26 Sep 2020, 12:33 am

Special Review: O Perfume No Rock


O Perfume no Rock – Mulheres com atitude e muita rebeldia

Nita Strauss, foto de Andre Smirnoff

por Marcelo Souza

Passado o dia mundial do rock que é em 13 de julho em homenagem ao concerto Live-Aid de 1985, eis que essa pandemia nos faz refletir sobre diversos assuntos, dentre eles o machismo do rock. Em tempos de “live” de artistas seja por instagram, youtube ou outros meios da internet, vi uma da cantora Teresa Cristina tendo a Pitty como convidada onde cantou músicas do Guns n’ Roses, Faith no More, Bon Jovi entre outros. Lembrando que a cantora não tem sua carreira no rock, mas gosta do estilo e fez questão de homenagear a energia e rebeldia que emana do que chamamos de ‘movimento contestador da eterna magia adolescente’. Sim, muitos até hoje tem o rock como ápice na adolescência, onde os ditos comuns acham ser algo passageiro, mas que o verdadeiro rocker vai levar até o fim dos seus dias. Roqueiro sempre foi contestador e anti-sistema e normalmente se posiciona politicamente na esquerda, onde protestar e ser contra o sistema parece ser um dogma ou paradigma a ser seguido. Para muitos, o rock não dá grana, mas quantos artistas de outros estilos gostam e vivem no mundo onde ganharam fama e dinheiro sem desmerecer a raiz do seu estilo interior.

Roqueiros são radicais e costumam se fechar no seu mundo religioso do rock sem enxergar o brilhantismo de uma Anitta, por exemplo, que saiu de Honório Gurgel, postando um clipe na internet ao qual o microfone era um desodorante e a equipe da Furacão 2000 assistiu e a convidou para a trupe, onde esse furacão transformou o funk da periferia em algo mais pop e veio a conquistar o Brasil e uma parte do mundo sendo hoje o artista brasileiro mais conhecido no estrangeiro, inclusive desbancando o nosso Sepultura.

Quem não se lembra quando Michael Jackson convidou o guitarrista Eddie Van Halen para participar da gravação e do clipe de “Beat it” e da banda punk The Clash ao lançar seu terceiro álbum “London Calling” no fim do ano de 1979, que tinha amaciado a pegada punk para posteriormente criar o primeiro pop punk “Rock the Casbah” no ano de 1982 e perder muitos seguidores mas ganhar muitos outros que hoje os radicais da época aceitam com orgulho, inclusive sendo inspiração para tornar o estilo mais popular que teve bom aceite com o Green Day e Offspring entre outros. Para falar de uma forma sucinta, roqueiro é bem conservador e não está apto para as mudanças instantâneas e sim acabam aceitando com certo delay. O “black álbum” do Metallica que nos diga!

O título pode parecer também a época de ouro do Glam Metal (hair metal) dos anos 80 que muitos torciam o nariz mais pela maquiagem, olhos pintados e cabelos tresloucados de bandas como Poison, Motley Crue, Ratt, Cinderella e muitos outros que eram e são boas bandas mas que no auge do N.W.O.B.H.M e início do Thrash/Speed Metal, criou várias subdivisões e radicalismos que no fundo não levaram a nada a não ser enfraquecimento do cenário. Agradeço até hoje a banda S.O.D por conseguir unir os estilos sem brigas (escutem o hino “United Forces”), pois tinha treta entre rockers, punk, skinhead, playboys entre muitos apenas pela aparência e modo de vestir. Então roqueiro, não seja radical e machista e vamos dar o valor as meninas do rock.

Recentemente a compositora e guitarrista americana Rosetta Tharpe, que fez muito sucesso nos anos 30/40 surgiu como pioneira do rock ao misturar o estilo gospel com o início do blues e a country music. Polêmicas à parte, mesmo que tardio o reconhecimento dela como berço do nascimento do estilo deve ser reverenciado. Simplesmente antes do rebolado do Elvis e da magia dos Beatles. Vai contestar?

Devemos destacar também a vocalista, gaitista e baterista americana Big Mama Thornton, que difundiu bem seu Rhythm and Blues e no ano de 1952 lançou seu primeiro sucesso “Hound Dog” que ficou durante sete semanas como “top one” da Bilboard. Algo muito pitoresco para uma baterista e porque não iniciante no mercado da música.

