13 Jul 2020, 3:21 am

Special Review: Stress Por Roosevelt Bala


Álbum Flor Atômica celebra 35 anos em junho de 2020


Nesta matéria escrita pelo próprio músico, ele conta como surgiu um dos maiores clássicos da história do Metal Nacional.

Por Roosevelt Bala – Bala Roosevelt

I -AS MUDANÇAS

Em 83 e 84 o Stress fez apresentações memoráveis no Circo Voador, Rio, templo do Rock brasileiro (foram os primeiros shows da banda fora de Belém.A chamada de rádio,na rádio Fluminense “A maldita”, dizia: “Direto do Inferno Amazônico…a banda mais pesada do Brasil…o Judas Priest brasileiro…).
A repercussão dos shows e as várias matérias nas principais revistas especializadas do país, tornaram a banda paraense rapidamente conhecida no circuito alternativo brasileiro. Logo começaram as especulações – que mais tarde se tornariam um fato – , no meio da imprensa e dos fãs do rock pesado,de que surgira a primeira banda de Heavy Metal brasileira. Os convites para mais shows eram muitos.Chegara a hora de tomar uma importante decisão, não era mais possível continuar residindo em Belém.
No final de 84, André resolve ficar no Rio, na época, o maior centro cultural do país, onde “tudo” acontecia. Tal decisão não foi bem vinda pela família dele – de classe alta e tradicional em Belém -,que queria que André seguisse a carreira de advogado, para a qual ele já estava formado. André enfrentou tudo com muita personalidade e manteve sua postura.
No início de 85, eu deixei seu meu emprego estável e rentável na Petrobras – maior empresa estatal brasileira – para me juntar ao André, fixando residência no Rio. Foi um choque para os meus pais – e para os amigos, também -, já que eu segurava as pontas com as despesas da casa. Ainda assim, tive todo o apoio deles, sempre, até hoje. Os outros membros da banda, por motivos familiares, não puderam seguir conosco, o que foi uma pena, pois a banda só de paraenses teria de achar outras alternativas. Sendo assim, foi convidado para assumir a guitarra Alex Magnum, ex-integrante da banda Metal Pesado (Niterói) , a qual tinha feito a abertura para o Stress,em uma de suas apresentações no Circo Voador. Alex sugeriu que o seu amigo – baixista do MP -, Bosco Gomes, também fizesse parte da nova formação do Stress.
André e eu concordamos, achando que essa formação me deixaria mais à vontade para cantar e me movimentar livre no palco,melhorando a performance de palco da banda.O que realmente aconteceu,fomos uma das primeiras bandas nacionais a promover “correria” de palco, agitação total, mesmo.
Os primeiros ensaios começaram logo em janeiro de 85, não havia tempo a perder. Algumas músicas de Alex, tocadas com sua antiga banda, foram incluídas no repertório – como: “Heavy Metal” e “Forças do Mal”. Os arranjos de voz tiveram de ser refeitos ,para se adequarem aos tons e ao timbre alto da minha voz , dando às músicas mais agressividade, característica marcante dos vocais do Stress.
O ano de 85 foi um ano decisivo para o movimento Metal brasileiro. Em janeiro daquele ano aconteceria o maior festival de rock que o Brasil já teve até hoje, o Rock ‘n’ Rio. Alguns dos maiores nomes do rock mundial se apresentariam ao vivo pela primeira vez em nosso país: Iron Maiden, Scorpions, AC/DC, Queen, Whitesnake … dentre os mais expressivos. Foi a partir daí que o termo Heavy Metal tornou-se bastante popular, através das matérias – quase sempre de mal gosto – da Rede Globo de televisão, onde o termo “Metaleiro” foi associado pejorativamente aos fãs do estilo.

