13 Dec 2017, 12:51 pm

Mosh 30 Anos: Entrevista Exclusiva Com Septicflesh


Dando continuidade a série de entrevistas com turnês que chegam esta semana, temos a entrevista com a banda de Death Metal Sinfônico Septicflesh que faz shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Limeira, ao lado do Fleshgod Apocalypse. Aqui os irmãos e membros fundadores Christos Antoniou (guitarra e orquestrações) e Spiros Antoniou (vocais rasgados e baixo) concederam entrevista ao Fanzine Mosh. Quem conversa com os gregos é Henrique Gonçalves de Paula. Confira abaixo a entrevista exclusiva.

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Henrique– Atenas, na Grécia, sua terra natal, inventou a democracia na Antiguidade e viveu seu auge no século V a.C. A democracia vive hoje no mundo um período de crise, inclusive em nosso país. Vocês se preocupam com questões como estas quando estão viajando pelo mundo? Vocês buscam conhecer a cultura e a política dos países que visitam em suas turnês, ou o foco é exclusivamente a música?

Spiro e Christos Antoniou– Estamos sempre interessados em aprender algo sobre a cultura dos vários países que visitamos em nossas turnês. Mas é claro que o tempo para algo além da música é muito, muito escasso, pois há sempre um cronograma muito apertado a seguir e muitas distâncias a cruzar a cada dia. De qualquer modo, viajar em turnê ao redor do mundo é uma experiência que abre a mente.

H– O Septicflesh ocupa uma posição de destaque no nicho do Death Metal Sinfônico. Vocês são precursores do estilo e uma banda influente para muitos da nova geração. Em minha visão particular, porém, parece que o Death Metal sinfônico é menos popular do que o chamado Black Metal Sinfônico. Vocês concordam com isto? Saberiam explicar por que isto ocorre?

S&CA– De fato, o Death Metal Sinfônico está de algum modo na sombra do Black Metal Sinfônico, embora ambos tenham começado no mesmo período. Provavelmente é uma questão de estéticas diferentes, pois o Black Metal é admitidamente um gênero provocativo que tenta conseguir mais atenção da mídia genérica, por várias razões. Não importa se a atenção é negativa ou positiva. É sempre a atenção o que importa, pois é ótima para a promoção e o marketing.

H- Em minha opinião, o novo álbum da banda, Codex Omega, deve figurar em qualquer lista séria dos melhores discos de música extrema de 2017. Vocês refletem sobre sua evolução como músicos ou sobre o lugar que ocupam na cena da música extrema? Quais músicas ouviremos do disco novo nos shows aqui no Brasil?

S&CA– Obrigado pelas palavras gentis. Nós sempre temos o objetivo de evoluir como músicos e compositores. Pensamos que “Codex Omega” representa nossa realização mais madura até o momento. E, é claro, na turnê que se inicia haverá algumas canções do novo álbum como “Martyr”, “Dante’s Inferno”, “Portrait of a Headless Man” etc.

H– Enquanto uma banda de Death Metal Sinfônico me parece natural que vocês tenham uma concepção mais complexa do que deva ser a arte extrema. O quanto vocês se preocupam em inserir outras formas de arte em sua música e em suas apresentações? Digo isto, porque a capa do novo álbum é magnífica. Aliás, ela tem algum significado profundo para a banda?

S&CAO Septicflesh é um projeto artístico que transcende a música. Considerando nosso visual, temos o privilégio de ter na banda um renomado artista visual, Seth Siro Anton, que tem feito o trabalho de arte para muitas bandas de metal famosas como Paradise Lost, Moonspell, Exodus, Vader, Belphegor etc. Ele tem um estilo muito peculiar e gosta de criar através de imagens provocativas que, se visualizadas de um diferente ponto de vista, podem mudar radicalmente de significado. Em “Codex Omega” a figura principal tem a face aberta no formato de um útero e, ao invés de uma mente, ela carrega um bebê. A conexão com a canção “3rd Testament (Codex Omega)” é que todos os deuses e demônios são criações da mente humana.

H– No tempo em que vocês permaneceram separados uns dos outros e fora do Septicflesh, no início da década passada, dedicaram-se a atividades que acabaram por contribuir ao desenvolvimento da banda? É importante uma banda dar um tempo para buscar novas inspirações?

S&CA– De fato, este período de intervalo, embora doloroso, nos ajudou a clarear nossas mentes. Então, quando decidimos reformar a banda, estávamos definitivamente mais focados no que queríamos alcançar, e nossa perspectiva era mais rica, pois já tínhamos tentado algumas ideias bem diferentes através de vários projetos. E, de um modo geral, não gostamos de apressar as coisas e é por isso que estamos deixando um tempo passar, antes de começar a trabalhar em um novo álbum do Septicflesh.

H– Demócrito de Abdera, pai do atomismo, filósofo grego antigo, dizia que a vida sem festas é como uma longa estrada sem albergue. Nosso país é conhecido por festejar e vocês vão ficar um tempo na estrada. Planejam festejar aqui no Brasil? São Paulo é conhecida por ser uma cidade que nunca dorme…

S&CA- Como poderíamos discordar de Demócrito… Com sorte, teremos a oportunidade de explorar as noites agitadas do Brasil.

 

 

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Postado em outubro 8th, 2017 @ 21:30 | 213 views
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