25 Apr 2017, 8:20 pm

Entrevista: Sonata Arctica


Sonata Arctica em entrevista exclusiva para o Fanzine Mosh

Um dos nomes mais importantes do boom de bandas de Metal Melódico surgido em meados da década de 90, o Sonata Arctica se reinventou e permanece na ativa fazendo trabalhos consistentes. Assim, o grupo finlandês conseguiu abranger um grupo maior de admiradores: aqueles que gostam das coisas rápidas do início de carreira, e outros que preferem a fase pós-Unia [2007], quando os caras começaram a fazer coisas mais cadenciadas e com sonoridades diferentes.

Seja qual for a sua vertente, o fato é que os shows que o Sonata Arctica fará pelo Brasil em maio serão imperdíveis. Grande sucesso em nosso país, a banda fará sua 7º turnê na América do Sul, a saber: 2002, 2008, 2010, 2013, 2014, 2015, e agora 2017. Conversamos com o tecladista Henrik Klingenberg, conhecido pelo apelido Henkka, para falar sobre não só as vindouras apresentações por aqui, mas também sobre o último disco The Ninth Hour e toda a história do grupo.

por Kenia Cordeiro

Em 2007 vocês lançaram o Unia e com ele, um novo logotipo foi apresentado aos fãs. Ele foi usado até 2012. Com o lançamento do Pariah’s Child, a banda trouxe o antigo logo de volta. Aquele álbum também foi considerado como uma “volta às raízes”. Por que vocês trouxeram o antigo logo de volta? Era a intenção mostrar aos fãs que vocês estavam, de alguma forma, voltando às raízes?
Henrik: Nós pensamos que depois de alguns álbuns com o novo estilo e logotipo, era hora de tentar voltar para o início, o velho logo parecia mais adequado para esse propósito. Eu acho também, que no fim, nós nunca chegamos a gostar muito do novo logotipo .

O Sonata Arctica é conhecido por se reinventar constantemente, sempre saindo da zona de conforto. A cada novo álbum, os fãs já esperam algumas mudanças, mas apesar disso, vocês não perdem a sua identidade. Como vocês buscam inspiração para criar e escrever as músicas? Vocês são inspirados por algumas bandas novas? Se sim, quais bandas atuais têm chamado a sua atenção?
Henrik: Acho que a principal inspiração é aquela que você recebe quando está crescendo, as coisas que você ouve quando está na adolescência marcam de maneira mais duradoura, pelo menos para mim foi assim. Algumas das coisas novas que eu gostei muito foram Ghost e o último disco do Avenged Sevenfold, que realmente está muito bom. Mas eu não acho que eles terão muito impacto sobre a nossa música. Eu acho que a vida em si, com todas as suas pequenas e grandes coisas acontecendo, é a maior inspiração para todos nós no final.

Como você avalia a recepção do público com as novas músicas?
Henrik: As novas músicas que tocamos ao vivo funcionam muito bem. A sensação geral é que, como sempre, algumas pessoas adoram o álbum e algumas pessoas não gostam. Até agora acho que a impressão geral é que tudo deu certo.

E o que você diria para os fãs que ainda esperam músicas como aquelas lançadas há muitos anos atrás, com uma pegada mais “power metal”?
Henrik: Infelizmente, eu acho que eles terão que ficar com os álbuns mais antigos. É claro que “nunca diga nunca”, mas no momento eu não vejo a gente voltar para esse estilo, não é exatamente onde a banda está agora. Pessoalmente eu não me importaria de fazer um álbum “straight-power-metal”, ele só não parece estar nos planos para nós no momento. Nos shows, porém, tocaremos algumas coisas mais antigas, como sempre.

No ano passado, vocês lançaram o álbum The Ninth Hour. Eu sei que é muito difícil escolher o filho favorito, mas qual é sua música favorita do álbum e por quê?
Henrik: No momento eu acho que “White Pearl, Black Oceans pt 2” é a minha favorita, mas isso pode mudar a qualquer momento. Para mim ela tem todos ou a maioria dos diferentes elementos da banda exibida em uma música.