II – O CONVITE

Devido à imensa repercussão do Rock in Rio – onde as noites de Metal foram as mais lotadas -, algumas gravadoras viram a possibilidade de explorar esse mercado fonográfico emergente e de grande potencial no Brasil. Começamos a receber convites para participar de coletâneas – SP Metal,inclusive – reunindo bandas brasileiras de Metal. Mas, nós queríamos um álbum exclusivo, só do Stress. Foi aí que recebemos um telefonema do João Augusto, na época um jovem produtor de renome, que tinha ligações com muitas gravadoras grandes (hoje ele é presidente da Warner no Brasil, lançou os Mamonas Assassinas). Soubemos que ele fez uma pesquisa com os principais produtores de eventos do Rio, pra saber qual banda de Heavy era a mais expressiva do momento. Fomos indicados com unanimidade por todos eles, que apontavam o Stress como o maior expoente do estilo no Brasil. Marcamos uma “audição” com João, um ensaio “demostrativo”, no Tok Studio ( tradicional estúdio de rock carioca ). Estávamos muito tensos, o resultado dessa “avaliação” determinaria se teríamos ou não um contrato. Começamos a tocar, João – acompanhado de sua equipe de assistentes – ficava atento e quieto, ouvindo as músicas, às vezes fechava os olhos e não esboçava nenhuma emoção diferente, tranqüilo. Não sabíamos se estava gostando ou não,RS. Lembro que havia sido criada uma grande expectativa sobre o som da banda e sobre o potencial do seu vocalista, eu, rsrs – foi isso que os seus assistentes me passaram em “Off”,antes do encontro. Depois de termos tocado umas seis músicas, João pediu pra parar. Deu-se um momento de silêncio, depois ele disse:
-Vamos fazer! Tem mais músicas? Preciso de 10 músicas para um LP.
Ficamos radiantes de felicidade, nos abraçamos e vibramos muito com a notícia. Na verdade, naquele momento, não tínhamos 10 músicas inéditas para um segundo álbum, mas dissemos que estaríamos prontos pra gravar quando fosse a hora, que seria dentro de duas semanas .Foi uma correria pra compor e arranjar as músicas.No final, tivemos de incluir Sodoma e Gomorra e Mate o Réu , do primeiro álbum , pra chegarmos às 10. Alegamos que o nosso primeiro álbum não era muito conhecido e que essas músicas seriam bem vindas ao novo álbum. Ele concordou. Incluímos “Inferno Nuclear”, de uma demo, gravada em 84, que também não era muito conhecida.
Alex trouxe mais uma música – além das já mencionadas “Heavy Metal e Forças do mal” -,uma balada chamada “Jennie”,feita em parceria com sua amiga Andrea Schnneider. Fiz um bom arranjo de vozes, deixando a música bem melódica, sem perder o peso. Poderia até ter entrado como coautor, mas
me contentei em ver que ela ficou muito boa, tenho facilidade em criar boas melodias, é um dom inexplicável, vem de Deus. Outra música selecionada foi “Tributo ao prazer”, cuja idéia inicial foi do Bosco – o cara tinha (tem) um astral bem “pra cima”-,que chegou com os 4 acordes iniciais e uma melodia para o refrão -.André fez a letra, em cima da melodia vocal que eu criei. Assim, tivemos nossa primeira e única parceria com – pelo menos – um dos outros dois novos membros da banda.
A música “Esperando o Messias” já estava pronta há algum tempo. Curiosamente, eu fiz o riff e a melodia dessa música no meio da selva Amazônica ( estado do Amazonas) – no meio das árvores,mesmo, enquanto estava num dia de serviço da Petrobras. Eu não tinha um violão sequer, apenas comecei a imaginar os acordes e cantarolar – murmurando – uma melodia que me parecia encaixar nos acordes imaginados. Quase um mês depois, cheguei em casa, em Belém, peguei o violão e toquei os acordes “imaginados” na selva. Pra minha surpresa, eles encaixaram como um luva, perfeitamente. André fez a letra em cima da melodia e …ela estava pronta.
A última música a entrar no set list do LP foi “Não Desista”, feita alguns dias antes da gravação. Queríamos ter uma música rápida,pesada e bem trabalhada no disco – estilo tradicional do Stress -.Na época, estava rolando o início da onda “Speed Metal”,um tipo de Heavy mais rápido que o NWOBHM. Dentro desse pensamento,criei o riff – matador,por sinal -, as várias partes da música,a melodia e etç…Com a preocupação de ter um refrão “melodioso” – muito usado atualmente no Prog Metal e Metal Melódico -. A letra do André combinou perfeitamente com o instrumental – por sinal, é uma das nossas melhores letras, elogiada por todos,ela dá uma força àqueles que enfrentam obstáculos na vida,pra que não deixem de lutar – Não chegamos a ensaiá-la o suficiente, mas estávamos determinados a mantê-la de qualquer maneira. Quase fica fora do álbum, fomos concluí-la praticamente no dia da gravação, quando eu a cantei pela primeira vez.

