22 Jul 2017, 4:41 pm

O romantismo melódico do Kamelot retorna a São Paulo


Kamelot e seu power metal retornam a cidade da garoa com grandes composições de seu mais novo petardo, Haven.

Texto: Marcos Franke
Fotos: Edi Fortini

O Kamelot veio mais uma vez a São Paulo, desta vez para divulgar seu mais recente trabalho, Haven. Com Tommy Karevik no vocal, a banda lança seu segundo petardo após a saída de Roy Khan – um dos momento mais difíceis para os fãs da banda. Tommy no entanto consegue provar que possui talento para o cargo e demonstra sua capacidade e alcance vocal em diversos momentos durante o show. Em um dos momentos mais empolgantes da noite, Tommy anuncia “When the Lights are Down”, um dos grandes clássicos do álbum The Black Halo provando porquê foi escolhido para assumir a posição. Mas para muitos naquela noite esta comparação nem precisava ser feita, já que Tommy possui um carisma acima da média. A acertada decisão de trazer em sua mala ninguém mais ninguém menos que Alissa White-Gluz (Arch Enemy,ex-The Agonist) também surtiu um efeito muito positivo quando ela pisou no palco em “The Great Pandemonium”.

Com a cozinha composta pelo baixista Sean Christians e pelo baterista Casey Grillo a banda comandou um peso considerável levando seus fãs a agitar bastante. Claro que não poderiam deixar de tocar seus grandes clássicos, como a destruidora “Center of the Universe”, do álbum Epica, e a maravilhosa “Karma”, que leva o nome do álbum. Com o ótimo tecladista Oliver Palotai e o mestre Thomas Youngblood encarregado pela guitarra, a banda segue mais melódica do que nunca. Com músicas como “Torn”, do álbum Silverthorn, ou a mais instrumental “Here’s to the Fall” do álbum Haven, os dois demonstram um conhecimento absurdo para composições melódicas e muito bem compostas para o tipo de vocal que Tommy possui. Claro que “March of Mephisto” não foi deixada de fora e Alissa pode finalmente mostrar a que veio, formando um dos pares mais incríveis nos vocais com Tommy – a música mais aplaudida da noite sem dúvida alguma. Mas na minha opinião, para melhor música da noite ficou para “Rule the World” do álbum The Ghost Opera – o álbum em que a banda se destacou pela grande capacidade de compôr grandes clássicos! Seguindo com “Insomnia,” a banda mais uma vez demonstra que Haven é um álbum que seguiu muito a linha do The Ghost Opera destacando e muito a inclusão de elementos com sonoridades orientais sem desviar da grande pomposidade do Power Metal em cada nota. Após o solo de bateria de Grillo, a banda continuou com “Liar Liar (Wasteland Monarch)”, que mais uma vez contou com a participação de Alissa – interessante que Casey prova que consegue se demonstrar um baterista muito mais efetivo tocando as músicas do que em em seu solo. Após “My Therapy” era a vez de Oliver Palotai fazer seu solo de teclado, que na minha opinião não acrescentou muito ao show e foi facilmente ofuscado pela grandiosa “Forever”. Com “Revolution” a banda toca a última grande música do álbum Haven – um dos momentos em Tommy e Alissa demonstraram um entrosamento muito bom. Principalmente para Tommy pois é uma das músicas mais difíceis de interpretar para os vocais limpos por causa de sua diversidade incrível de notas e controle respiratório. Eles voltam  ao som de “Manus Dei” e emendam com “Sacrimony (Angel of Afterlife)”, com Alissa interpretando a parte de Elize Ryd (Amaranthe) que faz a parte da voz limpa na música – impressionante. A banda assim encerra seu show deixando o palco ao som de Continuum – um dos instrumentais mais emblemáticos do álbum Silverthorn. Um grande show que para aqueles que estiveram presentes – esses não se arrependeram por terem presenciado uma das grandes apresentações da banda em solo brasileiro.

ABERTURA
A abertura do show ficou a cargo da banda carioca Innocence Lost, que tocou músicas de seu EP Human Reason. A banda é formada por Mari Torres (vocal), Aloysio Ventura (teclado), Juan Carlos (guitarra), Heron Matias (bateria) e Rodrigo Tardin (baixo) e demonstrou uma grande habilidade para compor um competente heavy metal, com riffs típicos dos anos 80. Obviamente sabotados por não terem conseguido passar o som á tempo, a banda teve que tocar aos trancos e barrancos e apenas encaixou-se após a segunda música, a boa “Iris”. Destaque para a vocalista de mão cheia Mari Torres, que com seu vocal poderoso, mostrou personalidade com músicas como a “Burning Empire” e seu riff destruidor. Vamos ver o que o futuro reserva para esta banda brasileira.

 

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Postado em julho 13th, 2016 @ 17:17 | 333 views
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