22 Oct 2017, 8:53 pm

Rock in Rio 2015: Novidades e Medalhões


Desde a primeira edição, o Rock in Rio nunca foi um festival exclusivo de metal, e ultimamente há quem diga que mesmo as escolhas de metal do Rock in Rio são questionáveis. Fundamentalismos e teorias à parte, nossos moshers assistiram alguns shows. Aqui está o testemunho deles!

Minitry by Marcos Hermes


Angra, Dee Snider e Doro Pesch Palco Sunset, Rock in Rio 19/09/2015

Celebração do Metal

Segunda atração do dia subiu ao palco Sunset o Angra com participações mais que marcantes na história do festival e da banda. O show seria o “último” de Kiko Loureiro vestindo a camisa do Angra. Isto porque como já anunciado, Kiko agora é o novo guitarrista do Megadeth, onde irá dividir as guitarras com Dave Mustaine.

Clássicos da banda como Rebirth entre outras, foram executadas com a perfeição instrumental, e performance já característica do Angra. Marcelo Barbosa da banda Almah é anunciado como novo substituto para função de Kiko, e sobe ao palco para tocar Carry On. O show contou ainda com a presença mais que especial de Doro Pesch a rainha do metal alemão que cantou Crushing Room.

Ao final, o ponto alto Dee Snider vocalista do Twisted Sister entra em cena com uma atuação impecável de front man de Metal cantando os “hinos” I Wanna Rock e We’re Not Gonna Take It, esta última já com a presença de todos os convidados no palco, e definitivamente levantou a galera. Uma celebração do Heavy Metal, show memorável.

Por MarioLeo

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 Ministry, Palco Sunset, Rock in Rio 19/09/2015

Ministry Meia-Bomba

Ministry by Marcos HermesO líder do Ministry,  Al Jourgensen é uma daquelas  figuraças que só o rock produz. E na sua primeira passagem pelo Rock in Rio, não deixou por menos. Mijou nas plantinhas do backstage, atacou de beijoqueiro ao ser entrevistado pelo Multishow (coitada da repórter), fez o microfone de pirocóptero e por pouco não ganha prêmio de consolação arremessando o mesmo no final de sua apresentação.

Mas a decepção de  Jourgensen tem explicação. Apesar de ser um ícone dos anos 90, só agora o Ministry veio ao Rio, infelizmente num festival de grandes proporções. Além de ser um peixe fora d’água para essa audiência, faltou à banda sensibilidade  para fazer um show para quem esperou anos para vê-los ao vivo, seus verdadeiros fãs que também estavam lá.

Responsável por um divisor de águas na música pesada, o imitado mas nunca igualado álbum The Mind is a Terrible Thing to Taste (1989), o Ministry reservou pouco espaço para músicas dessa fase, um erro fatal.

Apesar de tocar com a precisão de um relógio, o conjunto não rendeu o que poderia. E o talento individual de cada músico ficou ofuscado pela apatia geral do público e pela clara decepção de Jourgensen com isso.

Nem mesmo a participação do Fear Factory, Burton C. Bell, animou a performance de N.W.O, Just One Fix, Thieves e So What. Quem conhece essas músicas sabe que faltou gás para incendiar o local.

Além de executar sem brilho antigos sucessos, ficaram faltando clássicos como Breathe, Burning Inside e Jesus Built My Hotrod, entre outras.

Viajandão, Al Jourgensen só melhorou a carranca ao se surpreender com os fogos de artifício que anunciavam o início dos shows no palco principal. Se a onda bateu, foi nessa hora.

Mais tarde alguns músicos da banda circulavam de boa pelo evento, sempre simpáticos, distribuiram sorrisos e foram muito receptivos com os fãs, isso sim merece nota 10.

Num festival que o ingresso custa quase metade do salário mínimo, o público merece mais que um dedo em riste como resposta. Neste caso a decepção parece ter sido mútua.

Por Eduardo Cardoso: Nota 6

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Motorocker Palco Street, Rock in Rio 19/09/2015

Um Rock clássico sem frescuras

Banda clássica de Rock and Roll com toques de Blues e Heavy Metal tradicional Brasileiro. Entraram com muita atitude no “modesto” palco Street do Rock in Rio. Chamando bastante atenção de quem ali passava no vasto mundo de opções que envolvem a cidade do Rock.