PS: Mesmo que eu não fosse do Stress eu diria isso: “Eu considero essa música uma das melhores, senão a melhor, música da história do Metal 100% brasileiro, já feita até hoje. Tem todos os elementos de bom gosto do verdadeiro Heavy:Peso,Velocidade,Melodia e Letra inteligente,tudo na medida certa. Foi-nos mandada pelos Deuses do Metal,aos 45 minutos do segundo tempo,a tempo de entrar no LP.rsrsrs”.

III – A GRAVAÇÃO

O estúdio seria o da Polygram, que também viria a ser a gravadora a lançar o disco, em parceria com a Deck Produções, empresa de João augusto.
Uma grande gravadora, de renome internacional, era tudo que nós precisávamos naquele momento.
Eu soube que teríamos 75 horas de estúdio, pra gravar e mixar as 10 músicas. Era excelente, levando em conta que tivemos somente 16 horas pra fazer todo o primeiro,rsrs. Depois, no decorrer das gravações,vimos que o tempo foi certinho,quase apertado.Perde-se muito tempo com a arrumação do estúdio, colocação de microfones, timbragem de instrumentos, testes,tomadas (takes) e etc…Percebemos que o processo de gravar um instrumento de cada vez já era corriqueiro, que tinha de ser posto em prática. Antes a gente gravava tudo na porrada, todos de uma vez.
Alguns dias antes de começarmos as gravações, reunimos com João, a pedido dele próprio,pra mostrarmos a ele gravações (Lps) com os timbres de instrumentos que gostaríamos que predominassem na nossa. Mostramos a ele sons de bateria (a do Iron era a nossa preferida),de guitarra (do Judas) e etc…Tudo pra que ele,que não era do ramo do Rock, assimilasse como proceder pra tirar aqueles timbres no estúdio.
O dia da gravação chega. Expectativa, euforia e nervosismo se juntavam à ansiedade de liberar toda a nossa energia em forma de Metal naquelas fitas grossas (3 polegadas) das máquinas do estúdio.
As gravações ocorreram sempre na noite/madrugada, das 22 ás 4:00 da manhã.
Gravamos de cara a bateria – pela primeira vez usando o metrônomo, fazia parte, era gravação profissional – Demorou um tanto pra afinarmos as peles e equalizarmos tudo, conforme nossa ideia passada ao produtor. André terminou tudo sem muita demora, não teve dificuldades em tocar seguindo o metrônomo, seu andamento é bem preciso.
A gravação do baixo foi tranqüila, Bosco era (é) um excelente músico e fez rapidamente a sua parte,com muita competência. Em apenas uma música eu tive que gravar o baixo (Não Desista), pois tínhamos acabado de compô-la, e Bosco ainda não sabia tocá-la com segurança. Como eu fiz o instrumental, ele achou por bem que eu a gravasse, pra evitar perda de tempo em possíveis repetições. Curiosamente, esse episódio levou o produtor a colocar meu nome na contracapa do LP como “Vocal e Baixo”, o que eu achei um exagero, poderia ter entrado somente uma menção na ficha técnica.
Tudo estava ocorrendo na boa, até que começamos a gravar as guitarras. Tínhamos à nossa disposição um amplificador Marshall, Half Stack, JCM 900 ,valvulado, excelente,top de linha na época, alugado do Daniel Cheese (Água Brava). Porém, tinha um problema sério com a caixa de som onde o cabeçote era ligado, os alto-falantes estavam “bixados”, não agüentavam a potência do amplificador, distorciam com um baixo volume (já no nível 3). Nós já sabíamos que o Marshall rende bem quando é usado em alto nível,volume máximo, quando sua distorção fica “matadora”. O som que saia da caixa era bem ruim. Não havia como trocar a tal caixa e nem como conseguir outra, naquele horário,longe de tudo (o estúdio era na Barra,bairro distante do centro do Rio). Não podíamos perder tempo e nem horas de estúdio, que eram caríssimas, segundo o produtor. O jeito foi gravar com o volume controlado, o que deixou o peso da distorção muito aquém do que pretendíamos. Ao invés de uma “distorção” matadora e desgracenta (Black Sabbath), tivemos uma modesta “saturação” (AC/DC), o que deixou as músicas bem menos pesadas do que gostaríamos. Daí algumas pessoas dizerem que esse álbum não foi tão pesado quanto no