6 Aug 2020, 11:12 pm

Mosh Interview Com DFront SA


Com 12 anos de estrada na bagagem, a DFront SA traz como característica um mix de Hardcore, DeathCore e Thrash, executado com bastante agressividade e muita técnica. Inclusive recentemente o guitarrista Nathan Klak participou do desafio musical lançado pelo baterista Eloy Casagrande do Sepultura e teve seu vídeo escolhido como um dos finalistas.

Pra entender mais desta trajetória batemos um papo com o guitarrista Nathan.

Confiram!

Por Emerson Mello

FM – Nathan, pra começarmos este bate papo poderia nos falar mais detalhes sobre a escolha e significado do nome DFront SA?

Nathan Klak – O FRONT Sugere um combate diário que vivemos no nosso cotidiano e o S.A como nós somos tratados perante isso, afinal em toda guerra que lutamos quase nenhum nome é dito né, por isso a Sociedade Anônima(SA).


FM – O conteúdo das letras tem um forte cunho social e político, que narram situações cotidianas e sentimentos que afligem o cidadão comum. Qual mensagem vocês querem levar através delas?

Nathan Klak – A banda não se prende a um lado político, sempre estamos mal em qualquer mandato, olha o lixo que estamos vivenciando atualmente né? E isso foi assim também no governo passado, mesmo sim ele tendo feito boas coisas no inicio  e mais tarde muitas coisas vieram a tona como desvio,etc. Então nosso direcionamento, politicamente falando, sempre é na crítica de um todo, não podemos e nem devemos ter político de estimação, não misturar isso, temos que bater em erros já vividos e que não foram e nem serão acertados. Assim entramos no mérito social, onde expressamos mais fortemente nas letras a batalha que é VIVER, pois viver não é tão simples, não temos tempo de aproveitar a vida, somos jogados pra traz a todo o momento, pelos outros e por nós mesmos. Assim se retalha nosso cotidiano e é em cima disso que compomos na DFront SA, sob retalhos mal resolvidos do nosso dia a dia, lutas, vitórias, conquistas e acima de tudo SUPERAÇÃO.


FM – No primeiro trabalho, o EP ‘Revolution’, vocês tinham três temas em inglês e depois resolveram apostar 100% nas letras em português. O que levou a esta decisão?

Nathan Klak – Na época entramos com letras em inglês, pois tínhamos um pensamento de divulgar o som em mercado internacional, até mesmo porque nossas interpretações soavam melhor em inglês. Depois com as mudanças de formação e o mercado brasileiro sendo mais quente com as músicas em português, decidimos apostar 100% no nosso próprio idioma e atacar o mercado interno que consumia mais nosso tipo de som.


FM – Quais são as 05 músicas que você considera que mais representam a banda?Aquelas que você recomendaria para as pessoas que nunca ouviram a banda?

Nathan Klak – As mais pedidas em show e que curtimos muito são: Vida De Trauma, Sem Misericórdia, Medo, Terrorismo e Retranca. Ainda não fizemos show com material novo, então não vou citar algo que ainda não mostramos, mais quando acontecer, com certeza essa lista vai mudar inteira!(risos).


FM – E destas cinco, qual você considera como o maior clássico da banda, a mais pedida nos shows?

Nathan Klak – Como ainda não apresentamos as novas, temos a Terrorismo no páreo.


FM – Recentemente você participou de um desafio musical proposto na internet pelo baterista Eloy Casagrande do Sepultura. Conte-nos como foi participar deste desafio e como foi ter seu vídeo escolhido entre os melhores?

Nathan Klak – Tudo foi muito rápido, na verdade eu não sabia de nada, fui avisado pelo meu grande irmão, amigo, parceirão de palco Emerson da Dancing Flame sobre essa chance que o Eloy estava dando para uma Jam virtual com e eu entrei no automático de cara! Já ouvi o riff que ele tava jogando na net, entrou no meu sangue rápido e comecei a produzir riffs em cima até que  finalizei algo, editei e enviei sem nem esperar nada, afinal eram muitos guitarristas querendo participar, e pra minha surpresa fui o terceiro a ser divulgado no Instragram dele. Fiquei realmente surpreso e a ficha só caiu no outro dia, realmente zerei a vida!(risos)


FM – Acredita que esta exposição trará resultados positivos pra você como músico e pra DFront SA?

Nathan Klak – Por um bom tempo tive pessoas me procurando pra saber mais sobre a  DFRONT AS, o vídeo teve boa visibilidade entre músicos consagrados e admiradores. Eu já sabia que poderia ser um chamariz, e foi algo que nos favoreceu bastante sim.


FM – Vocês apostam fortemente no sistema de trabalho através de singles, você acredita que trabalhar desta forma traz resultados mais efetivos na divulgação?

Nathan Klak – Como vivemos momentos sombrios em termos de shows, finanças e tal, sabemos da necessidade de estar sempre ativo para quem consome nosso material, então como não podemos sempre lançar um CD por ano(risos), fazemos o single ser a nossa conexão com nosso ouvinte, assim sempre temos o que dizer e algo novo pra mostrar nos nossos shows. Pra nós deu muito certo.


FM – Outra forma de divulgação bem utilizada pela banda é o lançamento de vídeos.  O retorno através desta mídia está sendo satisfatório?

Nathan Klak – Sim. Temos um feed constantes dos nossos amigos mais próximos, principalmente dos que escutam e se interessam. A maioria nos procura no privado do Facebook ou Instagram pra perguntar sobre o CD a venda, dá muito resultado sim, devagar a gente vai evoluindo.


FM – Atualmente aqui no Brasil temos uma polarização política muito forte no meio Rock/Metal, onde o cenário acabou se dividindo. Como você vê isto tudo?

