28 Jun 2017, 1:58 pm

Exodus, mais uma vez deixa sua marca no Carioca Club


Exodus @ Carioca Club – São Paulo (SP) – 24/01/2016

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Texto: Marcos Franke
Fotos: Renato Jacob

 

A introdução para a primeira noite de violência do ano no Carioca Club ficou á cargo das paulistanas do Sinaya, que estão em estúdio para a gravação de seu primeiro álbum. A banda apenas lançou um EP chamado “Obscure Raids” em 2013. O quarteto composto apenas por garotas formado por Mylena Monaco (vocal/guitarra), Renata Petrelli (guitarra), Camila Toledo (baixo) e Aline Dutchi (bateria) tomaram a responsabilidade para elas, aquecer um público sedento por música. O Death Metal com pitadas Thrash “Old School” foi prejudicado e muito pelo mal ajuste dos equipamentos. Não sei ao certo quem poderia ser responsabilizado por isto, mas a banda saiu prejudicada e muito. Uma pena pois Mylena possui um vocal interessante e lembra muito o Death dos primórdios do Human (1991). Destaque para os duetos de guitarra de Mylena e Renata, sem tirar a grande presença de palco de Camila, que agitava e muito com o seu baixo. A banda terminou sua apresentação em meia hora, deixando espaço para a banda estadunidense se apresentar, o Exodus.

A banda que lançou o bem sucedido Blood In, Blood Out (2014) há dois anos, retorna aos palcos de São Paulo num espaço curto de tempo, demonstrando ter ainda muita força para atrair público – a diversão é garantida para aqueles que curtem as rodas de mosh imensas que se formam durante as músicas. As luzes se apagam e a introdução já assinala que a noite mais uma vez será violenta com as primeiras notas de Black 13, do álbum Blood In, Blood Out (2014) emendando com Blood In Blood Out, do mesmo álbum.

Já percebia-se que a ausência de Gary Holt faria diferença, mas não tiraria o brilho da apresentação do Exodus, pois trouxeram Kragen Lum (guitarrista do Heathen) no lugar dele.Um guitarrista tão bom, que fez os fãs agitarem com ele como se Gary Holt estivesse ali, em cima do palco! Agora são dois integrantes do Heathen no Exodus, já que Lee Altus também é guitarrista do Heathen. Enquanto Tom Hunting, destruía na bateria, Steve “Zetro” Souza fazia o que faz melhor, era um showman e um grande vocal.

Seguindo o set com o clássico And There Were None, do álbum Bonded By Blood, a banda conseguiu formar a primeira roda da noite, justificando todos os elogios aqui aplicados á banda até agora. Jack Gibson caprichou na velocidade de seu baixo com a grandiosa Deranged do álbum Pleasures of the Flesh (1987), um dos grandes petardos do Thrash dos anos 80. Zetro diz que da última vez não tocaram nada do álbum novo e que desta vez tocariam algumas, como a Body Harvest – na minha opinião, um clássico imediato. Óbvio que o tornado Humano no centro da pista da casa de shows, não parava de rodar em nenhum minuto. Impressionante. Mas a coisa só pioraria com a introdução de Metal Command do clássico Bonded By Blood (1985) – era tênis para um lado, copos e garrafinhas de plástico voando, uma loucura.  A banda fez a loucura de emendar com Piranha, também do álbum Bonded By Blood (1985) – que mostrou de fato que Kragen Lum merecia representar Gary Holt naquele palco. Zetro emendou com A Lesson In Violence, do clássico Bonded By Blood (1985) depois de declarar amor á São Paulo, citando que até há paulistas no staff da banda, como o tour manager e o responsável pela mesa de som. Depois Zetro anuncia uma música que raramente é tocada pela banda ao vivo, a poderosa Impaler, do álbum “Another Lesson in Violence (1997). Um dos grandes destaques da noite, no entanto ficou para o clássico instantâneo Blacklist, do álbum Tempo of the Damned (2004).

Mas a banda ainda não estava satisfeita emendando com Bonded By Blood do álbum homônimo – mas a noite só ficaria completa com o anúncio da próxima música. The Toxic Waltz, do álbum Fabulous Disaster (1989) foi anunciada por Zetro com mais dedicatórias de amor á São Paulo. O público reagiu com uma das maiores rodas, de dar orgulho á thrashers/moshers ao redor do Mundo. Após retirar feridos era a vez da despedida com Strike of the Beast do Bonded By Blood (1985) terminando assim mais uma lição em violência. Se todos os shows forem ao menos tão bons quanto ao Exodus este ano, não teremos um show fraco o ano inteiro. Bravo!

 

 

 

Mosh Live

Postado em janeiro 29th, 2016 @ 15:44 | 384 views
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