30 Sep 2020, 3:52 pm

Mosh Interview Com Hellgun


por Emerson Mello

Batemos um papo com o vocalista Matheus Luciano que nos conta sobre a trajetória da banda, abertura para o show do Grave Digger, como surgiu a idéia pra criação do mascote Wolfman, sobre o novo trabalho a ser lançado em breve e muito mais.

Confiram!

Qual conceito por trás do nome Hell Gun, e como foi o desenvolvimento da logo da banda?

Matheus Luciano – O nome Hell Gun não tem nenhuma temática em específica, o nome foi escolhido pelo baixista Marllon Souza talvez pelo mesmo curtir muito o disco Love Gun do Kiss, quando a banda ainda era um power trio e tocava covers, porém pode-se dizer que a troca do nome (o anterior era Black Boogie e os meninos estavam cansados da galera chamar de black hambúrguer kkkk) já foi algo intencionalmente feito pela vontade de todos na época de tocar algo próprio e mais agressivo. A nossa logo foi feita pelo nosso amigo Wilson Juslayer, é basicamente uma melhoria, uma versão mais expressiva da logo anterior que havia sido desenhada pelo guitarrista Jean Fallas.

No EP Southern of Hell lançado em 2015, além de 04 músicas autorais vocês fizeram uma regravação de Soldiers Of Hell do Running Wild. Como pintou a idéia de regravá-la?Já era uma música que estava no repertório de vocês?

Matheus Luciano – Sobre o cover para Soldiers of Hell, no início quando eu entrei pra  banda, essa foi uma das minha sugestão de covers, e eu trouxe boa parte desta influência oitentista para a banda. Esta música ajudou muito a banda a se entrosar no início, além de todos curtirem muito Running Wild, que é uma de nossas grandes influências.

Em 2018 vocês lançaram a música “Pride to the Nations” como single. Está música estará presente no repertório do Kings of Beyond?

Matheus Luciano – Não, a ideia inicial era pra ela entrar em um Split com a Mercy Killing, mas acabou não rolando, então por enquanto ela está disponível apenas como videoclipe.

A arte da capa do álbum Kings of Beyond foi assinada pelo artista Giovanne Bernardino e ficou muito bonita, um trabalho realmente excelente. Como foi criado este conceito da capa? Vocês acham que o resultado atingiu o que vocês tinham em mente?

Matheus Luciano – Certamente o trabalho atingiu em cheio nossa proposta! O Giovanne Bernardino é um grande artista e amigo de longa data, temos uma identificação muito forte com seu estilo, além dele curtir as mesmas coisas que a gente. Nossa ideia era transmitir esse clima épico e soturno, sombrio que fará parte das músicas do disco.

Existem também algumas referências à série de jogos Castlevania da qual somos muito fãs. Todos poderão conferir mais influências disso no nosso próximo single de divulgação, que será lançado em breve, além é claro de trazer o personagem “Wolfman”, que queremos usar com freqüência em nossos trabalhos, como uma espécie de “Eddie” mesmo.

E sobre este personagem “Wolfman”,nos conte mais sobre como surgiu esta idéia,como vocês desenvolveram isso?

Matheus Luciano – A ideia do personagem surgiu da faixa Wolfman presente no EP, diria que essa foi a composição que mais trouxe nossa essência, encontramos nosso estilo ali, então é uma música muito importante que tem uma narrativa bacana sobre o personagem, além de ser uma das mais pedidas em shows, então daí saiu a ideia de fazer do Wolfman um personagem, mandamos a ideia para o Giovanne que curtiu bastante e fez várias versões até chegarmos nessa que está na capa do disco.

Você citou ai o Castlevania, que de jogo virou uma série da Netflix. Vocês curtem este tipo de literatura e de filmes, que abordam misticismo, magia, mitologia, etc?

Matheus Luciano – Sim é uma coisa que nos atrai com certeza, em várias mídias como hq’s por exemplo não só Marvel e DC  como também quadrinhos de terror como Contos da Cripta por exemplo, além de clássicos da literatura como Lovecraft, Edgard Allan Poe e  Goeth. Então juntamos várias influências de diversos campos das artes: Lord Byron, Mary Shelley, Brantoker, enfim a literatura sombria nos atrai com certeza e abre um campo gigantesco para ser explorado liricamente. Não diria que estamos no mesmo nível de um Iron Maiden, porém ter um embasamento e direcionamento no hora de compor algo com uma temática específica trás um resultado muito mais profundo, e o Maiden é um grande exemplo disso.

Aproveitando este gancho, quais são os principais temas abordados pela banda?

Matheus Luciano – Liricamente nossos temas favoritos são: filmes clássicos de terror e horror, mitologia, ficção científica, mas também temos diversas letras com críticas sociais, retratando e criticando nossa sociedade. Acredito que uma banda vivendo em um país tão desigual como o nosso e nós mesmos sabendo muito bem como é a realidade, não há como fugir desse tema. A crítica política também faz parte das obrigações de um artista, mesmo isso não sendo a temática principal da banda,  pois também acreditamos na música como forma de escapismo, e uma das características mais fascinantes do Heavy Metal é a teatralidade, algo que gostamos muito de explorar.

