23 Aug 2017, 12:32 am

Amon Amarth e Abbath em shows lotados em Curitiba e São Paulo


Confira abaixo as coberturas do show do Amon Amarth & Abbath em Curitiba e São Paulo
Amon Amarth @ Tropical Butantã , São Paulo – 27 Maio 2017
Amon Amarth @ Hermes Bar, Curitiba – 31 Maio 2017

Amon Amarth faz show marcante para casa lotada em São Paulo

por Marcos Franke

A missão da banda de abertura é sempre dar uma boa impressão e fazer uma espécie de aquecimento para as atrações principais. O Sinaya, banda de death metal de Sampa, aceitou o desafio. Formada em 2010, é uma das poucas bandas composta somente de garotas dentro da cena extrema. Com Mylena Monaco (vocais, guitarra), Renata Petrelli (guitarra), Camila Toledo (Baixo) e Cynthia Tsai (bateria) o quarteto tocou duas música de seu EP titulado “Obscure Raids” chamada Legion of Demons e Obscure Raids – o restante do set foi composto de músicas que estarão em seu primeiro álbum de estúdio mas são velhas conhecidas para os fãs que acompanham a banda. Always Pain, Infernal Sight, Bath of Memories são músicas que a banda sempre executa com tranquilidade em seus shows.

O show do norueguês Abbath foi um dos momentos mais incomuns da noite. Para a felicidade de todos os presentes, o músico não trouxe apenas músicas extremas de seu primeiro álbum Abbath (2016), mas também, trouxe grandes clássicos do Immortal, sua antiga banda. Com seu tradicional corpsepaint, Abbath, juntamente com King e Silmaeth, a princípio não tiveram problemas em executar seu setlist, até a guitarra de Abbath parar de funcionar. Com dificuldades técnicas, o músico parou algumas vezes em Ashes of the Damned para reclamar de sua guitarra, depois o microfone e no final decidiu passar pela música sem seu instrumento mesmo. Para os fãs, no entanto parecia um grande teatro. Foi um dos momentos mais divertidos da noite, apesar do aborrecimento que o músico teve. Abbath ainda tocou grandes clássicos do Immortal como In My Kingdom Cold, Tyrants e One By One, todas do clássico Sons of Northern Darkness (2002) e encerrou seu show com All Shall Fall (All Shall Fall/2009), também do Immortal. Que grande show foi este do Abbath.

A banda mais aguardada da noite, no entanto foram os vikings do Amon Amarth. Divulgando seu mais novo petardo chamado Jomsviking (2016), Johan Hegg (vocais), Johan Söderberg (guitarra), Olavi Mikkonen (guitarra), Ted Lundström (baixo) e o mais recente integrante da banda, Jocke Wallgren (bateria), pisaram no palco e foram recepcionados como reis. Com músicas que contemplaram o início de sua discografia, como as sensacionais Runes to My Memory e Cry of the Blackbirds, ambas do acalmado álbum With Oden On Our Side (2006) e as clássicas Tattered Banners and Bloody, Guardians of Asgaard e Twilight of the Thundergod, todas do grandioso Twilight of the Thunder God (2008), Amon Amarth teve um som impecável e não teve falhas técnicas. O show percorreu com grande tranqülidade, com grandes momentos de interação entre público e banda. Johan Hegg, o grande frontman da banda, é um grande vocalista e com isto, conseguiu não paenas a simpatia dos fãs de black metal presentes na casa de show, como os fez cantar juntos clássicos de sua mais recente discografia como as pesadíssimas Destroyer of the Universe (Surtur Rising/2011) e Father of the Wolf (Deceiver of the Gods/2013). Alguns fãs incondicionais até cantaram letras de músicas do álbum mais recente da banda, o aclamado pela imprensa Jomsviking (2016), como First Kill, The Way of Vikings e At Dawn First Light. Que grande show este que o Amon Amarth deu na casa de show Tropical Butantã em São Paulo. A banda, ao deixar o palco, prometeu seu retorno em breve.

