22 Jul 2017, 4:38 pm

Entrevista: Hicsos


26 anos de muito sangue nos olhos e Thrash Metal – Entrevista com o HICSOS

4 - Hicsos (3)

Por Marcos “Big Daddy” Garcia

O Rio de Janeiro, desde os anos 80, possui uma cena bem prolífica em termos de bandas de Metal.

Óbvio que o estado é conhecido como a terra da triarquia “Samba, Futebol e Carnaval”, mas estas terras deram ao mundo bandas como DORSAL ATLÂNTICA, METALMORPHOSE, AZUL LIMÃO e outros. E na década de 90, mesmo com a crise financeira e política de nosso país, mais e mais nomes foram surgindo e deixando suas marcas. E um deles é o do quarteto Thrasher HICSOS.

Ainda colhendo os frutos de seu terceiro disco, o excelente “Circle of Violence”, e às vésperas de lançarem um DVD comemorativo de seus 26 anos de muita luta e suor no underground nacional, fomos lá bater um papo com a banda sobre assuntos variados, abrangendo a história do grupo, suas dificuldades e triunfos, e falar um do que o futuro guarda para todos nós.

BD: Antes de tudo, queremos agradecer por nos conceder esta entrevista. Começando, como foi que o HICSOS começou nessa vida? Qual foi o estopim que os fez se juntarem para formar uma banda?

Anvito: Olá, nós é que agradecemos o convite e ficamos felizes com o retorno da Mosh Magazine. Bem… Na verdade o embrião começou em 1989 comigo no baixo e um amigo de infância na guitarra e dois caras que encontramos em anuncio de jornal, um deles era o Luiz Carlos (bateria) e o outro cantava , mas fazíamos um som mais Heavy Metal , só que eu e o Allan Arbbas (guitarrista) já estávamos ligados em sons mais pesados e rápidos e ai já rolou de fazer musicas novas com uma pegada de Thrash Metal e o vocalista resolveu sair e essa função ficou comigo ,mas precisávamos de mais um guitarrista , então chamamos o Antonio Sabba que já conhecíamos dos points de metal e mudamos o nome para Hicsos em 1990. Juntamos as influencias e começamos a fazer um Thrash Metal na linha dos nossos ídolos daquela época (que são ídolos até hoje, rsrs).  E assim começamos nossa jornada.

Marcelo Ledd : Bem eu entrei em 1997 , mas acompanho a banda desde a sua fundação e nessa época vivíamos o auge do metal nacional com muitas bandas excelentes que tocavam no caverna e no Circo Voador. O Thrash Metal fervilhava no mundo todo e nós mesmos fazíamos eventos para as bandas tocarem em algum lugar, acho que o estopim foi o momento que vinha desde o Rock in Rio I e de todas as bandas no mundo crescendo, inclusive as brasileiras. Como o Marco disse, eu também fiquei muito feliz de ver o Mosh Magazine de volta, tive várias edições do zine quando adolescente.

 

BD: Uma estudada mais profunda nos mostra que HICSOS é o nome dado a um povo que invadiu o Egito (mais precisamente o delta do Nilo), por volta de 1650 antes de AC. Em termos de musicalidade, existe um motivo específico por trás do nome? E como chegaram a ele?

Anvito: Quando formamos o HICSOS propriamente dito, que foi quando entrou o Antonio Sabba, ainda não tínhamos escolhido um nome.  Então o Allan nos trouxe algumas opções e entre elas estava o HICSOS.  Procuramos mais sobre a história desse povo e descobrimos além de serem extremamente violentos em suas invasões, matavam os homens mesmo que fossem bebês e escravizaram todas as mulheres, tinha como principal cultura a música.  Daí adotamos o nome para a banda.

Marcelo Ledd: E uma coisa muito interessante é que nessa época não existia internet, então só se tinha informação através de livros e revistas especializadas no assunto. Hoje buscando na internet já se pode ver o quanto se sabe mais sobre os HICSOS, foram eles que saíram do Egito no que se conhece como êxodo, eles são conhecidos como povo Hebreu e saíram de lá na porrada, depois tomaram as tribos do oriente médio e implantaram sua cultura na marra, inclusive de culto a um único deus.

