27 Jun 2017, 6:53 am

Glenn Hughes: experiência e sensibilidade


Glenn Hughes: experiência e sensibilidade

Glenn Hughes (foto: Clovis Roman)

Texto e fotos por Clovis Roman

Glenn Hughes é um artista de sorte em vários sentidos. Afinal, ele nasceu com um grande talento para a música, sendo um ótimo baixista e vocalista transcendental. Passou por problemas sérios com drogas, quase perdeu a voz e quase morreu nos anos 80. Mas hoje em dia, limpo (ao menos é o que ele diz), o cara ainda canta absurdamente bem e consegue oferecer ao seu público apresentações tocantes.

Mantendo exatamente o mesmo repertório apresentado em shows pelos Estados Unidos entre Agosto e Setembro, Glenn Hughes não ousou, ciente do seu poder de entreter o público e de cantar divinamente. Claro que ele exagera nos agudos, tanto no meio das músicas quanto em alguns “solos vocais”. Mas é o que a galera quer ver.

Glenn Hughes (foto: Clovis Roman)

Só faltou uma coisa: Mais material do Deep Purple. Em sua primeira passagem por Curitiba, em 2007, ele mandou um bom punhado de canções de sua mais consagrada ex-banda (rolou até a maravilhosa Might Just Take Your Life). Ano passado teriam sido quatro, mas ele, alegando enfermidade, acabou o show mais cedo e deixou “Burn” de fora. E nessa última visita, três também: “Stormbringer”, numa versão bem básica, “You Keep on Moving” e “Burn”.

Sua postura arrogante contrasta com o amor que declara ao público. Foram incontáveis “I Love You” proferidos a platéia durante o concerto. Mais demagogia, impossível. Na parte musical, ao menos, Hughes mandou muito bem.

MÚSICAS
Way Back to the Bone (Trapeze)
Muscle and Blood (Hughes/Thrall)
Orion
Touch My Life (Trapeze)
First Step of Love (Hughes/Thrall)
Stormbringer (Deep Purple)
Medusa (Trapeze)
Can’t Stop the Flood
One Last Soul (Black Country Communion)
You Keep on Moving (Deep Purple)
Soul Mover
Black Country (Black Country Communion)
Burn (Deep Purple)

Abertura
O Wild Child foi escalada para a abertura do evento, mostrando que seu segundo álbum, Seven, agradou público, crítica e produtores em geral. A trinca inicial foi aquecendo o público, ainda tímido e pequeno naquele momento: “Never Let Yourself Down”, “Myself in Pieces”, “All I Want, All I Need”, justamente as três que abrem o disco. E dele, foram só estas mesmo. Do debut, os caras mandaram “Jump Now” e a fantástica “Inside my Mind”, e ainda houve espaço para duas covers: Uptown Funk, de Bruno Mars e a instrumental “La Villa Strangiato”,do Rush. A banda tem uma postura despojada no palco, que conquista a atenção da platéia. E o vocalista Erik Fillies é uma simpatia só.

MÚSICAS
Never Let Yourself Down
Myself in Pieces
All I Want All I Need
Jump Now
Uptown Funk (Bruno Mars)
La Villa Strangiato (Rush)
Inside My Mind

Mosh Live · News

Postado em outubro 6th, 2016 @ 17:13 | 366 views
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