densas

O Heryn Dae lançou seu primeiro trabalho há poucos meses, e chamou a atenção da mídia especializada com seu Metal com melodia e destreza técnica. As letras mergulham nas profundezas da escuridão e na mitologia élfica (tanto que há versos élficos na canção que dá nome a banda), temas complexos que o grupo ‘tirou de letra’. Conversamos com a banda via email, com respostas de Victor Moura (vocalista). Completam a formação do grupo o guitarrista Juliano Bianchi, o baixista Ricardo Bach e o baterista Cristiano Pereira.

Em novembro último, publicamos a resenha do álbum escrita por Clovis Roman, que você pode conferir aqui.

por Clovis Roman

De onde surgiu a ideia do nome Heryn Dae e qual seu significado? É oriundo da mente brilhante de Tolkien, certo?
Victor: Heryn Dae significa Dama das Sombras. Sim… [risos], vem do Élfico Tolkiano. A ideia surgiu quando começamos os primeiros ensaios. Eu apresentei para a banda a música “Heryn Dae”, que retrata a antiga festa pagã denominada Beltane, mas com um pouco de criação minha na história. Conversando entre a gente achamos que Heryn Dae também cairia bem como nome da banda. E assim aconteceu.

Como se deu a evolução da banda da sua fundação até a formação atual?
Victor: O projeto nasceu em final de 2013 com Juliano (guitarra), Cristiano (bateria) e eu, Victor, no vocal. Não tínhamos baixista. Resolvemos compor e aí surgiu a história do nome Heryn Dae como contei antes e assim foram com todas as músicas do álbum. Em novembro de 2014 surgiu o primeiro baixista e então nascia a banda de fato. Assim as músicas foram mais bem lapidadas até a nossa primeira apresentação, em abril de 2015. Logo depois gravamos e lançamos virtualmente em outubro, além de apresentações importantes em paralelo. Já entrando em 2016 iniciamos a acessória com a Roadie Metal e começamos o trabalho de prensagem do álbum. Também tivemos grandes apresentações, destaque para o Moto São Chico em abril. Antes de lançarmos o álbum trocamos o baixista da banda em julho. Ricardo entrou para a banda e lançamos o álbum em outubro com esta formação. E hoje estamos na divulgação do mesmo.

Falem-nos das influências musicais utilizadas para criar as músicas da banda.
Victor: Uma das grandes características nossa acredito ser que cada um de nós tem uma tendência diferente e assim juntamos as peças para as nossas músicas. Cristiano mais para o extremo, Amon Amarth, Cannibal Corpse e outros. Juliano mais no tradicional, Iron Maiden, Metallica e etc. Eu (Victor) já gosto de todas as áreas do metal. Ricardo também vai do heavy tradicional com aqueles sons riffados do Grave Digger e Saxon e também fã declarado do Steve Harris.

Como tem sido a reação da imprensa e dos fãs ao álbum? Em relação as resenhas que encontramos na internet, vocês chegaram a ler opiniões com as quais discordaram?
Victor: A galera tem gostado bastante. De acordo com o que lemos referente às resenhas, acredito que de um modo geral agradou bastante e estamos felizes. Fizemos o que pudemos no momento e todas as críticas servem para o nosso crescimento e estão devidamente anotadas. Não há uma discordância relevante em relação a isso.

Falem-nos sobre as letras, quais são os assuntos principais que abordam?
Victor: Foram muitas ideias. Não queríamos neste primeiro trabalho algo conceitual. Queríamos ser versáteis, então tem mitologias, tema de jogos, questionamento as igrejas, diário de loucura, nostalgia de bons tempos e etc…

A faixa título tem alguns versos em élfico, de onde veio esta inspiração?
Victor: as palavras Heryn Dae já são em élfico. Na letra há a aparição da dama das sombras e eu queria um refrão com palavras de reverência a mesma. Então surgiu a ideia de montar frases em élfico.

A música “Evil Fortress” aborda os dilemas do suicídio, dissertem.
Victor: Quando mencionei “diário de loucura” era exatamente de “Evil Fortress” que estava falando [risos]. Seria um suicida lidando com os seus demônios e querendo por fim ao seu sofrimento, mas ao mesmo tempo ele pede ajuda. Então há momentos de preces e pedidos de ajuda no início em seu sofrimento e de raiva e transtorno depois. Quando eu escrevi esta letra eu estava muito puto e de mal com a vida [risos]. Inspirou um pouco.

Outra maneira de fazer uma divulgação é a produção de um videoclipe. Vocês tem em mente algo nesse sentido?
Victor: Com certeza é, no momento, o principal objetivo de 2017. Estamos nas primeiras etapas de elaboração de enredo. Logo teremos novidades.

Como está a agenda de shows da banda para 2017?
Victor: Somos iniciantes, estamos à procura. Mas temos apresentações em janeiro, fevereiro e março pela região aqui em Santa Catarina. Dia 27 de janeiro temos um evento na praia aqui em São Francisco do Sul e estamos acertando para mais lugares no decorrer.

Qual banda vocês acham que gravaria uma cover legal de alguma das música do Heryn Dae?
Victor: Cara… Nunca pensei nisso! Acho que o Metallica nos massacraria se tocassem “Shadow’s Prologue” [risos].

Capa do disco Heryn Dae

Interview · News

Postado em fevereiro 1st, 2017 @ 13:13 | 763 views
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