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BD: Quando começaram essa luta, o país vivia um enorme caos econômico e político. Collor presidente, planos Collor I e II, e uma recessão econômica de doer os ossos. Como foi iniciar a carreira em uma época tão difícil para o país, ainda mais sem uma gravadora para lhes dar suporte? E isso sem falar que os pais da nossa geração eram bem mais brabos que os de hoje! (risos)

Anvito: kkkkkkkkkkk… Verdade.  Os nossos pais batiam doído e não podíamos reclamar com a polícia. Kkkkkkkkkkk.  Outras épocas.

Realmente essa época foi bem terrível.  Tudo foi difícil, tocávamos com instrumentos de baixa qualidade, às vezes pegávamos algo emprestado com os amigos. Transportes ruins.  Tudo era muito sacrificante, mas amamos o que fazemos e lutamos muito para continuar.

Marcelo Ledd: Cara, realmente era complicado… Sem apoio da família e em um momento que além de toda essa crise econômica, também estava começando uma crise musical. As gravadoras que lançaram as bandas dos anos 1980 estavam fechando e a maioria das bandas antigas ou estavam dando um salto profissional ou decaindo. Até mais ou menos 1992, quase todas as bandas pioneiras tinham parado, com raras exceções, e ninguém queria investir em bandas novas, principalmente aqui no Rio.  Acho que isso deixou uma lacuna, porque antes as bandas conseguiram lançar seus materiais logo no início, e quando surgimos isso não era mais tão fácil. Além de estúdios que continuavam sem noção de como gravar uma banda de Metal…

 

BD: Vocês ainda possuem alguma lembrança do primeiro show de vocês? Quando foi, e onde? E qual a sensação do famoso “quebra cabaço”? Podem ir tirando a poeira da cuca e respondendo, sem papo! (Risos)

Anvito: kkkkkkkk… Cara, você tá exigindo demais dessas mentes idosas já com um “Pré-Alzheimer”, kkkkkkkkkkk.  Bem… Nosso primeiro show como HICSOS de verdade não lembro, mas lembro que fomos à segunda banda a tocar no Saudoso Garage Art-Cult (em 1991) do falecido amigo Fábio Costa.  Era um espaço maravilhoso, com um ar muito underground.  Sinto falta de espaços do tipo hoje no RJ.

Marcelo Ledd : KKKKKKKK, a velhice é uma merda… kkkkkkkkk…

Acho que o primeiro show foi na finada lona da Barra da Tijuca, se esse não foi o primeiro foi o segundo. E a única relíquia que se mantém viva até hoje é a história de um casal de amigos nossos que se conheceram nesse show e estão juntos até hoje. Além de fotos que estão em algum lugar nas gavetas… KKKKKKK…

 

BD: Vocês, antes de chegarem ao primeiro disco, gastaram toda a década de 90 lançando 3 Demo Tapes: “The Face of the Abyss” em 1991, “Suicide Illusion” em 1995   e “Hicsos” de 1999. Qual o motivo de cada uma delas ter um intervalo de tempo tão grande entre uma e outra? Aliás, espero que estejam pensando em relançá-las em um CD algum dia…

Anvito: Pois é, aquele papo de crise foi um dos grandes vilões para essa demora.  Tudo era feito com nossos recursos, o que na época era complicado.  Além disso, tivemos várias trocas de formação.  Mas isso nunca nos fez parar, estamos a 26 anos na ativa de verdade. Tudo por amor ao Metal e ao que fazemos.  Em 1997 quando o Marcelo Ledd assumiu a bateria, começamos a trilhar caminhos mais consistentes.
Esse é um projeto que tenho, relançar o nosso primeiro álbum “Eatin’ Concrete” com bonus track com as músicas de nossas demos.

Marcelo Ledd: É esse lance de troca de integrante acho que foi muito ruim. Mas ao mesmo tempo foi positivo, porque as influências de cada cara que passou pela banda ficaram de alguma forma, e isso ajudou a formar uma identidade para a banda. Os estúdios eram muito ruins também, e como as gravadoras não queriam apostar em bandas novas, principalmente de fora dos seus estados (porque no Rio não tinha mais nada)… Pra você ter uma idéia, na última Demo, nós perdemos um dia inteiro revendo onde estavam os instrumentos em cada canal, porque o cara do estúdio não tinha anotado e não sabia onde era bumbo e onde era guitarra.