primeiro (que teve um distorção bem suja, tosca e pesada,apesar da precariedade dos equipamentos). Outro fator que interferiu na qualidade das guitarras foi o fato de que o Alex não se adaptou às guitarras importadas que lhe foram colocadas à disposição,preferindo gravar com sua velha Gianinni “Les Paul”, à qual ele estava acostumado, mas não tinha um som tão bom quanto as outras. O único solo no qual ele não usou a sua guitarra – gravou com uma Ibanez – , foi o de “Tributo ao Prazer”,onde vemos (ouvimos) o ótimo timbre de distorção. Na maioria dos solos, Alex improvisou e criou frases na hora da gravação, usando todo o seu feeling, pois não houve tempo hábil para finalização dos arranjos, foi tudo muito corrido devido à urgência que o produtor anunciava.
Mesmo com esses contratempos, ainda conseguimos uma boa sonoridade de guitarra, onde podemos compreender tudo o que foi tocado,nada se “embrulha” ou se “embola” com os outros instrumentos,tão pouco com a voz.
Depois nós gravamos a participação do Leonardo Renda (tecladista do primeiro álbum e nosso amigo pessoal) nas músicas “Jennie”,”Flor Atômica” e “Esperando o Messias”. Achamos que o teclado daria uma “suavidade” melódica bem vinda, contrastando com o peso das guitarras e do resto do instrumental.O resultado foi o esperado,nosso Metal ganhou uma certa sofisticação sem perder a energia.
Chegara hora de colocar as vozes.Tal como aconteceu na “audição”, toda a equipe de produção apostava muito nos vocais.Eu tinha uma grande responsabilidade e sabia bem disso.
A primeira música que eu gravei foi “Tributo ao prazer”,teoricamente a mais simples de todas do LP. Depois,encarei logo Heavy Metal, pra quebrar logo a tensão.Nessa, foi preciso o uso do Compressor na voz.Quando eu soltava os agudos, o ponteiro do VU colava no “vermelho”,saturando o canal.rsrs. Daí em diante o Compressor foi usado em todas as músicas seguintes,com um pouco de exagero,eu diria.Senti os “gritos” tolhidos demais, sem a agressividade que eu pretendia.Mas, no final, não comprometeu.
Gravei quase a metade das músicas de uma só vez – num só período de seis horas -,incluindo os backing vocals.Em algumas músicas,onde o coro era de “multidão” – Heavy Metal, Flor Atômica e Esperando o Messias -,chamamos alguns músicos, amigos nossos,pra reforçar.Gravamos várias vezes pra somar tudo e dar o resultado de “dezenas de pessoas”.
Em mais um período de seis horas e gravei o resto das músicas, com seus backing vocals também. João Augusto sempre me (nos) dirigia quando ele achava necessário.No entanto, de um modo geral, ele nos deixou todos à vontade, tivemos liberdade total pra fazer do nosso jeito,ele confiava na banda.
Eu nunca tinha cantado a música “Não Desista” antes, ela foi cantada pela primeira vez no estúdio, bem na hora da gravação – só deu tempo de aprendermos o instrumental dela ,eu tocava o baixo nos ensaios,mas não cantava junto-. “Passei” uma vez (sem gravar). Na segunda “passada”, o João colocou pra gravar (sem eu saber) e acabou que dessa vez já ficou valendo, do jeito que se ouve no LP. Foi incrível, todos ficamos rindo,sem acreditar,rsrs.
O desgaste da voz numa sessão de gravação é muito grande, especialmente em se tratando das músicas desse disco, todas com tons muito altos – eu tinha sempre comigo um pequeno “pote de mel”, pra aliviar e restaurar as cordas vocais um “take” e outro.
A última música a ser gravada foi “Jennie”.Eu já estava com a voz bem desgastada – Já havia gravado 5 músicas,com seus backing vocals – Porém, a vontade e a garra eram imensas, coloquei a “alma” naquela música. As últimas frases foram as do backing vocal, onde tem uma voz altíssima que fica lá no fundo,somando com o refrão: “Jennie…Jennie…Jennie… ouoôôôô”. Ali acabou a minha voz e as gravações também,rsrsrs.
Assim que a música foi baixando até o seu final, houve uma gritaria dentro do estúdio. Corri pra lá,já estavam estourando um Champanhe.Foi um momento de grande emoção pra todos nós.Não esqueço disso!

