13 Dec 2017, 5:15 am

Entrevista com Blind Guardian


Entrevista com André Olbrich do Blind Guardian

Blind Guardian. by_Andre.Smirnoff@hotmail.co.uk_17

Por Clóvis Roman

Recentemente a banda alemã Blind Guardian presenteou seus fãs brasileiros com mais uma extensa turnê no país, que passou pelas cidades de Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Durante essa visita, o guitarrista e fundador do grupo, André Olbrich, bateu um papo com a equipe do Fanzine Mosh.

O trabalho do Blind Guardian manteve a mesma qualidade durante estes 25 anos sem perder a identidade. Como renovar o som sem perder a originalidade?

Obrigado! A música ainda é a nossa paixão e a banda ainda tem um bom “espírito”. Procuramos progredir e ter novas ideias. É isso o que nos interessa como artistas. Assim podemos sempre ir em frente e trazer novos elementos para nossa música. Mas isto não significa ter que mudar nosso estilo ou esquecer nossa história. Sabemos o que fizemos no passado e construímos [novas composições] baseados nisso. Não temos medo de experimentar e correr o risco de ninguém gostar. Esse é um preço da “evolução”. Nos últimos álbuns mostramos que encontramos uma boa maneira de combinar as tradições do Blind Guardian .

 

Blind Guardian. by_Andre.Smirnoff@hotmail.co.uk_07Voltando para o início da carreira da banda, como surgiram as letras que têm conexão direta com a história contada no álbum “Imaginations From The Other Side”, de 1995?

Após escrever as cinco primeiras canções, notamos que cada uma delas era bem diferente da outra, porém eram conectadas entre si. Então o Hansi (vocalista) veio com a ideia de uma história conceitual, para mostrar essa conexão também na parte lírica. A ideia foi criar uma história sobre dimensões diferentes, para encaixar as nuances sonoras em apenas uma história. Então ele percebeu que já havia contado uma história sobre dimensões antes, e que tinha ficado em aberto. Foi quando ele voltou às canções “Bright Eyes” e “And The Story Ends”.

 

O novo álbum “Beyond the Red Mirror” tem uma música chamada “At The Edge of Time”, que é o nome do álbum anterior. Qual a razão?

Gostamos de ver nosso trabalho como uma única grande música. Nossa música vai se expandindo das coisas que criamos no passado. Às vezes pegamos algo que fizemos há anos e tentamos incrementá-la. Sempre há uma conexão entre nossas músicas. O disco “At The Edge of Time” foi muito importante no processo de criação de “Beyond The Red Mirror” e esse título foi o “elo perdido” que conectou um álbum com o outro.

 

Muitas bandas fazem turnês executando álbuns clássicos inteiros para celebrar a obra. “Imaginations From The Other Side” está comemorando 20 anos em 2015. Vocês chegaram a cogitar a hipótese de comemorar essa data em uma turnê especial?

Não chegamos a considerar essa possibilidade. Como fazemos apenas uma turnê mundial [no caso, para promover os discos de estúdio mais recentes], preferimos tocar músicas de todas nossas fases. Eu acho que nossos fãs querem ouvir clássicos como “Valhalla”, “Nightfall” ou “Mirror Mirror”. E nós gostamos de mudar nosso setlist cada noite e fazer uma espécie de “Best of Blind Guardian” toda noite.

 

O brasileiro Felipe Machado foi o responsável pelas recentes capas dos CDs do Blind Guardian. Como chegaram nele e qual avaliação do trabalho?

Testamos alguns artistas desta vez, mas o material do Felipe foi o que mais se aproximou da nossa visão. Além disso, nós gostamos muito de trabalhar com o Felipe porque ele sempre tenta pegar o espírito da banda e nos trás coisas muito criativas. Ele vai fundo na parte lírica e nos forneceu capas para cada uma das músicas, o que eu achei extraordinário. Você pode conferir todas as artes na Earbook Version (uma espécie de edição luxuosa do disco).

 

Oficialmente a banda só tem dois discos ao vivo, um em 1993 e outro em 2003. Vocês pensam em um novo álbum ao vivo ou mesmo um novo DVD?

Sim, gravamos cada um dos shows da parte europeia da turnê neste ano. Mas ainda há muito trabalho para escolher as melhores músicas e juntá-las. Como vamos continuar a turnê mundial nas Américas do Sul e do Norte até o fim do ano, nós só vamos terminar o novo disco ao vivo no começo de 2016. O lançamento vai ser no final do ano que vem.

 

Interview

Postado em outubro 24th, 2015 @ 23:52 | 660 views
–> –>


Notícias mais lidas
«
»