 

BD: Talvez muitos não entendam, mas lançar discos nos anos 90 não era algo simples, muitas dificuldades estavam envolvidas, logo, poderiam nos contar os motivos que fizeram com que “Eatin’ Concrete” só fosse lançado em 2004, ou seja, quando já tinham 14 anos de existência?

Anvito: Então, como estava falando antes, tudo foi por conta de crise econômica e muitas trocas de formação.  Nosso álbum debut foi feito com nossos recursos e isso era complicado na época.

Marcelo Ledd: Cara, esse álbum foi finalizado em 2001, e a gravadora que iria lançar deu pra trás em cima da hora por questões financeiras, segundo eles. Aí o cara da Triarch fechou, mas pediu para esperarmos, e só saiu em 2004.

BD: Ainda, pelo visto, o vídeo de divulgação para “Insane Future” foi algo bem artesanal na época, e chegou a ser lançado na versão da Triarch Records. Como foi fazer o vídeo? Contem-nos como foi que a idéia surgiu, amadureceu, e como foram as gravações dele.

Anvito: Esse vídeo foi feito na raça mesmo.  Kkkkkkkkk, minha casa estava em obra e usamos as “ruínas” para filmar algumas cenas e algumas cenas externas que pegamos da gravação do “Eatin’ Concrete”.  Todas as filmagens foram feitas por nós mesmos e pedimos para um amigo editar.

Marcelo Ledd: KKKKKKK… O Marco tinha uma favela particular!! Nós pegamos uma câmera, que não era digital ainda, e eu fui gravando tudo que fazíamos no estúdio. Depois decidimos fazer uns takes na favela do Marco e levamos para editar com a musica por cima, eu tenho isso em VHS até hoje!! Rsrs…Mas ficou bacana!!!

Anvito e o primeiro backdrop

BD: E 3 anos depois, veio ao mundo “Technologic Pain”, e musicalmente bem mais maduro. O que mudou na banda entre “Eatin’ Concrete” e ele para este amadurecimento? E de onde veio o título?

Anvito: O “Technologic Pain” foi lançado pela Dynamo Records.  Esse disco foi bem pensado e totalmente gravado no Mr. Som Studio em SP, sob produção de Marcelo Pompeu e Heros Trench.  O “Eatin’ Concrete” só a bateria foi gravada no RJ e os demais instrumentos e voz no Mr. Som. Basicamente, o primeiro CD foi composto de 70% de antigas composições que não estavam em nossas Demos e algumas que foram reestruturadas.  No “Technologic Pain”, quase todas as composições foram novas, com uma nova influência nossa da época.  O nome foi porque foi uma das primeiras músicas que compomos para o álbum e a temática é forte e gerou uma bela arte para a capa.

BD: A recepção de “Technologic Pain” parece ter sido ótima, pois permitiu que o grupo desse um giro pela Europa em outubro de 2009, e ainda lançassem um Split com o MORTAL FACTOR, da Suíça. Voltando no tempo, o que lembram de legal, de ruim e de engraçado dessa tour por lá? E não vale a velha estória da barba congelada…

Anvito: Kkkkkkkkkkkkk… Passamos frio lá sim, mas não deu pra congelar a barba, rsrsrsrs…  Foi uma maravilhosa aventura.  Uma honra ter lançado esse Split que esgotou as vendas em apenas 5 meses.  Maravilhoso.  De bom, com certeza foram os lugares que visitamos, as pessoas que conhecemos, os shows quase sempre muito cheios e equipamentos muito bons.  De ruim foram as cansativas viagens, uma semana sem tomar banho (terrível isso, kkkkkkkkk) e muito frio.