Dentre desse pioneirismo as portas se abriram para as saias muito tempo depois, porém com a vertente mais ligada para o rock´n´roll. Sem seguir cronologia, podemos citar os anos 70 como marcantes para o surgimento das mulheres no comando do rock, seja em grupo ou como crooner. Podemos citar as californianas do The Runaways, que fazia uma mistura de hard rock com punk e glam rock e teve carreira curta (de 1975 à 1979) mas revelou duas feras que foram Joan Jett e Lita Ford, que após isso tiveram carreiras solo com relativo sucesso.

Joan Jett teve como ápice a música “I love rock´n´roll” com sua então banda “Blackhearts” em 1982, porém engana-se quem pensa ser a autora da música pois era do compositor Alan Merrill da banda Arrows que foi composta em 1975 e faleceu recentemente.

Lita Ford é uma guitarrista, vocalista e atriz inglesa, com ascendência italiana que se mudou ainda criança para os EUA e que após o término das Runaways, teve em 1985 sua indicação para o Grammy junto de Wendy O. Williams e Pia Zadora como melhor performance feminina de rock. Em 1988, foi empresariada por Sharon Osbourne e neste período alcançou seus maiores sucessos “Close My Eyes Forever” (com participação de Ozzy Osbourne) e Kiss Me Dadly”. Foi casada com Chris Holmes (Wasp), teve casos com Nikki Six (Motley Crue) e Tony Iommi (Black Sabbath) e separada de Jim Gillette (Nitro). Como podemos ver a mocinha parece ter esquecido de sua carreira voltando a ser fã.

Anterior a isso, tivemos no auge do movimento feminista dos anos 60, a texana Janis Joplin, uma das maiores vozes do rock de todos os tempos. Um jovem hippie branquela com a pura voz rouca embebida de whiskey levando a timbragem da melhor qualidade de um vocalista negro de blues, que apesar de tresloucada no palco era tímida, e teve seu reconhecimento mundial ao participar do festival de Woodstock em 1969. Até hoje seu som e voz é atemporal!

Numa era mais comercial, tivemos o surgimento da banda Blondie, com a grandiosa Debbie Harry, que surgiu no ano de 1974 e pouco tempo depois, no início dos anos 80 investiu na carreira solo e na carreira de atriz.

Outra também com certo respeito no pop rock, foi a guitarrista e vocalista Chrissie Hynde, que fundou em 1978 a banda The Pretenders. Tem algo semelhante com o frontman da banda pop rock brasileira RPM (Paulo Ricardo), que foi líder de vendas nos anos 80 e me irritava profundamente pois em todo lugar tocava a maldita música do Lp Rádio Pirata e como ela, antes de ser músico foi repórter de revista de rock.

Suzi Quatro

Tivemos a baixista, compositora, radialista e atriz americana de Detroit, Suzi Quatro, que iniciou sua carreira aos 14 anos tocando com suas irmãs, que mais tarde juntou-se a uma das primeiras bandas americanas somente com mulheres a ter destaque no cenário americano que foi a Fanny. Em 1971, mudou-se para o Reino Unido após um produtor famoso tê-la descoberto e criado uma gravadora onde fez relativo sucesso nesse início dos anos 70 perdendo um pouco da popularidade com a queda do então chamado glam metal em 1975.

Tivemos também a vocalista, guitarrista, clarinetista, poetisa, fotógrafa, escritora, compositora entre outras coisas, Patti Smith, mais uma americana, que tornou-se proeminentemente famosa com seu primeiro álbum “Horses”, chamada então de poetisa do punk, já que trouxe um lado intelectual e feminista ao estilo que era incessante com letras de cunho político.

Outra Pat, dessa vez a Benatar, também americana que fazia uma mescla de hard com pop rock, teve sua extrema colaboração por ter sete discos de platina, três álbuns de ouro, dezenove músicas no top 40, sendo indicada para o Hall da Fama do Rock and Roll em 2004.

Por trás de outra famosa banda americana, a Fleetwood Mac, formada pela excelente vocalista Stevie Nicks e o seu grandioso companheiro Lindsey Buckingham em 1974, que após sair da banda fez carreira solo e somando tudo vendeu respeitosos mais de 140 milhões de discos em todo mundo, teve também indicação em 1998 para o Rock and Roll Hall of Fame além de treze indicações para o Grammy. Como não falar dessa fera?

