22 Sep 2020, 12:31 pm

Mosh Interview Com A Banda Manauara Platoon


Representantes do Metal Manauara (amazonense), o Platoon é o maior exemplo da grande quantidade de bandas de excelente qualidade técnica que temos em nosso país e que passam despercebidos pelo grande público, que apenas se prendem aos eixos conhecidos de música, na hora de consumir o produto feito em nosso território.

por João Calixto

Nesse bate papo, conversamos com a banda e conhecemos um pouco mais da imensa  cena manauara, da repercussão do seu último trabalho, o álbum “Máquina de Extermínio” e todas as dificuldades enfrentadas por esses verdadeiros guerreiros, na divulgação de seu trabalho.

 FM – O Platoon lançou ainda em 2019, o primeiro full lenght “Máquina de Extermínio”, um trabalho de excelente qualidade e que se encontra ainda em divulgação. Como vocês analisam a repercussão desse álbum dentro do cenário metálico?

P: Ficamos surpresos e principalmente muito gratos pela repercussão que nosso Debut acabou tendo. Nosso plano inicial depois de gravar nossas músicas era lançar uma demo simples para que as pessoas pudessem conhecer nossa trabalho.

Mas um amigo nos deu a ideia de buscar parcerias no Underground Brasileiro e com apoio, lançarmos um material mais bem elaborado. Tivemos êxito nessa busca, no Underground tem muita gente com disposição para fazer a coisa acontecer. Com isso a “Máquina de Extermínio” acabou tendo uma divulgação maior do que se quer havíamos pensado. Recebemos mensagens e encomendas de bangers de todos os lugares do país.

Isso tudo nos enche de orgulho e força para continuar nessa estrada.

FM- E vocês já preparam material novo? Já possuem composições novas para um próximo trabalho?

P: Estamos em processo de gravação de um novo trabalho. Até o fim desse ano iremos lançar um vídeo clipe e um single desse novo CD que trará uma Platoon um pouco mais madura e dedicada em suas composições.

Depois do Máquina de extermínio a banda passou mudanças na formação. Trocamos de baterista e tivemos a saída de um guitarra. Adaptamo-nos as mudanças e seguimos com as atividades de estúdio.

Em breve estaremos apresentando o resultado disso tudo.

FM – O que a pausa provocada pela pandemia prejudicou na divulgação do trabalho de vocês? Nessa hora, a internet fez a sua parte, não?

P: Considero que a pandemia não tenha atrapalhado tanto em relação à divulgação. Principalmente pelo recurso da internet. As mídias sociais hoje em dia são uma importante vitrine quando se tem algo sólido a se mostrar.

Além de a cidade ter parado, seguimos as recomendações de ficar em casa, logo. os ensaios em grupo ficaram parados, alguns shows cancelados e projetos atrasaram, porém são coisas que não podemos controlar. Os Zines e as Distros continuam a fazer seu papel na divulgação de bandas com a mesma dedicação, temos páginas e páginas de apoio às bandas.

Com certeza a Internet ajudou e muito nesse quesito.

FM- A temática principal escolhida por vocês é a guerra e todas as mazelas que ela produz na humanidade. Quais foram as influências que vocês utilizaram, para a escolha desse tema em suas composições?

P: Nós sempre tivemos comum interesse por essa temática. A guerra é suja, cruel e injusta.

É um acervo ilimitado de histórias e fatos brutais que combinam com o tipo de sim que fazemos.

A humanidade está sempre em busca de um motivo para estar em conflito e se digladiando, exploramos isso de maneira neutra.

Juntando isso com as influências das bandas que ouvimos, logo nos vimos com a alcunha de War Metal.

FM – O maior exemplo que temos dessa temática dentro do cenário nacional, é o icônico Holocausto, que sempre defendeu a bandeira do War Metal, principalmente em seus primeiros trabalhos. Eles seriam a grande influência nacional nesse segmento?

P: Com certeza o Holocausto é uma grande influência para toda a banda, assim como outras bandas tais como, Mutilator, Taurus, Extermínio dentre outras que estavam ali naquela época de construção. Nós sempre demos muito valor ao metal nacional, com ênfase nas que cantam na língua pátria. Holocausto é referência no mundo para este segmento.

