27 Sep 2020, 8:45 am

Mosh Interview Com Os Peruanos Do Crownless


Batemos um papo com a bela e simpática vocalista Marive Iglesias da banda Crownless, direto do Peru.

por Emerson Mello

Nesta entrevista o Crownless conta um pouco da trajetória da banda, que mesmo sendo relativamente curta, já tem na bagagem abertura para bandas como Sonata Arctica e Cradle of Filth, além de ter tocado para 80 mil pessoas no maior festival de Rock do Peru. Confiram!

FM – A Crownless foi fundada em 2013 por você e surgiu como uma banda tributo ao Nightwish, e inclusive o nome da banda é inspirado em uma das músicas do próprio Nightwish. Pode nos contar um pouco mais sobre o inicio da banda, qual foi o objetivo em montá-la e se já existia a intenção de seguir um caminho autoral?

Crownless – A pessoa responsável de revisar e aprovar tudo relacionado ao conceito visual é nossa vocalista Marive Iglesias.

Crownless – A banda foi formada em 2013 apenas com a idéia de fazer uma homenagem e se divertir com ela, já que muitos de nós na época éramos super fãs. Então nós crescemos muito rápido e passamos a tocar em festivais com bandas autorais e lá começamos a pensar em lançar nosso próprio material. A recepção foi excelente e em 2015 que fomos chamados para abrir para o Sonata Arctica e  decidimos lançar nosso primeiro single “Sailing the Dark”.

FM – Quando observamos o material promocional da banda, vemos todo um cuidado na parte gráfica (fotos,capas do CDs) e visual (vídeos). Quem é responsável pelo conceito visual da Crownless?

FM – Na época do EP ‘Sigillum’ vocês lançaram o single ‘Saling in the Dark’, porém não teve um vídeo oficial, somente um lyric video. O que levou a a banda a esta decisão?

Crownless – Naquela época éramos uma banda de tributo e só pensávamos em nos divertir, foi uma grande surpresa para nós a ótima recepção que a banda teve e o quão rápido crescemos. Quando nos convidaram para abrir para o Sonata Arctica dissemos: ” Está na hora de lançar um single”. Então Marive decidiu compor um single, que tivemos que lançar antes deste show e devido ao curto espaço de tempo, só conseguimos lançar o áudio, não tivemos tempo para fazer um vídeo oficial. Mas o objetivo foi alcançado: tocar pela primeira vez uma música da banda em uma oportunidade como essa, na abertura para o Sonata, foi uma experiência que nunca esqueceremos. Não somente por ser a primeira vez que tocamos em um evento internacional, mas também porque abrimos para o  Sonata e tocamos nossa própria música pela primeira vez. Grande data!

FM – Já no lançamento do álbum ‘Confines of Silence’ vocês lançaram um vídeo oficial de ‘Prophecy’, que ficou muito bem feito, com uma produção excelente. Como surgiu o conceito deste vídeo e aonde foram realizadas as filmagens?

Crownless – “Prophecy” é um tema perturbadoramente épico, trata-se da disputa entre um anjo e um demônio por uma alma humana, onde há mais dois personagens ocultos na história, por isso foi difícil definir como seria o vídeo. Marive teve a idéia de fazê-lo em uma igreja, mas tinha que ser uma abandonada, e já estávamos procurando há meses e nada de encontrar.  Então, no final, decidimos gravar em outro lugar porque estávamos perdendo tempo. No dia em que gravamos, o local estava ocupado, não sabíamos o que fazer, então por sorte nos fundos havia uma pequena igreja abandonada , que foi finalmente onde gravamos o vídeo. Ninguém podia acreditar no que estava acontecendo, mas sabíamos que estávamos no lugar certo, na hora certa.

FM – Quando ouvimos a música da Crownless, percebemos o alto nível dos músicos da banda. Como se dá o processo de criação da banda, como são feitas as músicas e os arranjos?

Crownless – Marive compõe as músicas e depois repassa pra banda, aonde trabalhamos juntos nos arranjos, e uma vez concluída a demo, mandamos para o nosso produtor.

FM – Em relação ás letras qual tipo de temas vocês costuma abordar?

Crownless – Adoramos temas que têm a ver com espiritualidade e também com temas da própria vida, não temos limites para a criação de nossas músicas. Temos liberdade pra criar “Prophecy” que é um  tema de anjos e demônios, e “Contestatory” “que expressa o sentimento de ser um oponente e questionar tudo na sociedade e nesta vida. “Standing On” que fala sobre continuar lutando pelos seus sonhos e pela sua vida, apesar das adversidades ou, de qualquer forma de amor em “Black Heart”.  O processo criativo é mais o que sai do nosso coração, sermos nós mesmos e seguir nossos instintos.

FM – Falando do estilo vocal, ele segue a linha do canto lírico, que é um estilo que exige muito do cantor. Como é a formação musical da vocalista Marive, ela teve um estudo musical mais formal ou ela é autodidata?

