24 May 2017, 5:35 pm

Grave Digger Tem Noite Gloriosa em SP


Grave Digger @ Carioca Club, São Paulo – 26.04.2017

Grave Digger: Alemães fazem grande show para divulgar álbum Healed By Metal em São Paulo

Por Marcos Franke
Fotos Kennedy Silva

Uma das grandes bandas em nosso cenário nacional e participante do Levante do Metal Nativo, a Armahda, se apresentou para um público razoável abrindo para a banda alemã Grave Digger, grande estrela da noite. Com Quase 45 minutos de apresentação, a banda brasileira desfilou pela história de nosso país através de seu bem articulado heavy metal, registrado em seu elogiado primeiro álbum Armahda (2013). A banda formada por Maurício Guimarães, Alexandre Dantas, Renato Domingos, Paulo Chopps e João Pires deixou o palco ovacionada pelos presentes. Percebe-se claramente que a banda está cada vez mais madura. Mas a noite era dos alemães do Grave Digger. A casa lotou um pouco antes de o grupo pisar no palco. Com um álbum novo, chamado Healed By Metal e com uma formação estável há pelo menos três anos com Chris Boltendahl nos vocais, Stefan Arnold na bateria, Jens Becker no baixo, Axel Ritt na guitarra e Marcus Kniep no teclado a banda veio ao Brasil divulgar seu Heavy Metal Tradicional para uma grande quantidade de fãs. Com um setlist extenso e que aborda sua longa discografia com 18 discos de estúdio, a banda foi recebida com aplausos e gritos ensurdecedores pela platéia.

Com Healed By Metal e Lawbreaker a banda começou com dois petardos de seu mais novo álbum lançado este ano Healed By Metal (2017). A partir deste momento foram quase duas horas de clássicos começando por Witch Hunter (Witch Hunter/1985) e logo emendando com  Killing Time (Tunes of War/1996) – música do álbum que me introduziu ao Mundo do Heavy Metal alemão! Que grande clássico! Axel Ritt comandava seus riffs bem em frente aos fãs que estavam grudados na grade. Com o anúncio de Ballad of a Hangman (Ballads of a Hangman/2009) a banda agradecia a presença de todos e a grande interpretação de Chris para a música agitou todos os presentes.

O setlist empolgante continuou com Season of the Witch (Return of the Reaper/2014) emendada pela grandiosa Lionheart (Knights of the Cross/1998) dedicada ao falecido baixista do Motörhead, Lemmy Kilmister. Que grande homenagem da banda! Mas o setlist continuava firme com The Round Table (Forever) (Excalibur/1999) , que com seu grande riff agitava e muito o público presente. Achei interessante a escolha de continuar explorando o álbum Return of the Reaper/2014 com a música Tattooed Rider, um álbum que Chris Boltendahl considerou um reminiscente da Era Heavy Metal Breakdown, Witch Hunter e The Reaper – um grande clássico! Stefan Arnold continuava batendo em sua bateria sem dó e ao mesmo tempo conseguia agitar o público que correspondia de acordo!

Há tempos não via uma atuação tão afinada como esta do Grave Digger no palco do Carioca Club. Mas a banda não terminava seu ode ao Heavy Metal por ali e emendava logo outro clássico com The Dark of the Sun (Tunes of War/1996) – que grande atuação também de Jens Becker, que foi enaltecido por Chris Boltendahl por seus mais de 20 anos de serviço á banda! A banda volta ao álbum novo com Hallelujah (Healed by Metal/2017) e demosntra que o materail novo soa ainda mais pesado ao vivo do que na versão de estúdio. Logo depois a banda anuncia Morgane Le Fay (Excalibur/1999) – um grande clássico da discografia do Grave Digger e introduzida como tal para a alegria dos fãs. Um dos momentos mais sombrios da noite foi o momento do solo do tecladista Marcus Kniep, aquele que se veste de Morte e também mascote da banda. Este que substituiu em 2014 o tecladista H.P. Katzenburg, fez mais que uma introdução para o clássico Excalibur (Excalibur/1999) que viria do que um solo de teclado própriamente dito. Mas definitivamente o momento mais sombrio da noite. Com Excalibur a banda fez com que algumas lágrimas corressem para alguns fãs que testemunhavam a interpretação de um dos grandes clássicos do quinteto alemão. Mas foi na introdução para Rebellion (The Clans Are Marching) que a banda trouxe abaixo a casa de show. Com os teclados fazendo o papel das gaitas de fole, os alemães tocaram um dos grandes clássicos da noite. A banda deixa o palco para voltar com The Last Supper (The Last Supper/) e Call for War (Healed By Metal/2017) deixando os fãs ainda mais sedentos por mais.

Com gritos de “two more” a banda deixa o palco para retornar realmente com mais duas canções – a grandiosa Highland Farewell (The Clans Will Rise Again) e encerrando a noite com a clássica Heavy Metal Breakdown (Heavy Metal Breakdown/1984). Um grande show do Grave Digger, que teve músicas de sua carreira inteira e ainda por cima satisfez a maioria dos presentes, apesar de que alguns ainda reclamavam da ausência da música Knight Of The Cross (Knights Of The Cross/1998) que para muitos é um clássico que não poderia ter ficado de fora.

 

 

 

Mosh Live · News

Postado em abril 24th, 2017 @ 20:07 | 61 views
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