IV – ERRO DE EDIÇÃO

Cerca de um mês depois da gravação,fomos chamados pelo produtor João Augusto,para uma reunião na casa dele.Na oportunidade ele nos disse que tinha havido um erro na edição das músicas do LP.
Era comum guardar-se uma versão das músicas sem voz,para uma possível utilização em programas de TV,onde se faziam os chamados “Play Backs”,quando a voz seria colocada ao vivo,sobre uma gravação sem voz (BG).
E foi essa gravação sem voz que foi erroneamente selecionada na edição final.
João nos contou sobre o erro ocorrido com “Forças do Mal” e disse que já haviam sido feitas 10.000 cópias do LP com aquele erro. Nesse momento fomos totalmente contra o lançamento dessas cópias, seria uma grande falha ter uma música sem voz no LP.Mas,João nos colocou contra a parede,dizendo que se o disco não saísse daquele jeito mesmo,não seria mais lançado.
Diante dessas duas alternativas, fomos abrigados a concordar, com a promessa de que o erro seria reparado num futura prensagem,o que não ocorreu.
Pelo fato da base harmônica dessa música ser muito bem trabalhada, ela passou tranquilamente como uma faixa “Instrumental”. Poucas pessoas sabiam o que havia acontecido,só os mais próximos da banda.Por esse motivo deixamos de tocar a música ao vivo por muito tempo.
Coloquei a voz nela em 2002, saiu como faixa bonus no lançamento europeu – Metal Soldiers Records – 2013.

V – LANÇAMENTO

O Flor Atômica foi outro marco na história do Metal brasileiro – o primeiro já tinha sido o LP de 82, o Debut – ,pois foi o primeiro álbum de Heavy Nacional lançado por um grande gravadora , a Polygram.
A imprensa não poupou elogios. Revistas, fanzines, jornais, televisões… todos fizeram criticas altamente positivas ao Lp.
O show de lançamento oficial aconteceu em junho de 85, no Circo Voador, Rio de Janeiro, presenciado por muitos jornalistas,músicos e fãs da banda.
Em Belém, o lançamento deu-se em julho de 85,no maior ginásio da cidade,para cerca de 6.000 pessoas.
A ótima distribuição da Polygram, levou esse álbum a todas as grandes cidades brasileiras,tornando o disco acessível a milhares de fãs do metal e fazendo a banda muito conhecida em todo o país.
Naquele momento estávamos mais maduros ,nos sentíamos mais preparados pra encarar aquele desafio de encabeçar o movimento metálico no Brasil,com uma retaguarda técnica mais apurada,com mais experiência,musicalidade e muita vontade de fazer parte da história,de criar algo no nível das bandas de fora. Pessoalmente, acho que mostramos grande evolução musical de um álbum para o outro e conseguimos fazer um grande trabalho. Esse álbum foi relançado em CD pela Metal Soldiers Records (de Portugal), em 2013, e no Brasil pela Evil Invaders Records, em 2018.

VI – O LEGADO

Esse álbum contém alguns dos maiores clássicos do Metal brasuca de todos os tempos.Músicas como: Heavy Metal, Não Desista, Mate o Réu e Flor Atômica (dentre outras), ficarão para sempre na memória da geração metal 80’s e continuarão atravessando as décadas,influenciando as novas gerações de Bangers que vem por aí.O tempo tem mostrado que o “Flor Atômica”,com suas músicas simples, pesadas, melódicas e com mensagens de bom conteúdo, é uma obra atemporal,que vai envelhecer e permanecer jovem ,como o Rock’n’Roll.
Tive o grande privilégio de fazer parte da criação desse álbum, de ver que fiz algo de relevância pra uma grande nação de Roqueiros (Headbangers), que,assim como eu,tem uma paixão vitalícia pelo som pesado, pelo imortal Heavy Metal.

Roosevelt Bala – O Coração de Metal 😍🤘

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Postado em junho 24th, 2020 @ 07:26 | 125 views
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