24 Nov 2017, 4:34 pm

Belphegor Em Noite Satânica Em SP


Belphegor @ Manifesto Bar, São Paulo – 28.02.17

Por Marcos Franke
Fotos Renato Jacob

O show da banda austríaca de black/death metal foi um grande culto ao Senhor do Inferno, como era de se esperar de um dos grandes representantes deste gênero tão querido por aqueles presentes no Manifesto Bar naquela noite de terça-feira. Com direito a corpse painting e até fumaceira, simbolizando o enxofre (mas que de enxofre não tinha nada) a banda se apresentou como diz o script para grandes apreciadores dos ritos do tinhoso. Musicalmente, o Belphegor dá uma grande aula de música extrema.

Com os guturais e guitarra de Helmuth e o baixo pesado de Serpenth a banda passa uma imagem ainda mais forte do grande caos sonoro que é o inferno. A banda começou seu ritual com sinfonias vindas da mais profunda escuridão com “Sanctus Diaboli Confidimus” e assim que os quatro pastores do inferno estavam no palco, com sangue escorrendo pelas suas caras e cabeças a banda iniciou a desgraça musical com “Bleeding Salvation” (Goatreich – Fleshcult/2005). O quarteto, agora mais entrosado, demonstra isto também em sua performance no palco, já que nota-se claramente, muito ensaio por trás daqueles dedilhados e riffs infernais.

O grupo continuou seu rito com “Gasmask Terror” do seu último petardo Conjuring the Dead (2014) abrindo assim a primeira roda, a princípio tímida, da noite, que se intensificou com a música “Belphegor – Hell’s Ambassador” (Pestapokalypse VI/2006) assim empolgando a banda. Mas foi com o clássico “Diaboli Virtus in Lumbar Est” e a seguinte “Lucifer Incestus” – ambas do clássico Lucifer Incestus (2003) que a banda realmente levou o Manifesto Bar abaixo.

A roda antes tímida ficou maior e se intensificou bastante para o local em que a banda estava se apresentando. A grande performance do baterista Simon ‘Bloodhammer’ Schilling, contribuiu e muito para que a potência do baixo se revelasse ainda mais forte para que as guitarras pudessem se preocupar em trazer os riffs mais infernais possíveis para o fã que em frente ao palco agitava. Mas a banda não havia terminado ali. A sequência de melodias macabras havia apenas começado. Com a grandiosa “Stigma Diabolicum” (Bondage Goat Zombie/2008), Helmuth antecipou aos seus súditos que esta seria uma noite para ser lembrada, trazendo mais um clássico para o deleite dos fãs que aguardavam ansiosos com os punhos para o ar. O ritmo fez com que a roda continuasse e se intensificasse a cada instante.

A grande melodia de ambas as guitarras juntas é um dos grandes ápices do show naquela noite. Que grande interpretação para esta grande música do álbum Bondage Goat Zombie, que se destaca e muito pela grande melodia das guitarras. O clima ficava ainda mais tenso com “Feast Upon the Dead” que logo tomou força com outro grande clássico do álbum Bondage Goat Zombie, a poderosa música que leva o nome do álbum. Que pedrada! Uma pena que o clima dos teclados desta vez não foram utilizados para a versão ao vivo. Acredito que teria trazido algo a mais para o clima soturno da melodia na hora do refrão – como no álbum.

As músicas que seguiram este grande clássico foram “Apophis – Totenbeschwörer” e “Totenkult – Exagesis of Deterioration”, que levaram a banda a deixar o palco por alguns instantes. Retornam para complementar o grandioso ritual com “Pest And Terror” e encerram com “In Blood – Devour This Sanctity” do grandiosos Blood Magick Necromance (2011). Que grande interpretação do Belphegor. Os abençoados pelo culto saíram satisfeitos e assim mais uma apresentação de um dos grandes nomes do black metal chega ao fim. Tenho certeza que após este show, a banda voltará sempre para o nosso país divulgar assim suas músicas e trazer um pouco mais do enxofre e da reza ao grandioso lorde da escuridão. Que o horror retorne sempre. Amém.

Mosh Live · News

Postado em Março 10th, 2017 @ 14:14 | 478 views
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