Entre o primeiro lançamento Southern of Hell e o Kings of Beyond, que será lançado em breve, temos um intervalo de 05 anos. Porque a demora em soltar um outro trabalho full?

Matheus Luciano – Após mudanças de formação, nossa idéia inicial era ter começado a pré produção ainda em 2017, quando o Cj Dubiella entrou na banda, porém como naquele ano tivemos uma agenda intensa acabamos não conseguindo. As gravações do “Kings Of Beyond” tiveram início em maio de 2018, desde então estamos trabalhando duro na produção e demais preparativos, tivemos vários imprevistos que atrasaram muito o trabalho porém é algo que temos que nos adaptar. O lado positivo disso é que tivemos muito tempo para lapidar as músicas e detalhes da produção.

Quais foram os principais aprendizados da banda neste período?

Matheus Luciano – Como disse anteriormente, tivemos muito tempo para lapidar o trabalho, ganhamos muita experiência no palco, algo que não tínhamos na época do E.P além de alguns integrantes terem feitos aulas de música, aprendido técnicas e teorias, isso tudo foi um benefício enorme para nossa evolução como músicos.

Musicalmente o que os fãs podem esperar do álbum Kings of Beyond?

Matheus Luciano – Os fãs podem esperar uma banda muito mais madura. O principal elemento de nossas composições é nossa identidade, acreditamos que isso tenha ficado estampado de uma forma muito bacana no disco. Tanto tecnicamente, liricamente, ele representa muito de nossa essência como banda de uma forma que não tivemos oportunidade de demonstrar anteriormente.

Falando ainda do Kings of Beyond, ele será lançado pela gravadora Classic Metal. O que podem nos contar sobre esta parceria?

Matheus Luciano – O selo Classic Metal tem feito um trabalho extraordinário, tanto se tratando de lançamentos nacionais de bandas clássicas, assim como as bandas do cast. Todas de altíssimo nível, como por exemplo, a sua banda Dancing Flame. Acredito que tenha surgido a parceria de uma forma natural e pela identificação, aos que já conhecem a qualidade do material que o selo produz, já sabem que podem esperar uma edição muito caprichada do disco.

Em muitas perguntas não temos como fugir do óbvio: como foi abrir para os Mestres alemães do Grave Digger? Quais as lembranças que guardam deste show?

Matheus Luciano – O Grave Digger é verdadeiramente uma das bandas do coração. Nas primeiras reuniões como amigos pensando em tocar juntos, estava sempre rolando algum álbum deles. Tocar com eles parecia ser algo surreal e para nós foi mesmo como a realização de um sonho. O dia do show foi intenso e estávamos com a ansiedade à mil, mas demos nosso melhor no palco, e foi um momento mágico, levamos diversos itens para a banda autografar e todos eles curtiram a gente, então é algo que realmente ficará marcado em nossa carreira.

A quarentena paralisou a agenda do mundo inteiro. Quais os planos da banda quando as coisas se normalizarem?

Matheus Luciano – ninguém esperava por uma pandemia, pra gente está sendo bem complicado assim como para o underground em geral. Isso coincidiu justamente com os preparativos finais para o lançamento, e teremos de aguardar mais um tempo até tudo se normalizar, nosso planejamento após o fim da pandemia é tocar muito. Nossa agenda até o momento foi totalmente cancelada, mas assim que possível queremos estar de volta, o foco é tocar em cidades que ainda não visitamos e divulgar o álbum da melhor forma.

Considerações finais.

Matheus Luciano – Gostaríamos de agradecer muito o Fanzine Mosh pelo espaço e apoio, um abraço a você Emerson e ao Andre Smirnoff.

Hellgun esteve presente na edição #11 do Fanzine Mosh

Estamos muito felizes com o resultado do nosso disco, para o fãs que esperaram todo esse tempo, vocês não vão se arrepender(risos). Por hora vocês podem curtir o single e vídeo “Revolution Blade”, em breve iremos divulgar mais coisas sobre o disco. Enquanto as coisas ainda não podem voltar a sua normalidade se cuidem, protejam aqueles que vocês amam, logo tudo isso vai passar. Um abraço especial ao nosso produtor Arthur Migotto, nossos irmãos do Estúdio Plug and Play, Giovanne Bernardino, Marlon Cerqueira dos Anjos, Classic Metal Records, Wargods Press, Darlan de Freitas e Newton Santos Júnior da Let’s Rock, Centro Irai de Esportes e a todos que nos acompanham, curtem e torcem pela gente! Em breve novidades!
ROOOOOOOOYYYY

*Line up:

Matheus Luciano – vocal
Lucas Licheski & Jean Fallas – guitarras
Marllon Souza – baixo
Sidnei Dubiella – bateria

*Discografia

(2015) – Southern Hell (EP)

(2020) – Kings of Beyond (aguardando lançamento)

*Redes Sociais

Facebook – https://www.facebook.com/bandaHellGun/

Instagram – https://www.instagram.com/hellgun_official/

You Tube – https://www.youtube.com/user/HellGun1234

*Contato

bandahellgun@gmail.com

 (41) 99568-4906

Interview · News · Underground

Postado em junho 21st, 2020 @ 09:09 | 544 views
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