Para amolecer o coração, temos que lembrar das maravilhosas irmãs Ann e Nancy Wilson da banda de Seattle chamada Heart, que fazia uma mescla de folk, hard, pop e glam rock com boa referência ao Led Zeppelin, guardadas as devidas proporções, e que fizeram muitos sucessos como por exemplo a música “Barracuda”, tendo vendido mais de 35 milhões de cópias ao redor do mundo, onde destaco a magnífica apresentação delas na turnê de 2012 no Kennedy Center Honors com o filho de John Bonham (Jason Bonham) na bateria, para a extraordinária “Stairway to Heaven”, onde fez os três integrantes presentes do Led Zeppelin, principalmente o Robert Plant cair em lágrimas torrencialmente ao qual eu particularmente considero até melhor que a versão original que já é extremamente linda e sentimental e que choro toda vez que assisto pelo youtube. Magnífica!

Pelo lado do rock progressivo temos a grandiosa Annie Haslam, essa maravilhosa vocalista inglesa da banda Renaissance que gravou mais de vinte discos com a banda além de outros nove álbuns solo e que já esteve em terras brasilis por cinco vezes (inclusive fotografei dois shows dela em que autografou uma foto minha, pedindo uma cópia que devo até hoje……sic), que inclusive teve câncer e nessa época se dedicou a pintura, onde procura sintetizar o som com as artes plásticas. Fugimos das americanas um pouquinho, né!

Pelo lado brasileiro, nessa mesma linha do rock progressivo, tivemos a excelente vocalista Jane Duboc que gravou o primeiro disco da banda niteroiense Bacamarte chamado “Depois do Fim” em 1983. Seu criador, o excelente guitarrista Mário Neto, fundou a banda ainda adolescente e conseguiu se apresentar no programa Rock Concert da rede globo, até então a maior referência televisiva para qualquer roqueiro, porque na rádio era a Eldo Pop com o famoso Big Boy. A atuação do Mário neste concerto chamou a atenção da banda inglesa Genesis que estava em excursão pelo país e tivera a saída do guitarrista Steve Hackett e o convidou para substituí-lo na banda, porém por ser menor de idade atendeu ao pedido de seus pais e não aceitou. A sorte bate a sua porta mas o vento fecha, mas não tranca! O surgimento da rádio Fluminense FM 94,9 Mhz (primeira rádio rock a lançar locutoras como as conhecidas Monika Venerabille e Mylena Ciribelli entre outras), também na cidade de Niterói fez Mário juntar suas economias e lançar de forma independente mil cópias desse magnífico álbum que é considerado até hoje entre os 100 melhores do mundo.

Essa parte do Rock Concert é citada aqui como referência pela influência da mulher do produtor desse programa na indicação de Jane, com carreira solo distante do rock mas que já tinha feito vocais para canções de Raul Seixas, porém sob o codinome de Jane Vaquer. Pouco tempo depois a banda se desfez, já sem Duboc nos vocais que resolveu seguir carreira solo. Tiveram uma reunião com membros originais em 2012 para apresentação no Rio Prog Festival e em 2014 com quatro membros originais, incluindo Duboc, que cantou músicas lançadas por Mário do obscuro álbum “sete cidades” pela primeira vez para deleite única e exclusivamente dos paulistas.

Já chegando nos idos de 1978, eis que surge uma banda feminina britânica, Girlschool, que assim como a Runaways teve um empurrãozinho do Motorhead (não sei se o Lemmy fez o teste do sofá, quer dizer da palheta….olha o machismo imperando!), inclusive excursionando com eles, pois a banda já tinha um estilo voltado para o heavy metal básico, pesado, raivoso e muito energético, o que chamou atenção do mercado.

No ano de 1977 lá em Nova York, surgiu a banda The Plasmatic, cuja vocalista Wendy O. Willians, infelizmente falecida, fazia uma mistura de heavy metal com punk rock. Ela tinha muita atitude, inclusive com visual à lá Mad Max com seu cabelo moicano e minúsculas roupas, em que suas apresentações com simulação de agressividade foi uma pancada na cultura popular americana. Conseguiram agradar aos punks e headbangers.