Marcelo Ledd: Cara, foi muito positivo sim. A Dynamo fez um ótimo trabalho de divulgação e distribuição, e isso refletiu em várias coisas boas para a banda, como ficar entre as dez melhores bandas do Brasil na votação da Roadie Crew. E esse Split foi um lançamento para divulgar a tour, mas já tinha esgotado antes de começarmos. O mais legal pra mim foi a própria tour, que como já tinha o Split, muita gente conhecia nosso som. De ruim acho que o frio e, às vezes, as condições que nem sempre eram muito boas, como em um dos shows na Bélgica em que ficamos em quarto sem calefação e o chão era tipo cimento, sem camas. Eu, o Nilmon e nosso roadie Bolinho, dormimos em cima do backdrop porque todos os outros tinham saco de dormir e a gente não, a temperatura era menos quatro!! Rs

Um dos lances mais engraçados foi em Hulm. Tinha uma mina bêbada que vomitou em cima dos pedais do guitarrista de uma das bandas de abertura, depois caiu com uma caneca na mão e só ficou uma parte com ela que tinha uma ponta, e ela ficava falando com o Marco sabe-se lá o que com aquela ponta quase na cara dele. Não satisfeita, ela deu uma patolada por trás em dos membros da banda na beira do palco no meio de uma música!!! Kkkkkk

 

BD: Vindo aos tempos mais atuais, em 2013, sai seu terceiro disco, “Circle of Violence”. O que os fez levar tanto tempo entre “Technologic Pain” e ele? Aliás, vocês tiveram o Pompeu na produção, então, como foi ter o trabalho dele com vocês?

Anvito: Demoramos porque fizemos esse disco com bastante calma e pré-produção para termos certeza que era isso que estávamos querendo.  É complicado conciliar a vida com banda, afinal todos nós temos nossos trabalhos, que nos sustentam e às vezes nos impossibilitam de estar compondo ou trabalhando na pré-produção. Tudo foi gravado no HCS Estúdio, e mixado e masterizado pelo Pompeu e Heros no Mr. Som.  Todos os nossos três álbuns foram produzidos por essa  dupla.  Uma honra e prazer saber que podemos contar com esses monstros do Metal nacional na nossa história. Além disso, são grandes amigos.

Marcelo Ledd: Como falamos antes, teve essa tour e vários outros shows para a divulgação do “Technologic Pain”, além de duas pré-produções, fora a composição e gravação, e tudo isso requer bastante tempo. Com relação a ter Pompeu e Heros conosco, acho que sempre será a primeira opção, levando em consideração o excelente trabalho que eles vêm fazendo no Metal nacional. Como o Marco disse, também são grandes amigos.

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Marcelo Ledd , Marco Anvito , Celso Rossatto e Alexandre Carreiro

BD: “Circle of Violence” trás o HICSOS mais maduro, conseguindo equilibrar os aspectos mais brutos e agressivos de sua música com uma musicalidade mais bem cuidada. Seria algo que veio do tempo, ou o Pompeu teve influência mais forte nesse aspecto?

Anvito: Veio com o tempo. O Pompeu não influenciou em nossas composições.  Influenciou em alguns pequenos arranjos e timbres na hora da mix. Esse é um disco mais Thrash Metal. Mais agressivo nas composições. Veio também da calma nas composições e da facilidade em poder fazer uma pré-produção no estúdio próprio. Foi bem pensado e trabalhado esse álbum.

Marcelo Ledd: O trabalho dos produtores com a gente nunca interfere na composição em si. Os caras pegam o que gravamos bruto e dão o toque deles na mixagem e na masterização. Como eu disse antes, a banda ganha cada vez mais influências com a chegada de um novo membro, e isso vai acumulando, então o amadurecimento vem com o tempo mesmo. A gente aprende a ter paciência para chegar no ponto para a musica  ser gravada.

 

BD: Em termos de resultado, “Circle of Violence” os levou a alcançarem metas que antes não haviam sido atingidas? E quais seriam? Ah, sim: como ele foi recebido pelos fãs e pela crítica especializada?

Marcelo Ledd: Cara, isso foi um lance muito ruim que aconteceu, porque a gravadora nos sacaneou, assinamos uma coisa e eles fizeram outra. Porém, onde o disco chegou foi muito bem recebido, e isso só aconteceu por que pegamos tudo que estava lá jogado e colocamos na Voice Music para distribuir de verdade, os caras da Laser cagaram no pau. Mas recebemos excelentes criticas e os fãs adoraram, fizemos mais uma prensagem para atender a demanda depois que ele foi realmente distribuído. Acho que as metas podem ser consideradas atingidas pela própria crítica que ressaltou a qualidade das composições e da produção.

