22 Nov 2017, 3:38 am

CD Review: Mercy Killing – Euthanasia


Mercy Killing – Euthanasia (Independente – Nacional) – Nota: 9

Mercy Killing

Texto por Clovis Roman

Há casos muito peculiares no underground brasileiro. E a Mercy Killing conta alguns deles. O grupo surgiu no final dos anos 80, na Bahia, e fez muitos shows por lá, até meados da década seguinte. Naquela época, eles participaram de algumas coletâneas e trocaram de formação um punhado de vezes. Até mesmo o guitarrista Martin Mendonça (ex-Malefactor e atual Pitty) chegou a integrar a banda. Com a mudança do então baixista e vocalista Leo Barzi para Curitiba, a marca Mercy Killing veio junto. Com o passar dos anos, outros tantos músicos estiveram junto a ele, e shows memoráveis entraram no currículo do grupo que já foi trio, quarteto e quinteto.

Nada menos que 27 anos mais tarde, finalmente chegou ao mercado seu álbum de estreia, intitulado Euthanasia. O material foi viabilizado via campanha de financiamento coletivo, que previa aos consumidores produtos diversos, incluindo camisetas, fitas K7, versões regulares do trabalho em CD e também em vinil. São 15 faixas presentes, indo de canções recentes até outras faixas há mais de duas décadas. Um bom apanhado da história da Mercy Killing. E mesmo que Euthanasia seja uma coletânea de composições das mais diferentes épocas, há unidade no álbum, há coerência musical. E o que dá o toque final a tudo isto é o vocal furioso de Tati Klingel, que começou sua carreira em uma banda cover de Arch Enemy.

Os mais atentos ao encarte notarão nos créditos a citação a música “Life”, não presente no tracklist. Trata-se de uma faixa oculta, que surge segundos após o fim de “Newborn Child”. Essas duas, além de “Thrash Till Death” (não é cover do Destruction), “Under the Acid Rain” e “Born to Kill”, foram gravadas pelo novo integrante Rodrigo Macedo. As demais ficaram por conta de Leonardo Sampaio, baterista que foi o parceiro musical de Barzi por mais de 10 anos, que saiu recentemente. As letras são em inglês, mas há uma exceção: “R.I.S.”, um retrato imundo da sociedade aliado a belos riffs de guitarra e “paradinhas” propícias para a abertura de rodinhas nos shows.

A sonoridade de Euthanasia é simples, levemente suja mas ao mesmo tempo nítida. Para embalar o produto, um encarte repleto de fotos, e com uma capa sensacional. Eles já estão com alguns shows agendados para os próximos meses. Confira.

Euthanasia

MÚSICAS
Euthanasia
Ghost of Perdition
Toxic Death
Under the Acid Rain
The Thrasher!
Dominant Class
Living in my Madness
R.I.S.
Born to Kill
Down the Power
Thrash ‘till Death
Redress
Satisfaction of the Flesh
Splatterhead
Newborn Child
Life (faixa escondida)

CONTATO
http://mercykilling.mus.br

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Postado em Fevereiro 6th, 2016 @ 11:09 | 930 views
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