No ano de 1982, era fundado na Alemanha, mais precisamente na cidade de Dusseldorf, a banda Warlock, que tinha nos vocais uma talentosa e linda loira chamada Doro Pesh, que também fazia um heavy metal de primeira e no fim dos anos 80, por treta com o empresário ficou proibida de usar o nome da banda e singelamente utilizou seu nome como referência, o que prova sua auto independência e talento. Também teve empurrão do Lemmy, do Dio e até Judas Priest (não pelo Rob Ralford, se é que me entendem!). Esses comentários machistas, são porque na época realmente as mulheres precisavam de apoio de ídolos do metal para poderem fazer os fãs do estilo aceitarem mulheres no rock e tiveram essa referência anterior ao talento que hoje impera e ninguém se importa com o fato.

Em dezembro de 1980, surgia em Los Angeles a banda Bitch, que misturava Heavy/Hard com Glam Metal numa performance teatral inspirada nas performances de Alice Cooper e pitadas de sadomasoquismo que sua vocalista Betsy Bitch (porra: puta é foda), era a estrela da companhia, fazia com extremo talento aliado a sua poderosa voz. O guitarrista David Carruth conhecia Brian Slagel (futuro CEO da Metal Blade Records), o que facilitou a inclusão na compilação Metal Massacre de 1982 e seu primeiro full-lenght “Be My slave”, que inclusive saiu no Brasil. A mulher colocou sobrenome de “puta”. Haja coragem para isso!

No ano de 1984, o excelente guitarrista David T. Chainstain (que tocou na banda CJSS), criou em Ohio (USA) a banda com seu sobrenome e que tinha a poderosa baixinha Leather Leone nos vocais. Ele queria algo diferente para sua carreira solo daí requisitou a Leather, então vocalista da banda Rude Girl. Ela também tem carreira solo e esteve pouco tempo atrás tocando no Brasil com uma banda exclusivamente de excelentes músicos brasileiros que excursiona com ela mundo afora. Merece referência com seu poder de voz e palco.

No fim dos anos 80, surgiu a banda de Minnesota (USA) Vixen, que fazia uma mistura de hard, glam e pop rock com pegada legal e visual glam rock que destacava os atributos físicos das meninas mesmo que feito propositadamente. A fundadora Jan kuehnemund tentou a sorte desde meados dos anos 70 e nunca se conformou com machismo que imperava na época, daí resolver levar a banda para Los Angeles (berço do Glam Metal na época). Tinha na formação a excelente Janet Gardner nos vocais e Pia Maiocco no baixo, que mais tarde veio a ser a senhora Steve Vai. Participaram nessa época em 1984, da trilha sonora da comédia adolescente “Hardbodies” o que de certa forma abriu muitas portas. Os anos 90 vieram para arruinar um pouco as bandas de hard/glam metal e após um hiato de 8 anos retornaram e estão na ativa até hoje, porém pouco se escuta falar nelas.

Tivemos em 1982, o surgimento da banda californiana Hellion, com a mística vocalista Ann Boleyn, que tinha um certo envolvimento com as artes ocultas, inclusive fazendo componente deixar a banda por isso. Entre diversas propostas na época, o empresário da banda Van Halen quis contratar Boleyn como carreira solo tentando a obrigar a sair da banda já que era tida como frontwoman. Como não teve aceite, em 1984, nada mais nada menos que Ronnie James Dio se prontificou a produzir e gerenciar a banda, que fez a vocalista ter grande destaque e criar ciúmes entre os membros que no ano seguinte queriam um vocal masculino no mínimo dividindo com ela as atenções. Como detentora do nome, mudou os músicos. Em 2003 foi acusada de “influenciar” no assassinato da esposa do gerente de negócios da banda, onde a fez criar um hiato voltando com a banda somente em 2013, mas deixando seu legado no rock, mesmo que polêmico!

Em 1980, tivemos a primeira banda belga de heavy/speed metal chamada Acid, que tinha a vocalista Kate de Lombaert e o membro também fundador e baterista Geert “Anvill” Ricquier, que hoje travam batalha na justiça pelo nome da banda. Tiveram três full-lenght lançados, tendo festivais com nome incluso em 2021 ao qual não sabemos no que dará. Acredito que por ser de um país sem muita tradição no metal pesado acabou fazendo mais burburinho do que deveria, principalmente por Kate ser uma pioneira do seu país. Vale escutar!