Abbath e Amon Amarth: Uma celebração do Metal com casa lotada em Curitiba

por Clovis Roman
fotos Andre Smirnoff

Em 2014, o Amon Amarth estreou em palcos curitibanos atingindo um feito raramente alcançado: o show deu sold-out com quase dois meses de antecedência. Para uma cidade onde diversos shows contam com públicos reduzidos, é um grande mérito. Os caras são gigantes no mundo todo, e fazem um som que fica próximo do chamado Death Metal melódico. Tem partes pesadas e rápidas, mas tem riffs ganchudos e refrões para cantar junto. Uma fórmula de sucesso.

Agora em 2017 a banda sueca novamente lotou a casa, dessa vez com uma banda mais que especial como convidada: Abbath, que leva o nome de seu líder, que fez história com o Immortal. O cara é uma figura, interage de maneira cômica entre as músicas (e durante elas se mantém um fiel headbanger). Aquilo que você viu nos clipes hilários do Immortal foi reproduzido na frente da galera, que claro, adorou.

O show teve algumas coisas do Immortal, assim como “Warriors”, do projeto I, e outras do disco autointitulado de Abbath. Entre estas últimas destaque para a ótima “Winterbane”. As faixas do Immortal foram todas bem recebidas pelo público, que mal conseguia se mexer nas dependências do Hermes Bar. Até mesmo quem foi pro fundão procurando mais espaço teve dificuldades de locomoção. Vinda do monolítico Blizzard Beats (que recém completou duas décadas), “Nebular Ravens Winter” foi o ápice do show, que teve um pouco mais de uma hora. E mesmo que tenha soado um tanto repetitivo após um tempo, foi bastante efetivo. Um momento histórico Curitiba receber uma lenda em seus palcos.

Só pelo show do Abbath a noite já teria valido a pena, mas ainda havia o Amon Amarth, um gigante do Metal na atualidade, que fez um show competente. Abrir com o hit “ Pursuit of Vikings” foi uma grande ideia, pois já chamou a atenção do público desde os primeiros acordes. Mesmo com algumas pessoas tendo ido embora ao fim do set de Abbath, o espaço ainda era escasso. Mas ninguém pareceu se importar muito. A galera conhecia a fundo toda a obra dos caras, até mesmo as quatro músicas que foram tocadas do último álbum Jomsviking, que foram: “At Dawn’s First Light”, a poderosa “First Kill”, “Raise Your Horns” (esta abrindo o encore) e “The Way of Vikings”.

Bons momentos também vieram com “Guardians of Asgaard”, grande sucesso por aqui, além da icônica “Death in Fire” e aquela que intitula o até então melhor álbum do Amon Amarth: “Deceiver of the Gods”. Aqui não rolou o tal barco viking, polêmica manifestação do público carioca dias antes. O ato consiste na galera sentando no chão e fingindo estar remando um barco. Os puristas torceram o nariz. Mas o pessoal se divertiu e isto é o que importa; cada um curte o show da maneira que bem entender, desde que não comprometa o divertimento alheio.

Polêmicas a parte, ambos os shows foram ótimos, e o sucesso de público nessa noite bem que poderia se repetir em tantos outros eventos que rolam em nossa cidade.

Setlist Amon Amarth

Pursuit of Vikings (Fate of Norns/2004)
As Loke Falls (Deceiver of the Gods/2013)
First Kill (Jomsviking/2016)
The Way of Vikings (Jomsviking/2016)
At Dawns First Light (Jomsviking/2016)
Cry of the Blackbirds (With Oden On Our Side/2006)
Deceiver of the Gods (Deceiver of the Gods/2013)
Tattered Banners and Bloody (Twilight of the Thunder God/2008)
Destroyer of the Universe (Surtur Rising/2011)
Death in Fire (Versus the World/2002)
Father of the Wolf (Deceiver of the Gods/2013)
Runes to my memory (With Oden On Our Side/2006)
War of the Gods (Surtur Rising/2011)
Raise Your Horns (Jomsviking/2016)
Guardians of Asgaard (Twilight of the Thunder God/2008)
Twilight of the Thundergod (Twilight of the Thunder God/2008)

Setlist Abbath
To War!
Winterbane
Warriors [I]
Ashes of the Damned
In My Kingdom Cold [Immortal]
Tyrants [Immortal]
Nebular Ravens Winter [Immortal]
Count the Dead
One by One [Immortal]
All Shall Fall [Immortal]

Mosh Live · News

Postado em junho 12th, 2017 @ 17:56 | 260 views
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