22 Oct 2017, 8:51 pm

Manowar anuncia sua turnê de despedida


Manowar, um dos maiores nomes do Heavy Metal mundial anuncia sua turnê de despedida

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Por Bernardo Araújo (O Globo)

Guerreiros, castelos, reis, lendas, espadas… Nomes como Black Sabbath, Dio, Savatage, Blind Guardian, Uriah Heep e muitos outros se cansaram de usar esses temas em suas músicas, mas cabem ao quarteto americano Manowar, fundado na cidade de Auburn, no estado de Nova York, em 1980, o cetro e a coroa: ninguém levou tão a sério o posto de reis do metal (o disco “Kings of metal” foi lançado em 1988, aliás) como a banda liderada pelo baixista Joey DeMaio, ao lado do cantor Eric Adams.

Tudo começou quando DeMaio era roadie de baixo e técnico de produção do Black Sabbath na turnê “Heaven and hell”, em 1980. Na estrada, ele conheceu Ross The Boss, guitarrista do Shakin’ Street, atração de abertura da turnê. Os dois ficaram amigos e resolveram formar uma banda, para a qual foi convocado Eric Adams, amigo de escola de DeMaio. Ross Friedman já era cascudo: entre muitas outras bandas, ele foi integrante, nos anos 1970, do grupo protopunk The Dictators, uma lenda do underground de Nova York. Portanto, não deve ter estranhado quando DeMaio veio com a ideia de uma banda que incorporasse a vida e o visual dos guerreiros medievais. Estava acostumado a uma boa presepada.

https://i2.wp.com/bravewords.com/medias-static/images/news/2014/54384B3B-los-angeles-dock-fire-causes-manowar-to-reschedule-return-to-japan-image.jpg?resize=542%2C305Completa pelo baterista Donnie Hamzik, a banda lançou o disco “Battle hymns” em 1982, um cartão de visitas com músicas como “Manowar”, “Dark avenger” (que trazia uma narração da lenda do cinema Orson Welles) e “Battle hymn”. Com a típica produção simples de um primeiro disco, ele já mostrava por que caminhos a banda seguiria: um heavy metal clássico, melódico, músicos competentes e a temática levada 100% a sério.

Entre 1982 e 1984 o Manowar lançou quatro discos (dois deles, “Hail to England” e “Sign of the hammer”, foram gravados ao mesmo tempo, em 1983), que começaram a construir sua reputação: um punhado de fãs histéricos (homenageados constantemente pela banda, chamados de “metal warriors”, “manowarriors”, “soldiers of metal”, “army of immortals” e outros nomes) e uma grande maioria que os achava apenas ridículos.

A banda não se importou, comprou a briga e acabou construindo uma base de fãs gigantesca na Europa e na América do Sul – os EUA não compram muito o quarteto até hoje. A partir dos anos 1990, os discos ficaram mais raros. Em uma estratégia comercial bem-sucedida, o grupo lançou seguidos DVDs com seus explosivos shows ao vivo e viagens pelo mundo. Em sua última vinda ao Brasil, no festival Monsters of Rock de 2015, em São Paulo, Joey DeMaio fez um longo discurso em português (aparentemente sem ler nada), em que exaltava a própria banda e os fãs – inclusive insinuando que a maior parte das 30 mil pessoas presentes estava lá apenas para vê-los.

Idolatrado, ridicularizado, o Manowar divulgou nesta semana uma mensagem em seu site oficial em que convoca os fãs para sua turnê de despedida, que deve começar na Alemanha, em data ainda a ser divulgada. Como o mundo do rock precisa sempre de atitudes extremas e de gente sem medo do ridículo, quando a aposentadoria vier a se concretizar, o mundo do metal vai sentir falta do quarteto de Auburn.

#Manowar #EricAdams #JoeyDeMaio #RossThe Boss #FarewellTour

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Postado em maio 26th, 2016 @ 20:46 | 660 views
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