20 Oct 2017, 1:16 am

Mosh 30 Anos: Entrevista Exclusiva Com Kamelot


Entrevista exclusiva com o Kamelot

Pauta: Kenia Cordeiro e Clovis Roman
Tradução: Kenia Cordeiro e Arianne Cordeiro
Transcrição: Eric Gruber
Fotos e entrevista conduzida por Andre Smirnoff

A equipe do Fanzine Mosh esteve com o pessoal do Kamelot durante a última edição do cruzeiro 70000 Tons of Metal. Está curioso para saber quando sai um novo álbum da banda? Então leia agora mesmo a entrevista com o tecladista Oliver Palotai.

O Kamelot é conhecido por sempre se reinventar musicalmente, nunca estagnando em uma zona de conforto. A cada disco os fãs já esperam que haja mudanças, apesar da banda não perder a sua identidade. De onde vocês buscam inspiração na hora de compor e criar as músicas?
Na verdade, nós não… ou pelo menos eu não preciso de nenhuma inspiração externa. Eu vou para o meu estúdio às 8 da manhã, depois de levar o meu filho para a escola, e eu trabalho o dia inteiro no estúdio. E não há nada que eu realmente precise para me inspirar. Deixo a música fluir naturalmente e fico feliz com isso.

Vocês se consideram influenciados por bandas novas? Se sim, quais são as bandas atuais que vocês mais ouvem no momento?
Muito raramente. Não há muita coisa por aí que me surpreende. Quero dizer, eu escuto muito Música Clássica, Jazz, música experimental, mas raramente sou influenciado por outras bandas.

Quais são os seus álbuns clássicos favoritos?
Acho que Brandenburgische Konzerte, de Bach, é claro. Eu adoro Bach! Eu amo [Edvard] Grieg, um compositor norueguês. Talvez Debussy … É tão difícil escolher um desses álbuns. E eu amo Schoenberg, por exemplo.

O último DVD da banda foi lançado em 2006, há planos para um próximo DVD para celebrar a atual fase da banda?
Sim, nós temos. Mas isso gera um grande esforço e estamos constantemente adiando. Então, eu não sei quando realmente acontecerá. Estamos trabalhando no novo álbum agora. Então eu não acho que aconteça em breve.

Houve o lançamento em 2016 do disco “Where I Reign – The Very Best of the Noise Years 1995-2003”, uma coletânea da Sanctuary Records. Vocês tiveram algum envolvimento na escolha das músicas ou foram consultados antes do lançamento?
Eu acho isso foi ideia da gravadora. Eu, pessoalmente falando, nem sabia sobre o lançamento.

Alissa White-Gluz é uma parceira de vocês há pelo menos 5 anos. Tendo participado da música “Sacrimony”(2012), da música “Liar Liar” (2015), além, é claro de participar da turnê com a banda desde 2011. Como iniciou essa parceria bem sucedida entre a banda e ela? Como foi feito o convite?
Ela era a vocalista do The Agonist na época, e eles foram a banda de abertura do Kamelot. E foi dessa forma com Elize [Ryd, do Amaranthe] e com a Simone Simons [Epica] antes dela. Nós sempre as encontramos quando ainda não eram conhecidas. Mas como você nota, elas são muito talentosas. Então, nós as convidamos para fazer uma participação em algum álbum do Kamelot. Depois disso de repente elas se tornam famosas.

Aliás, o Kamelot tem algumas parcerias com vocalistas bem diferentes, desde o Shagrath (Dimmu Borgir) até um vocal mais doce como o de Charlotte Wessels (Delain). Qual é o critério de escolha dos convidados dos discos? Vocês escolhem aqueles que possuem mais afinidade ou os que vocês acreditam que irão se encaixar mais na proposta da música?
Quando escrevemos uma música, temos certas passagens que falamos no estúdio que poderia ser para um vocal feminino ou talvez um gutural, coisas assim. Como nós temos muitos colegas e amigos músicos, nós os convidamos e se eles aceitarem participar, nós fazemos.

 

E com qual artista que vocês adorariam trabalhar ou adorariam ver gravando uma de suas músicas?
Há tantos grandes cantores por aí. Algumas vezes eles são de projetos que não têm nenhuma conexão com o metal, sabe? Mas, na cena do metal há grandes músicos que eu admiro, como Mikael Akerfeldt, do Opeth, por exemplo. Eu gosto do Fleshgod Apocalypse, da Itália. Mas, eu não sei se eles se encaixam em alguma música do Kamelot, sabe? Então é difícil dizer. Mas há muitos bons cantores emúsicos lá fora.

Quais são as lembranças que vocês têm dos shows que já fizeram no Brasil?
Claro, muitas lembranças boas, bons passeios. O público é sempre tão feliz e entusiasmado como em quase nenhum outro lugar no mundo. As cidades que conhecemos bem, até agora pelo menos, são São Paulo e Rio de Janeiro… mas acho que na última vez tocamos em cinco cidades diferentes ou algo assim. Então, foi bom conhecer outras partes do Brasil. O país é tão grande, quero dizer, é difícil pegar, de verdade, as impressões. Gostaria de alguma vez não voar, mas, talvez, dirigir pelo país para conhecer mais as pessoas fora das cidades. Mas geralmente não é possível, infelizmente.

Muito obrigada pela entrevista. Para finalizar, deixem uma mensagem para os fãs brasileiros.
O próximo álbum deve sair no início de 2018. E teremos uma turnê sul-americana, com certeza, e o Brasil, é claro, sempre incluso nessa. Eu mal posso esperar para voltar lá, sabe? O sol, as pessoas, a comida boa, os excelentes cocktails. Eu amo isso! Espero que não precisemos esperar muito para voltar ao Brasil.

 

 

Interview · News

Postado em agosto 12th, 2017 @ 12:57 | 283 views
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