Incontáveis vezes ouvimos o “Campo de Extermínio”, muito antes de sermos uma banda e hoje mantemos contato com o Valério Exterminator (guitarra do Holocausto) que está com um programa de apoio a bandas, inclusive fomos entrevistados por ele… uma grande honra e meio que surreal o que o Metal nos proporciona (risos)

FM – Assisti ao documentário “Manaus – A força que vem do Norte” e fiquei impressionado com a grandiosidade da cena manauara e a qualidade das bandas mostradas no documentário. Como vocês definem a cena de Manaus, tendo uma visão mais ampla do que aquela mostrada no documentário?

P: Somos gratos por termos participado do documentário. Foi uma ótima iniciativa a exibição de um programa voltado para a cena do Norte do País foi certamente algo novo e que despertou no mínimo a curiosidade do público.

Manaus é rica em bandas de Metal, temos bandas com muito mais tempo de estrada que nós que infelizmente não estiveram no documentário. Ficou em muita gente daqui a impressão de que de faltou mostrar no documentário, porém algumas bandas não estão mais na ativa, em contra partida várias outras estão surgindo o que faz do documentário captar aquele momento especial, foi muito legal conhecer o Clinger e fazer esse bate bola. Temos zines, Distros, lojas, bares, estúdios e produtores que com muito esforço mantém a atividade da cena. Temos um cenário bom, o pessoal comparece nos eventos e compram o material das bandas.

Muitas bandas importantes do cenário nacional e internacional já fizeram apresentações aqui.

FM – Outro destaque, além das bandas, foi à quantidade de locais que acolhem as bandas de Metal. Uma atitude difícil de encontrar em outras partes do país. Deu vontade de partir para Manaus e conhecer!!! Acredito que foi uma boa vitrine para todos da cena, não?

P: Com certeza. Aqui em nossa cidade o que não falta é oportunidade para bandas que estão começando se apresentarem. Manaus recebe bandas das cidades vizinhas e do interior. A gente vê que tem gente que realmente se dedica a engrandecer a cena. Mostrar isso pro restante do país foi certamente muito proveitoso para todos.

FM – Os shows do Platoon se concentram mais na região de Manaus, devido às dificuldades de logística para realizarem apresentações em outros estados. Vocês não teriam planos para a realização de apresentações fora de Manaus?

P: Viajar e tocar fora são certamente uma das inspirações para uma banda e não é diferente com a PLATOON. Nós somos uma banda underground, que não visa lucro no que fazemos. Estar entre nossos semelhantes, tocando e compartilhando nosso trabalho é uma forma de gratificação pelo que fazemos. Nossa ideia e meta é tocar pelo menos dois vezes fora de Manaus a cada ano, pois além da logística também temos nossos compromissos pessoais e profissionais, logo a gente se planeja para se ajustar a uma data com os produtores de eventos de outros estados.

FM – Vocês tiveram algum contato do exterior, em relação ao trabalho do Platoon?

P: Contatos diretos não obtiveram, porém as distros que nos lançaram já nos deram o feedback que nosso trampo já foi para Europa, amigos nossos em turnê fora do país também já compartilharam nosso trabalho Brasil a fora, saímos também em uma edição do Death Metal Zine que nos apoia e divulga na América Latina.

FM – Nós do Fanzine Mosh, agradecemos á todos do Platoon pela entrevista e desejamos muito sucesso em sua caminhada. Deixem uma mensagem final aos nossos leitores.

P: Primeiramente gostaríamos de agradecer ao Fanzine Mosh pelo apoio e espaço cedido para falarmos um pouco do nosso corre diário, são por guerreiros assim que a cena sobrevive em qualquer dificuldade como uma Pandemia na qual estamos passando, por exemplo, obrigado mesmo, e também mandar saudações à galera que acompanha nosso trampo e apoia não só a Platoon, mas as bandas do Norte, o Underground deve ser passado adiante e transcender gerações, assim como nos foi passado estamos ai para somar e agregar valor nesta vertente na qual nos fascina constantemente! Segue a guerra!

Links Relacionados:
https://www.facebook.com/PlatoonThrashWarAM/

Contatos:
e-Mail: platoon.manaus@gmail.com
Tel/Whats: 92. 9-8113-2166

Formação:
* Peixoto War – Vocal
* Emerson Sousa – Baixo
*Matheus Beltrão – Bateria
*Elderson D. Oliveira – Guitarra

Interview · News · Underground

Postado em agosto 16th, 2020 @ 10:10 | 207 views
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