Como vocês definem o setlist tendo tantas músicas para escolher?
Henrik: Na última turnê tocamos por volta de 35-40 canções na turnê toda. Tivemos um setlist onde trocamos algumas músicas e depois fizemos alguns shows em que tocamos Ecliptica do começo ao fim, etc etc. Desta vez, Tony e eu passamos uma manhã durante a nossa “promo-tour” no último outono fazendo o básico do setlist. Depois, nos ensaios, nós trabalhamos os detalhes com o restante da banda.

Henkka ao vivo em Curitiba, 2015 (foto: Clovis Roman)

Ainda falando sobre o setlist, em maio vocês virão ao Brasil. Há alguma surpresa/mudança para a turnê brasileira em relação aos shows anteriores?
Henrik
: Nós vamos tocar “The Power of One”, o que não fazemos há muito tempo. Pode haver outras coisas também, mas eu não quero contar isso ainda.

A última turnê foi baseada no último álbum e na comemoração dos 15 anos de lançamento do “Ecliptica”. Existem planos para alguma comemoração do “Silence”, outro grande sucesso na carreira da banda? Celebração de 20 anos, talvez. (risos)
Henrik: Até o momento não há planos para isso, mas eu acho que seria divertido tocar o Silence na íntegra ao vivo.

Eu acho que desde o Silence, o único álbum sem lobos (na capa ou no encarte do disco) foi o Stones Grow Her Name. A imagem do lobo parece ter um significado especial para a banda. Ele é apenas um mascote, como o Eddie para o Iron Maiden ou vocês sentem algum tipo de apego emocional com a figura do lobo?
Henrik: Eu acho que o lobo acabou se tornando uma espécie de mascote para nós. E sobre o Stones Grow Her Name, foi por puro acidente, uma coisa de merda: nós acabamos esquecendo de colocar um lobo em qualquer lugar no encarte. Tenho certeza que isso não vai acontecer novamente.

Se você pudesse escolher um país onde nunca esteve antes, em qual você mais adoraria tocar?
Henrik: Eu realmente queria ir para a Islândia há alguns anos, então isso seria empolgante … e, claro, o Havaí, mesmo que não seja um país (risos).

Em The Ninth Hour há uma música chamada “White Pearl, Black Oceans” (Part II: By the Grace of the Ocean). O que levou vocês a darem continuidade a uma canção lançada há 13 anos?
Henrik: A primeira parte da canção se tornou uma peça importante para nós e nossos fãs. Quando Tony estava escrevendo para este álbum, algumas das coisas tinham uma ‘emoção’ semelhante, então seguimos em frente. Foi definitivamente um desafio, mas acho que funcionou muito bem.

Vocês pretendem gravar alguns desses concertos para um futuro lançamento ao vivo? Há planos para fazer algo do tipo nesta turnê?
Henrik: Vamos filmar o show no Chile nessa turnê. Se ele será lançado ou em que formato [N. do R: áudio ou vídeo] ou coisas assim, ainda não decidimos. Em algum momento faremos outro DVD ao vivo. Mas ainda vamos ver onde vamos filmá-lo.

Vocês já gravaram muitos covers, como Iron Maiden, Scorpions e Helloween, por exemplo. Porém, há algum artista que vocês gostariam de trabalhar juntos ou que vocês gostariam ver gravando alguma música do Sonata Arctica?
Henrik: Eu estou sempre aberto a colaborações. Acho que a melhor coisa sobre a música é você poder tocar junto a outras pessoas. Talvez Lana Del Rey poderia fazer soar interessante uma de nossas canções.

Deixe uma mensagem final para nosso leitores e aos fãs do Sonata Arctica.
Henrik: Muito obrigado pelo apoio! Estou bastante ansioso para voltar [ao Brasil] e termos algumas ótimas noites juntos… e algumas caipirinhas também. Saudações!!

Interview · News

Postado em fevereiro 14th, 2017 @ 13:46 | 917 views
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