No Brasil, temos a nossa rainha Rita Lee, que tocou nos Mutantes na era do tropicalismo, que mesmo sendo pop rock temos que reverenciá-la como pioneira já que fez maravilhosos trabalhos com a banda Tutti-Frutti de excelentes músicos.

Cito também a simpatia por Baby Consuelo, por conta do seu vozeirão Soul/Blues e ter sido casada com o gênio da guitarra Pepeu Gomes, que disse ter recebido convites para tocar no Living Colour (na época que Vernon Reid saiu) e no Megadeth para ganhar U$25 mil dólares por mês como músico contratado, algo que Dave Mustaine desmentiu por twitter.

Nervosa no 70
Tons of Metal 2016, foto de Andre Smirnoff

Como se trata do pioneirismo das mulheres, não temos como deixar de citar a Volkana. Criada no distrito federal em 1987, a banda tinha uma presença de palco enorme, com a baixinha e baixista Mila, que costumava se apresentar com visual de patinadora, com shortinho e joelheira além do belo atributo físico, a guitarrista Selminha, com um cabelo lindo a lá Sônia Braga e visual metaleiro, além da vocalista Marielle, essa com visual mais chegado para o punk, e naquela época era difícil ter baterista feminina, então foi recrutado o baterista do Vodú, Sérgio Facci, que inclusive as fez mudar para São Paulo. Vale lembrar que a banda está na ativa até hoje e com Marielle e Serginho presentes. Tiveram também como integrante no ano de 2017 a excelente guitarrista Isa Nielsen, que já tocou com Robertinho de recife, Detonator entre outros fora sua carreira solo. Vale conhecer o trabalho mesmo que hoje possa parecer datado, pois a energia que elas emanavam no palco foi onde o público aprendeu a respeitar elas mais como musicistas que seus atributos físicos.

Hoje temos a Pitty, que adora um hardcore e tem uma carreira no pop rock bem sólida como outras meninas da era mais contemporânea como Melyra, Eskrotas (que é sensacional), Far From Alaska, Sinaya e principalmente entre outras a Nervosa, que recentemente foi notícia mundial sobre a separação e imediata formação de novo line-up e surgimento de nova promessa das antigas integrantes vide desgaste natural do tempo.

Como contemporâneo, vamos dar uma pincelada sobre o Evanescence, com a sua vocalista e pianista Amy Lee, que faz um gotic/symphonic metal empregando um vocal clássico, mas que na minha opinião se torna repetitivo com o tempo nesse estilo de um modo geral. Outra banda nesta escola gotic/symphonic metal bem relevante é a holandesa Epica que tem nos vocais a talentosa Simone Simons. Nessa mesma linha gotic/symphonic com pegada de progressive metal, temos também outra holandesa chamada After Forever, cuja ex-vocalista Floor Jansen (a banda terminou suas atividades em 2009) é de uma simpatia e lindeza tamanha, sem contar suas qualidades vocais. Outra banda neste estilo symphonic com mistura de power metal e até pitadas de folk é a finlandesa Nightwish, que atualmente é a banda da citada Floor Jansen, que já teve outras vocalistas muito reverenciadas, citando a fundadora, Tarja Turunen, além de Anette Olzon entre outras que tiveram passagem por lá. Outra a ser citada é a banda sueca Arch Enemy, formada em 1995 que faz um death metal melódico aliado ao power metal que tem ex-músicos do Carcass, Candlemass entre outros e que conta com a grandiosa Alissa White-Gluz nos vocais que substituiu a não menos talentosa Angela Gossow. E por fim, Nita Strauss, uma das mais talentosas guitarristas que além de uma carreira brilhante solo, segue como guitarrista nas turnês de Alice Cooper 

Alissa White-Gluz no 70
Tons of Metal 2015, foto de Andre Smirnoff

Com certeza algumas devem ter sido esquecidas nesse mundo do rock de saias, mas com absoluta convicção da ideia central ser de informar que elas sim, conseguiram mostrar com seus talentos musicais que não precisam apelar para que o sistema as aceite.

GIRLS POWER!

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Postado em agosto 8th, 2020 @ 10:10 | 222 views
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