Nathan Klak – O Rock veio pra protestar em cima de política né? Ficar em cima do muro não é do Rock, muito menos do Metal. Temos que ter a consciência de que estamos sempre procurando melhorar e ir atrás disso, seja na música ou em outro nicho artístico.  Porém esse extremismo atual de se fazer inimizades por política é bem escroto, simplesmente adotamos o “Vamos Ignorar” é bem melhor do que entrar em debate, sendo que sempre os dois lados não sabem ouvir um ao outro e isso gera um debate de ódio e dali não sai crescimento político nenhum, só treta. Antes era fora PT, agora Fora Bozo, e no futuro vai ser “fora o que vier”!! Vai ser sempre difícil viver a política no Brasil…. É só ver o que ta rolando atualmente pra entender.


FM – Ano passado vocês tiveram uma mudança na posição de vocalista, que normalmente é uma posição que enfrenta mais resistência do público em relação mudanças. Como está sendo a aceitação do vocalista Silvio Guerra, que é o terceiro a ocupar este posto DFront SA?

Nathan Klak – Ano passado foi um grande ano pra gente, mesmo com poucos shows, por problemas de falta tempo de todos na banda, quase não pegamos nenhum show, todos estavam ocupados nas datas. Com isso pudemos reescrever todo o segundo CD, fazê-loele tomar forma e ser o que ele é hoje, e acho que ainda esse ano mostraremos a todos. E quanto ao Sílvio, quando ele entrou na banda deixamos tudo muito às claras pra ele. Ele entrou sabendo dá possível cobrança que haveria e soube lidar muito bem com isso. Ele não veio pra copiar, veio pra fazer algo diferente, que é o que ele faz hoje. Claro que tivemos comparações, mas não dá pra comparar um com outro, cada um tem seu estilo, e essa aceitação ou negação é feita pelo ouvinte. Cabe a nós aceitar e principalmente fazer músicas que nós tenhamos tesão em tocar, manter  a banda acessa, os quatro curtindo intensamente. Quem quiser curtir conosco a porta está sempre aberta. Musicalmente estamos com outros pensamentos, temos certeza que cada formação da banda vive um momento diferente, que hoje temos uma união musical que nunca houve antes e isso faz a máquina girar ainda mais pesada e rápida.


FM – Recentemente vocês lançaram um material gravado ao vivo em estúdio. Qual foi o objetivo com este trabalho?Pretendem lançar outros trabalhos nesta linha?

Nathan Klak – Tivemos um convite feito pela LM Estúdio(Volta Redonda) e peitamos a idéia, que na época era desafiadora, pois tínhamos material novo escrito e terminado os últimos. Além de ser um trabalho bem difícil de fazer, pois ali é pau dentro sem errar, senão teria que repetir tudo e o cansaço pode fazer tudo ir por água abaixo. Mas o objetivo era esse mesmo, testar a banda, testar a fase atual, a concentração e entrega ao som foi completa. Em relação a segunda parte da pergunta, não poderíamos pensar nisso atualmente, apesar de já estarmos fazendo LIVES pelo Instagram em respeito ao isolamento do COVID-19.


FM – Já com 12 anos de estrada, quais são as melhores lembranças que você tem em termos de shows, eventos ou festivais que vocês já tocaram?

Nathan Klak – A essa resposta é muito grande! Já fizemos shows em centro de macumba, em quintal de casa de amigos com churras e nego armando mosh em cima de roupa caída do varal! Nossa, já tocamos grandes bandas, em grandes palcos onde fomos tratados igual lixo, e outros que éramos muito bem tratados. Conhecemos ídolos que também cagaram pra gente e outros que abraçaram, elogiaram, subiram no palco pra ver nosso som. Muita coisa boa rolou, muita coisa ruim também, muito dinheiro gasto, mas no fim o prazer de mostrar seu som pra todos e receber critica legal te faz sempre querer continuar. Fizemos mais de 400 shows em todos esses 12 anos, temos mais da metade gravado em HD, quem sabe isso um dia não vira um mini documentário?


FM – A questão da quarentena pegou todos de surpresa e parou o mundo. Quando tudo isso passar quais são os planos da banda?

Nathan Klak – A banda hoje faz Lives pelo Instagram e Face, tivemos três shows cancelados desde o inicio dessa pandemia. Mas um dia ela vai acabar, e mostraremos nosso novo CD ainda esse ano com show de lançamento e tudo,  enquanto isso seguiremos com as Lives. Já adiantamos que nosso CD vem com 12 músicas, todas elas no mais alto grau de agressão sonora e verbal, soco na cara ainda mais forte, já temos nome e o encarte ficou bem a cara do álbum, que vai ser conceitual.

Considerações finais.

Nathan Klak – Apenas se cuidem, se preservem, não se alterem por política porque não vale a pena. Obrigado Emerson meu nobre irmão pela oportunidade. Esperamos poder mostrar nosso cd ainda esse ano, temos muita coisa por vir, shows, clipes e etc. Não deixe de conferir nossas Lives nesses tempos de pandemia, se cuidem e até breve!

*Line up:

Sílvio Guerra – vocais

Gláucio Guimarães – baixo

Nathan Klak  – guitarra

Magno Nascimento – bateria

*Discografia

(2010) – Revolution (EP)

(2013) – Sem Misericórida (EP)

(2016) – Do Céu ao Inferno

(2019) – Inflamado (EP)

*Redes Sociais

Facebook – https://www.facebook.com/DFRONTSA/

Instagram – https://www.instagram.com/dfrontsa_oficial/

You Tube – youtube.com/c/DFrontSA

*Contato

dfrontsa@hotmail.com

(24)998492353 (whatsapp)

Interview · News · Underground

Postado em julho 11th, 2020 @ 21:21 | 230 views
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