Crownless – Inicialmente, o estilo lírico foi usado para a banda, em nosso EP “Sigillum”, mas para o primeiro material completo, nosso álbum de estréia “Confines of Silence” já optou por usar uma técnica mais popular. Em busca de identidade própria misturamos com alguns toques líricos apenas para dar intensidade à nossa parte sinfônica, mas eventualmente Marive teve que trabalhar para encontrar sua própria voz e procurar sua própria identidade, já que ela nunca esteve ligada à música antes. No começo ela teve que fazer aulas de canto, passou dois anos entre professores do Conservatório Nacional de Música do Peru e professores de canto popular, mas depois do segundo álbum, com uma idéia mais clara sobre sua voz, ela foi trabalhando em uma identidade própria, e veremos o resultado no próximo álbum, do qual lançaremos o primeiro single em breve.

FM – Atualmente no Metal temos muitas mulheres que são vocalistas e estão à frente de suas bandas. Como fazer pra se diferenciar neste mercado tão competitivo?

Crownless – Acreditamos que a melhor maneira de se diferenciar é sempre ser você mesmo. Procure sua própria essência, é claro que você pode se influenciar de várias maneiras e isso é bom, mas no final você deve procurar sua própria forma.

FM – Aqui no Brasil temos poucas informações sobre a cena metálica daí do Peru. O que pode nos dizer sobre o que rola por ai em termos de bandas, público, rádios, festivais?

Crownless – Atualmente, é uma situação complexa para todos, pois a Covid repensou muitas coisas em muitos projetos. No entanto, poderíamos conversar sobre 2019, estávamos dividindo o palco com “Cradle Of Filth” e também com “Visions Of Atlantis”, além de participar de dois grandes festivais nacionais, como “Metal Invaders” e “Villa Maria Rockea”. E também estivemos no maior festival de Rock do nosso país, Villa Salvarock, com mais de 80 mil pessoas. Então 2019 foi um ano incrível em que continuamos a crescer e avançar e o cenário nacional também. Em 2020, não queremos descansar, por isso estamos trabalhando e em breve publicaremos o primeiro single do nosso próximo álbum.

FM – Em 2019 vocês dividiram palco com os britânicos do Cradle of Filth, numa produção de nível internacional. Como surgiu esta oportunidade e como foi a reação do público à música de vocês?

Crownless – Desde o começo, ficamos empolgados com a idéia, também foi um desafio, porque o tipo de som era diferente, embora o sinfônico finalmente nos unisse. Mas desde que o Crownless foi anunciado, a resposta do público foi incrível, desde o anúncio eles nos apoiaram, então no dia do evento estávamos cheios de entusiasmo e energia positiva e o show foi demais, as pessoas nos receberam de braços abertos. Foi uma ótima experiência e uma ótima noite, os caras do Cradle of Filth foram muito gentis conosco, foram em nosso camarim e tiraram fotos conosco e nos parabenizaram pela banda. Então, tudo correu bem.

FM – Outro grande momento da banda foi em 2015 quando tocaram no festival Villa El SalvaRock, que é um dos maiores festivais de Rock do Peru. Como surgiu este convite?

Crownless – Esse é um dos maiores festivais do Peru e é sempre uma experiência gigantesca enfrentar um público tremendo como o de Villa Salvarock. A primeira vez que tocamos lá foi em 2015, quando fomos chamados pela organização porque o público havia pedido nosso tributo, então, a primeira vez fomos como banda tributo. Em 2016, fomos convocados novamente, mas como já éramos uma banda autoral, então tivemos que passar por uma audição e ficamos em primeiro lugar, pelo voto do júri e do público.  A primeira posição nos levou a tocar no horário nobre, o que foi realmente ótimo para nós, não podíamos acreditar no que estávamos vivendo. E então em novembro de 2019, em uma das maiores edições da história do evento, tocamos novamente em horário nobre e a experiência para todos foi realmente gratificante, fechamos um ótimo 2019 em Villa Salvarock com mais de 80 mil pessoas, algo que nunca esqueceremos e sempre seremos gratos por fazer parte deste grande evento.

FM – Neste momento em que vivemos esta pandemia, muitos planos foram interrompidas devido à questão da quarentena.  Vocês já estão preparando um novo álbum. O que pode nos adiantar sobre ele, tem previsão de conclusão?

Crownless – É realmente um momento difícil, mas estamos focados no lançamento do nosso próximo material, embora não haja shows não queremos descansar, queremos continuar trabalhando graças a todos os nossos seguidores, sabemos que tem sido difícil para todos, para nós também, mas estamos driblando os imprevistos para conseguir realizar isso tudo e, em breve, publicaremos nosso primeiro single do nosso próximo álbum.

*Line up:

Marive Iglesias (vocais)

Alvaro Fontana (baixo)

James Tovar e Frank Barreda (guitarras) 

Joe Hoyle (bateria)

*Discografia

(2015) – Sigillum (EP)

 (2018) – Confines Of Silence

*Redes Sociais

Facebook – https://www.facebook.com/crownlessband/

Instagram – https://www.instagram.com/crownlessofficial/

Interview · News · Underground

Postado em agosto 7th, 2020 @ 09:09 | 300 views
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