BD: houve uma mudança em 2015: depois de 25 anos, Antonio Sabba, que estava com vocês desde o início, saiu da banda, e entrou o Alexandre Carreiro. O que houve com ele? E o que o Alexandre trouxe de novo para o HICSOS?

Anvito: O Sabba cansou dessa vida de estar na estrada.  Escolheu parar para se dedicar a filha e ao trabalho dele como tatuador.  O Alexandre trouxe mais peso pro HICSOS, é um guitarrista versátil, sola muito bem e agora contamos com 2 guitarras que dividem solos nas músicas de forma muito competente.  Além de ótimas idéias de composições que serão parte do próximo álbum.

Marcelo Ledd: O Antonio cansou de estar em banda. O Alexandre foi um grande achado, porque acima de tudo trouxe um tesão de estar no HICSOS, sangue nos olhos, sabe. Agora são duas guitarras com solos bem técnicos, além da pegada da mão direita não ter mudado em nada, e acima de tudo: é um cara muito bom de se conviver, o que é muito importante numa banda.

 

BD: E atualmente, a quantas anda o HICSOS? Pelo que sabemos, está vindo um DVD comemorativo, certo? Há uma previsão de quando ele sai, e de quando um novo disco virá por aí?

Marcelo Ledd: Sim estamos nos ajustes finais, porque teve muita coisa que precisou ser refeita com a saída do Antonio, e resolvemos acrescentar outras. Mas antes do fim do ano, esse DVD estará na rua contando nossa carreira e com depoimentos bem legais. São 25 anos passados a limpo nesse vídeo. Com relação a disco novo, estamos a todo vapor na composição e acredito que no segundo semestre do ano que vem estará sendo lançado.

BD: Show abrindo para nomes como D.R.I., MERCYFUL FATE, EXODUS, ANTHRAX, DESTRUCTION, NAPALM DEATH, OBITUARY, DYING FETUS, KORZUS, RATOS DE PORÃO entre outros, três discos lançados, shows e muitas, muitas memórias. Se pudessem começar tudo de novo hoje, há algo que mudariam em sua história, fosse nas gravações dos discos, nos shows, algo? E o que ainda alimenta a banda após tantos anos de luta?

Anvito: Eu não mudaria nada.  Me considero um cara de sorte, vivi uma das melhores épocas do Metal no Brasil. Uma honra tudo que vivemos e ter tocado com esses grandes nomes.  O que nos motiva é o amor pelo som que fazemos, por estar no palco, por fazer Metal.

Marcelo Ledd: Tudo isso na raça, sem jabá! Tenho orgulho de nossa carreira, das conquistas e acredito que vamos onde é nosso direito. Jamais derrubamos alguém para subir mais. Acho que a única coisa que eu mudaria seria gravar a bateria do primeiro disco em Sampa também, junto com o restante do trabalho. O tesão pelo som, pelo Heavy Metal acima de qualquer coisa, somos fãs de Metal e isso nos move. Além do calor e apoio dos fãs durante todos esses anos.

 

BD: É isso… Agradecemos demais pela entrevista, e deixamos aberto o espaço para sua mensagem final aos leitores do fanzine MOSH.

Anvito: Mais uma vez agradeço a vocês pela oportunidade, um prazer estar no site do Fanzine Mosh. A todos os Headbangers um grande abraço, e façam um underground forte e sempre apóiem o Metal Nacional.  Stay Heavy.

Marcelo Ledd: Nós é que agradecemos pelo suporte, sempre seremos gratos aos nossos fãs e enquanto estivermos de pé o Hicsos estará fazendo seu Thrash Metal . Parabéns ao Fanzine Mosh pelo retorno. Um abraço a todos.

 

Contatos:
http://www.hicsos.com.br/
https://www.facebook.com/officialhicsos/

 

 

 

 

Interview

Postado em julho 23rd, 2016 @ 09:09 | 431 views
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