Som clássico de guitarra com muito boa presença de palco de todos os integrantes. Um Rock de fato bem “roots” sem frescuras. Por vezes as composições lembram Celso Blues Boy. O cantor “Marcelus” de marcante personalidade lembra o primeiro vocalista da banda Taurus, Otávio.

O show sólido teve direito até a empolgação pra um “mosh” de um fã mais animado. Destaque para o guitarrista Luciano Pico com solos bem fundamentados, soa influencias de Angus Young dentre outros grandes guitarristas. Aos amante do Rock’n’Roll nacional de raiz e bom show, o Motorocker oferece um belo espetáculo, vale conferir.

Por: MarioLeo

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Royal Blood, Palco Mundo, Rock in Rio 19/09/2015

Sangue novo no rock

Royal Blood by Marcos Hermes2O Rock in Rio nunca primou pela coerência em sua programação. E esses tropeços já geraram verdadeiros desastres, nos quais as vaias já são uma tradição.

No primeiro sábado do festival foi a vez dos novatos do Royal Blood passarem por essa prova de fogo. Seu som, um tanto indie para quem veio assistir bandas de alto calibre como Ministry e Metallica, poderia não agradar essa audiência.

Mas os rapazes do Royal Blood entraram no palco com sangue nos olhos e fizeram um show intenso e surpreendente.

O duo, formado por Mike Kerr e Ben Thatcher mostrou um vintage rock visceral conduzido apenas (pasmém) por baixo e bateria.

Mas essa limitação não teve qualquer importância. O Royal Blood desfilou um set maduro em todos os sentidos, encerrando com um medley que incluia o riff antológico de Iron Man, do Black Sabbath.

Calcado nos anos 70, o Royal Blood faz rock de verdade – com peso e no mais alto volume. Mike Kerr abusa da distorção nas quatro cordas entre solos inacreditáveis e bases extremamente sólidas. A bateria de Thatcher é simplesmente uma avalanche de precisão e criatividade.Royal Blood by Marcos Hermes

Não é a toa que a banda tem fãs como o ex-guitarrista do Led Zepellin, Jimmy Page.

Ganhador do British Award de 2015, a banda tem promovido um revival do rock em seu país de origem,  a Inglaterra, com o lançamento de seu único álbum, que carrega o nome da banda.

Depois desse show, só há uma coisa a dizer: – Longa vida ao Royal Blood e que sejamos agraciados pela sua massa sonora durante longos e longos anos.

Por: Eduardo Cardoso

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Mötley Crüe, Palco Mundo, Rock in Rio 19/09/2015

Farofa pro Capeta

Motley Crue by Marcos HermesSó mesmo o Motley Crue para animar o próprio velório. Anunciada como uma apresentação da última turnê da banda, a presença do Motley no Rock in Rio humilhou geral.

A banda já começou tacando fogo em tudo com Girls, Girls, Girls. Em clima de cabaré dos infernos o quarteto subiu no palco muito bem acompanhado – duas gostosas como vocal de apoio que tirariam, e realmente devem ter tirado, Mick Mars da tumba. Esse sim, o verdadeiro Hollywood Vampire.

E ninguém tá nem ai se o Vince Neil está com 800 quilos e não canta nada. Entre sucessos como Shout at the Devil e Doctor Feel Good, o cantor fez a festa e conduziu na mão uma audiência que tava lá para ver mesmo o Metallica.
E quando ninguém esperava, Nick Six saca um baixo armado com um maçarico gigante. Para surpresa de todos, não era para fumar crack. Menino saudável, usou o artefato para incendiar um pentagrama em homenagem ao Coisa Ruim.

Sem queimar a farofa, o Motley continuou arrasando com sua avalanche de sucessos, que incluiu até um  cover do Sex Pistols – Anarchy in the UK.

Como ninguém é de ferro, encerraram o show com a mela-cueca Home Sweet Home. Depois dessa até o Elton John iria para casa.

Nos 30 anos de Rock in Rio quem fez a festa foi o Motley. Alguém avisa ao Medina que o palco Mundo é pequeno para eles.

Por Eduardo Cardoso:  Nota 10

Motley Crue by Marcos Hermes2

Mosh Live · Motorocker

Postado em outubro 23rd, 2015 @ 16:24 | 611 views
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